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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Caibo, talvez



"Sou composta por urgências: 
minhas alegrias são intensas; 
minhas tristezas, absolutas. 
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos. 
Eu não caibo no estreito, 
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve, 
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte! 

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente...
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender 
não é uma questão de inteligência 
e sim de sentir, 
de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.”

(Atribuído à Clarice Lispector, mas ainda tenho minhas dúvidas quanto a isso, não encontrei nem mesmo o livro de referência...)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Música, simples!

Consequência de uma pausa...
A maioria da pessoas que me visitam já devem saber ou ter percebido o quanto a música é importante e faz parte da minha vida. Não que eu saiba tocar algum instrumento ou tenha algum dom artístico, pelo contrário, infelizmente não tenho, nem entendo a fundo técnicas e afins. Mas, acredito que entendo de música que me agrada, faz bem, ajuda, levanta, faz dançar, pular, cantar, gritar, chorar, sorrir, viajar, pensar, imaginar, sonhar, que embala gerações, pessoas, momentos, que marca datas, histórias, enfim, se isso for entender de música, sou uma expert no assunto!
Hoje, como na maioria das vezes, não sei ao certo o porquê, me deu uma vontade enorme de compartilhar algumas músicas com vocês. E, como sempre deixo claro, lógico que gostaria de agradar a todos, no entanto nem tudo é possível, e como as pessoas dizem "gosto não se discute"! Só espero que através da música mais corações sejam tocados, mais pessoas apreciem essa arte maravilhosa, digna de um incentivo maior, principalmente aos que estão no início da carreira, tem produção independente e talento enorme, para dar e vender (eu compro na hora!).
A música é capaz de realizar trabalhos fantásticos nas vidas das pessoas, tanto é que a musicoterapia está aí para nos provar. Nas nossas vidas existem momentos e momentos, e pode ter certeza de que na maioria deles a música fará parte, contribuirá de alguma forma, seja para te deixar lá embaixo, seja para deixar lá em cima...a arte é assim, tem para todos os gostos e faz parte do mundo para que cada um retire dela um pouco para si. Tenho a certeza de que os sentimentos são universais, o diferencial é a maneira, a intensidade, como sentimos, o contexto e a forma como agimos diante deles, afinal, quem nunca sentiu saudades, se apaixonou, ficou com raiva, se estressou, teve momentos depressivos e etc? A música é capaz de marcar cada um desses momentos, cada um desses sentimentos, de uma forma peculiar, que na verdade só o autor é capaz de descrever o que o levou e o sentimento que embalava ao escrever tal letra, ao criar tal melodia, isso se for possível, porque muitas vezes, nem eles entendem: 'apenas inspiração...' Aaah! Como eu gostaria de ter inspiração fácil assim, ou de forma que possa ser traduzida numa música "perfeita"! Concluindo, a música é para ser vivida, experimentada, sentida, apreciada e guardada. Nada melhor do que ficar ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo...até não poder mais ou até cansar - se isso for possível - ou, ainda, até relaxar, desestressar, encontrar a resposta que procurava!
Num momento de "nada a se fazer" e em busca de algo novo, fiquei futricando nos mais variados sites, pois encontrei músicas antigas, novas, meio-termos...revivi o passado, refleti o presente e sonhei com o futuro! Um dos videos - que é uma música linda e de alta qualidade, muito boa mesmo - é o novo trabalho da cantora Pitty, uma parceria que rendeu uma banda e um disco lindo, para quem não conhece, vale a pena conhecer a Agridoce (http://www.agridoce.net/).

Outro som que vale a pena conferir é uma doce canção do Chico, aquele lindo de olhos azuis brilhantes e penetrantes!


Chega de música?! WTF??!! hahaha Para quem gosta de um som mais alternativo (em relação aos de cima), diferente e até divertido, por que não ouvir Soulstripper?! Sem contar que o video postado abaixo a interpretação das crianças é uma graça!

Pois é, acho que por hoje chega, até mesmo porque ainda tem gente que vai trabalhar, estudar, praticar exercícios...na próxima vou tentar fazer um texto mais conciso e algumas músicas para meditação, mais tarde explico mais! ;) Um ótimo final de semana a todos e que a próxima semana seja muito abençoada!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escrever, apenas

Consequência de uma pausa...
Não sei o porquê, nem o quê, nem pra quê, nem como, mas hoje me deu uma vontade enorme de escrever. Deve ser saudades daqueles tempos em que eu simplesmente deixava tudo aflorar, em que os sentimentos vinham, literalmente, à flor da pele, em que mesmo sem tempo eu dava um jeito de arrumar algum só para não deixar o blog às mínguas, em que era fácil fazer apenas um fluxo de consciência com minhas opiniões e rapidamente publicá-lo sem nem pensar muito...ê saudades, não tem como, ela sempre vai estar presente em nossas vidas, seja para nos trazer boas lembranças, seja para nos alertar para o modo como estamos levando nossas vidas ou seja apenas para senti-la, assim, tão dentro de nós, às vezes mais perturbadora do que gostaríamos, por outras tão singela que dá até vontade de não expulsá-la de nós, talvez para nos fazer sofrer um pouco, afinal, que importância tem, se só sentimos saudades do que foi bom, não é mesmo? Acho até que saudade é um dos sentimentos mais verdadeiros, porque ela simplesmente acontece, principalmente quando menos esperamos, quando vemos alguma imagem/cena que nos faça rememorar aquela lembrança e pensar: "nossa como foi/era bom!". E aí tudo acaba em outro pensamento: "pena que não tem como voltar atrás, que não tem como fazer tudo acontecer de novo". Querem a verdade do meu ponto de vista? Sim, aquelas lembranças nunca mais voltarão. Primeiro, sua idade é outra. Segundo, o momento da sua vida é outro. Terceiro, seus amigos podem não ser os mesmos e conseguir reunir os de "antigamente" é mais difícil do que se possa imaginar! Quarto, cada momento é único - sim é uma frase clichê mas que faz todo o sentido -, portanto é impossível, mesmo que tudo seja reproduzido como antes, sentir tudo do mesmo jeito, pelo contrário, provavelmente será mais uma lembrança guardada com carinho para te fazer sentir saudades depois...
Agora, uma curiosidade que eu gosto dizer, também sem saber o porquê, na verdade, deve ser apenas aquele instinto patriota que insiste e persiste dentro de mim - mesmo perante tantas coisas que nos faça pensar justamente o contrário, infelizmente! Alguém aqui já sabia que a palavra saudade só existe no Brasil? Sim, o que não exclui o fato de o sentimento ser universal, acontece que nos outros países ela é chamada de outra forma, ou simplesmente não tem denominação própria, pode ser apenas um "I miss..." norte americano, traduzindo: "sinto falta...".
Parece até que estou escrevendo como antes, misturando assuntos, começando de um jeito, terminando de outro, e sendo bastante informal. Será só saudades ou uma volta repentina ao verdadeiro jeito de ser? Não, creio que exagerei, meu jeito de ser é o mesmo, talvez com uns pequenos aperfeiçoamentos...nunca deixei de falar como antes, sempre falo, falo, falo, falo, falo, falo, falo, e falo mais um pouco até misturar todos os assuntos num só, aprontar confusões, provocar risadas, fazer intertexto com coisas "nada a ver", lembrar de uma música (isso sempre acontece, incrível!) ou de outra história e começar a contá-la também, porém o melhor é que no fim me entendo muito bem com todos e chego ao meu objetivo de falar o que queria a princípio, bom pelo menos é o que eu julgo acontecer!
Talvez só me faltasse um pouco mais de força de vontade em me dedicar à escrita. Por várias vezes tenho vontade de escrever um conto, uma crônica, um desabafo, mas sempre paro diante de pequenos impasses ou até mesmo da preguiça...aaaah, essa é outra que foi inventada para atrapalhar a vida gente, na maioria das vezes. Preguiça é até bom, desde que seja naquele dia que você pode descansar, pode simplesmente acordar, comer, dormir de novo, acordar, comer, assistir um filme, ler um livro, comer, dormir e um ciclo vicioso se inicia...caso contrário, ela dá um trabalhão! Deixa-nos apáticos, cabisbaixos, cansados, pensando alto (ou seja, no que menos nos interessa), faz com que nos tornemos verdadeiros "enroladores", deixando tudo para depois. Ainda bem que a preguiça atinge a todos, se não, ficaria envergonhada ao dizer que por vezes deixo de escrever por pura e simples preguiça...tá, já estou envergonhada! Contudo, penso que a preguiça é apenas um pretexto para o que eu não quero admitir: a falta de inspiração, ou de vontade de pensar ('coisa' que para mim é um absurdo ter que admitir, mas já que a sinceridade também é um dos meus pontos fortes...). No fundo, tenho para mim que o que é bom mesmo é fazer aquilo que se tem vontade, não que seja sempre assim, porque nem dá né, mas fazer o que gostamos, quando queremos e podemos, realmente não tem preço, e quando não se tem vontade: "aah, deixa pra depois mesmo..." E como o blog não é algo obrigatório, é para me dar prazer (e tentar dar prazer aos outros, quem sabe de vez em quando eu consiga, ficaria até feliz), vale a máxima de se escrever o que eu quiser (dentro do politicamente correto, obviamente, o que não é problema para mim, uma pessoa exageradamente politicamente correta, rsrs), quando quiser. Espero que com você aconteça o mesmo, afinal, nada melhor do que ter liberdade para viver!
Estou "sentindo" que falei demais, misturei assuntos e agora estou encalhada de pensamentos aqui, sem saber como terminar um post que começa falando da vontade de escrever, fala sobre saudade, em seguida sobre preguiça e termina com liberdade. Então, ainda bem que existe livre arbítrio e eu me permito usufruí-lo (tá, só às vezes...), portanto termino assim mesmo, como sempre terminei: simplesmente terminando (?). Apenas dizendo que a vontade de escrever voltou a florescer, que o fluxo de consciência continua o mesmo - até um pouco mais organizado - e que os sentimentos estão aí, para serem vividos, experimentados, alguns excluídos outros para serem vícios e quem sabe bem guardados...até mesmo porque, o que seria de nós, seres humanos, sem as memórias, sem as lembranças, não sei se já repararam, mas muitas vezes somos movidos por conta delas.
Que tal um poema de João Cabral de Melo Neto, bastante sugestivo? Pois dessa vez termino com um poema, não com uma música ou um pensamento ou uma simples conclusão!

A lição de poesia - João Cabral de Melo Neto
1.
Toda a manhã consumida
como um sol imóvel
diante da folha em branco:
princípio do mundo, lua nova.
Já não podias desenhar
sequer uma linha;
um nome, sequer uma flor
desabrochava no verão da mesa:
nem no meio-dia iluminado,
cada dia comprado,
do papel, que pode aceitar,
contudo, qualquer mundo.
2.
A noite inteira o poeta
em sua mesa, tentando
salvar da morte os monstros
germinados em seu tinteiro.
Monstros, bichos, fantasmas
de palavras, circulando,
urinando sobre o papel,
sujando-o com seu carvão.
Carvão de lápis, carvão
da idéia fixa, carvão
da emoção extinta, carvão
consumido nos sonhos.
3.
A luta branca sobre o papel
que o poeta evita,
luta branca onde corre o sangue
de suas veias de água salgada.
A física do susto percebida
entre os gestos diários;
susto das coisas jamais pousadas
porém imóveis - naturezas vivas.
E as vinte palavras recolhidas
as águas salgadas do poeta
e de que se servirá o poeta
em sua máquina útil.
Vinte palavras sempre as mesmas
de que conhece o funcionamento,
a evaporação, a densidade
menor que a do ar.

sábado, 21 de maio de 2011

Um brilho no olhar

Consequência de uma pausa...
Tema: Os espaços urbanos das grandes cidades e a qualidade de vida.

Acordei atordoado, sequer soube reconhecer onde me encontrava. Não conseguia abrir meus olhos, nem me mexer, o que me deixou desesperado. Comecei a ouvir uns barulhos típicos de hospital e algumas vozes a minha volta, embora não soubesse distinguir as pessoas. Falavam em tom de preocupação e seriedade, imaginei que fossem médicos. Tentei me recordar como fui parar ali, mas, fui interrompido por uma visita.

Minha filha sentou ao meu lado e começou a conversar. Minha maior vontade era poder dizer o quanto a amava – há quanto tempo não dizia isso! - e perguntar o que estava acontecendo comigo. Sentia-me como uma criança indefesa, necessitada de colo e carinho. Percebi que ela se perguntava, com tristeza, como tudo tinha acontecido, como eu deixei chegar àquele ponto. Desse modo, fui recuperando minha memória a respeito de como estava agindo nos últimos anos.

Lembrei-me de quando a mãe dela ainda era viva e morávamos no interior de Goiás. Tínhamos nossa casa simples e confortável, conhecíamos todos os vizinhos e todas as semanas havia reuniões entre amigos. Não raro, no fim da tarde, sentávamos na porta de casa e ficávamos observando o movimento da cidade, que não era muito. Nos finais de semana íamos à fazenda, cavalgávamos e pescávamos. Também deixávamos que as crianças se esbaldassem na terra fofa. Incrível como todos se conheciam, se respeitavam, eram cordiais e estavam dispostos a ajudar uns aos outros. A cidade não tinha uma estrutura das melhores e estava longe de ser sinônimo de progresso, mas ainda assim proporcionava muita alegria aos moradores, ninguém queria se mudar. Entretanto, depois de receber uma ótima oferta de emprego, mudei junto de minha família para a capital.

Passamos a morar em apartamento, cercados por grades e câmeras de segurança. Os únicos que sabiam de nossa existência e rotina eram os porteiros, nem mesmo conhecíamos nossos vizinhos. Minha mulher começou a trabalhar e nossos filhos ficavam o dia inteiro por conta de empregados, escola e atividades extracurriculares. Quando chegava a noite queríamos apenas dormir e descansar. Não havia mais diálogo, muito menos família unida. Agora cada um tinha sua vida, sua rotina, seus amigos.

Após três anos morando em Goiânia senti os sinais da velhice se aproximando. Estava sempre cansado, sem fôlego, estressado, ansioso e dormindo pouco. O cigarro e a poluição faziam parte de mim e agravavam a situação do meu sistema respiratório. Tinha parado de caminhar e tornado um exímio sedentário.

Recordei-me, então, de um dos maiores sufoco pelo qual passei. O dia em que colidi com outro carro. Estava com muita pressa e com sono. Ao menos assumi a responsabilidade, o que não evitou xingamentos, desrespeito e quase agressão. Foi nesse dia que sofri meu primeiro enfarto. Dei-me conta de que esse não foi o único episódio em que me descontrolei. A briga no supermercado, a discussão com o síndico, as buzinadas no trânsito, o mau cheiro no prédio devido à grande quantidade de lixo, os empurrões na fila do banco, a briga com meu filho por causa das festas, bebidas e companhias, a morte da minha mulher e, por fim, o assalto.

De súbito lembrei-me porque estava na unidade intensiva. Fui assaltado e reagi, não esperava que ele fosse capaz de atirar em mim. Por um segundo acreditei que ainda estivesse no interior do estado e que fosse possível resolver os problemas apenas com uma conversa. Realmente, nossa vida tornou-se insignificante, assim como inúmeros valores foram deturpados e perdendo sentido.

Os médicos voltaram acompanhados dos meus filhos. O efeito do tratamento não estava sendo satisfatório. Para eles, era como se eu já estivesse morto. Percebi que eles choravam e se despediam de mim. Meu desejo era poder abraçá-los e pedir desculpas por todos os erros cometidos. Uma aflição terrível tomou conta de mim. Tinha que existir alguma forma de me expressar, de avisar que eu estava bem, que eu podia ouvi-los, que eu os amava e que me comprometia a mudar meu comportamento. Se fosse necessário, voltaríamos a ter nossa vida no interior – que saudade! Então, uma lágrima escorreu de meus olhos. Lembramos que Deus existia. O aviso foi dado. Sim, eu estava vivo. Sim, eu os amava. Sim, eu estava pronto para operar mudanças. Naquele momento, concentrava-me em poder abrir os olhos, renascer e enxergar o colorido da vida outra vez...

domingo, 1 de maio de 2011

Era noite

Consequência de uma pausa...

Era noite, não lembro a hora exata. O céu estava diferente, um pouco alaranjado, com misturas de azul e vermelho em meio ao negro. Dava para ouvir o som do vento, muito forte naquele dia, me fez arrepiar. As árvores balançavam mais que o normal. Parecia realmente uma noite de tempestade, com direito a filmagem para filme baseado em fatos reais. 

Eu levantei e me aproximei da sacada, pensei que seria um dia perfeito. Hesitei ao ouvir barulhos, até que percebi que vinham do apartamento de cima. Eram correntes de arrastando, quem sabe alguém vindo me visitar. A porta do armário fechou, talvez tenha sido a força do vento - ou não. Resolvi abrir todas as janelas, deixar o vento carregar consigo tudo o que conseguisse, bagunçar o que fosse possível, até mesmo porque, nada estava mais bagunçado que minha mente. 

Caminhei pelo apartamento, sim aquele em que passei a maior parte da minha vida, mais momentos ruins do que bons, mas foi nele que vivi, se é que pode dizer que eu vivi algum dia. Um sentimento nostálgico me contaminou, uma pontinha de medo surgiu quando visualizei as fotos espalhadas pela sala, pelo quarto. Por que eu estava sempre sorrindo? Eu nem era tão feliz assim. Por dentro algo se remexia, uma ânsia de vômito me levou ao banheiro, aah, agora não é hora disso, eu pensei. Pedi forças a alguma divindade, nem sabia mais para quem apelar, se estivesse alguém perto de mim que me desse forças, era o que eu mais precisava naquele momento. 

As folhas espalharam-se para todos os lados, nem eu sabia de onde surgira tantas, deve ter sido da vida de estudos que eu nunca consegui largar. E, por que tantas coisas guardadas? Por que não me desapegar? Naquela hora decidi abrir os baús antigos, as caixas, ir rumo ao quartinho da bagunça para me desfazer de tudo. Comecei pelas caixas maiores, no fundo eu já sabia que elas seriam mais fáceis, tinham menos objetos de grande importância. Abri a primeira, repleta de cadernos do início da minha vida escolar, a letra ainda era meio desordenada e eu escrevia somente a lápis, lembrei-me do quanto sonhava com o dia em que fosse “maior” e estaria apta a escrever com caneta. Joguei fora. Abri a segunda caixa, eram materiais do ensino médio. Listas e mais listas de exercícios, preparatório para o vestibular, que época foi aquela! Melhor esquecer. Tudo para o lixo. Abri outra, coisas da faculdade, olhei para o lado e tinha mais um monte, tudo da época da faculdade. Senti-me sufocada. Nem abri, tudo para o lixo. Andei em direção às pequenas, às caixinhas delicadas, aquelas que eu já sabia, iriam ser dolorosas, mas, era necessário, importante não deixar vestígios. Comecei por uma com fotos em excesso, era da infância. Como pode nascer um bebê tão lindo e sorridente e crescer um adulto tão feio e amargurado? Decidi que as fotos ficariam, alguém poderia querer. Abri outra, essa era de cartas. Quantas quartas! Recadinhos da época de escola, de faculdade, de alguns momentos. Esses foram difícil decidir o que fazer, resolvi trancá-los no cofre, não poderiam ir para o lixo nem ficar disponível para qualquer um. Fui abrindo as caixas e vendo o que carregava comigo pela vida, o que deixava pelo caminho, o que esquecia de vez, o que realmente marcou minha vida, o que foi passageiro e o que poderia ter sido mudado. Muita coisa foi para o lixo, mas, fracassei, de alguns conteúdos não consegui me desapegar. Finalizei mais essa etapa. Canalizei minhas forças, esqueci de tudo o que poderia, simplesmente apaguei da memória e deixei minha mente em branco, sem pensamentos atormentadores, sem lembranças ou memórias. 

Voltei para a sala. Apaguei todas as luzes e fui rumo a sacada novamente. Mas, uma súbita vontade de caminhar me deteve. Antes era preciso caminhar. Nesse momento olhei no relógio, era meia-noite em ponto. Desci pelo elevador, tudo silencioso, vazio. O porteiro com sua mini televisão ligada e tirando um cochilo sentado na cadeira. Consegui abrir o portão sem incomodá-lo, era até melhor, assim uma pessoa a menos veria. Saí pela rua, calma, silenciosa, poucos carros passando, rápidos. Os prédios pareciam adormecidos, poucas luzes acesas, ninguém nas sacadas. Alguns cachorros começaram a dividir a calçada comigo. Fui andando, para onde o vento me levasse, só não queria que ele me fizesse re-encontrar o que ele já tinha levado do meu apartamento. Nada de regresso ao passado. Andei bastante, mas, senti outra necessidade súbita, de voltar, de subir e ir até a sacada, não tinha jeito, era realmente necessário. 
 Comecei a voltar. O vento mudou de rumo, ficou mais forte, os assobios mais altos. As árvores estavam a pouco de serem arrancadas da terra. Percebi maior movimento nos apartamentos, as pessoas estavam fechando suas janelas, suas sacadas. Fui voltando. Parei. Repentinamente percebi que alguém estava me vendo, pior, estava me vigiando. Voltei-me para a rua que cortava meu prédio. Atrás de um container havia um homem. Os postes mal iluminavam a rua, mas percebi que ele usava camisa e calça escuras, e, me olhava fixamente. Eu também não conseguia desviar meu olhar do dele. Foram poucos segundos que pareceram uma eternidade. Ele me passava alguma mensagem, queria me dizer algo. Ainda não compreendo como foi possível que, sem abrir a boca, nos comunicássemos. Ficamos assim, parados, de lados opostos, a uma distância considerável, mas, que não foi obstáculo à nossa comunicação, à nossa troca de olhares. Foi intenso. Sentia-me como se tudo o que se passava comigo, tudo o que eu sentia, tudo o que eu pensava, tudo o que eu percebia ele via. Sentia-me aberta, ele sugava tudo de mim. O cachorro latiu. A atenção foi desviada. Subi até o meu apartamento. Entrei diretamente para o meu quarto, comecei a limpar, organizar, em poucos minutos estava um quarto digno de gente normal - ou quase. Fui para a cozinha, coloquei água para ferver, ia cozinhar uma massa. Comecei a fechar as janelas, mesmo que o vento já tivesse diminuído sua força. Fui ao quartinho, ordenei as caixas restantes, guardei o que tinha para guardar e joguei fora o necessário. Tranquei a porta. Fui até a sala, liguei o som, juntei os papeis, coloquei tudo em seu devido lugar. E decidi que o cofre ficaria trancado por muito tempo. 

Sentei-me para descansar. Parei. Estava de frente à sacada. Levantei. Dei três passos. Hesitei. Não, era preciso. Fui até a beira. O vento renovou suas forças e eu o senti tocar a minha pele, mas não era uma sensação ruim, era boa, muito boa, me sentia renovada, limpa, seu assobio era música. Abri os olhos. Vi o homem, aquele mesmo homem. O cachorro latiu, o homem abaixou da testa um óculos escuro, de suas mãos surgiu uma bengala com a qual ele tateou a sua frente e foi caminhando, vagarosamente, creio que na direção do vento...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Especial: A suavidade das bailarinas

Consequência de uma pausa...

Hoje, ouvindo Tiê - como sempre -, pensei: "por que não fazer um 'post' relacionado a ela?". Sinceramente, sou uma grande admiradora da bela voz, do talento e do dom que essa moça possui. Não tem como cansar de ouvi-la e não apaixonar pelas músicas, pelos sons. Diante de tantos lançamentos no mundo da música, ela não tem tamanha notoriedade, mas, merecia muito que todos a conhecessem. Uma leveza, uma paz, uma mistura de sentimentos bons que nos é trasmitido, e nem sentimos, só percebemos quando a música acaba e rapidamente colocamos para tocar de novo, o que é muito difícil fazer com o trabalho de alguns artistas mundo afora. Também decidi fazer esse post ao ler o blog da Camila, Delicadas como Flores, que como Tiê apresenta leveza, belas palavras, 'delicadezas' e ótimas mensagens transmitidas. Num momento em que tudo vira sucesso, em que "música", literalmente, perdeu seu sentido e qualquer som é assim considerado, e, pior, faz um sucesso absurdo, Tiê nos faz pensar: "nossa, ainda bem que ela existe!". Posso até estar exagerando, mas, para mim, essa é a verdade, estamos carentes de bons trabalhos, do rock ao mpb - salvo exceções, lógico, sempre tem. Enfim, deixo vocês admirando a Tiê e sua bela voz, com alguns poemas e outras músicas que englobam o mesmo assunto. Espero que gostem - tanto da Tiê como do poema e das outras escolhas!

A Bailarina
Cecília Meireles

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.


Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.


Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.


Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri.


Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.


Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.


Ciranda da Bailarina
Chico Buarque


Procurando bem todo mundo tem pereba,
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira, verruga, nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem.


Futucando bem, todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho,
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida, nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem.


Não livra ninguém,
Todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem.


Medo de subir, gente
Medo de cair, gente, medo de vertigem quem não tem?


Confessando bem,
Todo mundo faz pecado, logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem.


Sujo atrás da orelha, bigode de groselha
Calcinha um pouco velha ela não tem
O padre também pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina.


Reparando bem todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília, goteira na vasilha
Problema na família, quem não tem?


Procurando bem...
Todo mundo tem...
Procurando bem...


Eu nem preciso comentar a composição de Chico, né?! Ela diz tudo, em pormenores, vai da análise psicológica à realidade, simplesmente, mais um trabalho perfeito do Chico, o que não é novidade - ao menos eu, sou grande admiradora dele, também. E, como perceberam, não me contentei somente com a Tiê, então, deixo aqui mais alguns videos dela, que, digo de passagem, vale muito a pena conferir (esqueci, sou suspeita para falar, né?! Mas, tentem acreditar...)!! :)





domingo, 13 de março de 2011

Especial Marina Colasanti - A Realidade

Consequência de uma pausa...

Enfim, um indivíduo de ideias abertas

A coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou o orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.
Até que, traque, ouviu o leve estalo e, a chave enfim no seu encaixe, percebeu que a cabeça lentamente se abria.

(Marina Colasanti. Contos de Amor Rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p.11)

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma. 


(Marina Colasanti)


Sinceramente, esses textos expressam nossa realidade cotidiana, seja subjetivamente, seja objetivamente. Acho, inclusive, que não preciso comentar, dizem simplesmente, tudo!

(Desculpem não publicar algo de "minha autoria", mas infelizmente hoje não tive tempo para escrever. De qualquer forma, vocês estão bem com a Marina Colasanti me "representando", rsrs. Talvez depois eu publique minhas impressões a respeito desses textos um tanto "surpreendentes".)

sábado, 5 de março de 2011

Amor de pai e filha...

Consequência de uma pausa...


Esse video é simplesmente lindo e muito emocionante, eu amei! São essas coisas que nos fazem feliz, que enchem nossos olhos, que nos trazem sentimentos bons, que enchem nossos corações...é, posso estar exagerando, mas acontece que eu admiro muito as relações familiares, acho muito importante para uma criança ter uma família bem formada, unida, que todos se amam. E esse video é um exemplo das boas relações entre pai e filha, e um exemplo lindo, porque é muito engraçadinha a menininha cantando, e a música, nem se fala né, bela também! Foi um "achado" maravilhoso esse video, trouxe-me boas lembranças, boas energias e espero que esse tipo de "energia" também atinja vocês! *-*

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Música outra vez!

Consequência de uma pausa...


Notícia Boa
(Nenhum de Nós)

Eu queria que alguém
Me dissesse alguma coisa
Que eu ainda não sei
Que alguma coisa boa
Vai acontecer
É só esperar prá ver
Por Favor me traga
Uma notícia boa
Por Favor me traga
Uma Notícia
Mas que seja boa
Um telefonema, uma carta
Um programa de TV podem lhe trazer
O que você mais deseja
Eu sei que pode parecer besteira
Mas tem gente que espera
Uma vida inteira
Até ela chegar

Pois é, enquanto eu espero uma notícia boa, vou assim...em busca da fé, com muita luz e vida, realizar os meus sonhos!


Luz e Vida
(Chimarruts)
 
 
Existem riquezas
Que a gente deixa de enxergar
Bondade, respostas
E um sorriso que não soube dar
Vamos de encontro ao mar
Vibe positiva eu vim buscar
Água e sal purificar
E o coração
Bem cheio quero levar

Pra nossos irmãos
Que não entendem mais
Não entendem mais
Perderam a fé
E esqueceram da paz

É luz e vida
É paz e amor
Leve pra onde você for

Pra nossos irmãos
Que não entendem mais
Não entendem mais
Perderam a fé
E esqueceram da paz

Pra nossos irmãos
Que não entendem mais
Não entendem mais
Perderam a fé
E esqueceram da paz

É luz e vida
É paz e amor
Leve pra onde você for 


Músicas lindas, que fazem parte da minha vida, de mim, que resumem algumas coisas que passam pela minha cabeça e meu coração. Também fazem parte de um sentimentalismo universal, tenho certeza. Espero que eu consiga agradar vocês com mais uma das minhas dicas musicais. Essas músicas seguem comigo aonde eu for, não canso de escutar...
Agora vou parar por aqui se não, já viu, né, me destrambelho a falar aqui e ninguém vai conseguir ler. Por enquanto fica assim, melhor eu me "calar" e deixar vocês ouvirem as músicas tranquilos!
Desejo muita luz e muita vida pra vocês todos! E também, muita notícia boa ao longo de toda a vida. E também espero logo, logo, poder compartilhar uma das melhores notícias que poderião surgir para mim (como vocês sabem: aprovação no vestibular)...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Então, leia (-se)

Consequência de uma pausa...

Não uma pausa qualquer, mas sim para ler, apreciar, admirar, fartar-me de letras, ideias, pensamentos e também relaxar. Tudo isso ao melhor modo dos blogs amigos que encontro mundo afora.

Hoje (re)descobri o quanto é bonito e apreciável ser simples. E não pense que basta ser simples no jeito de ser ou em um momento ou outro, é preciso ser simples diariamente, a todo momento, em todas as suas atitudes. Como já disse por aí , a simplicidade está nos olhos de quem vê, nos ouvidos de quem ouve, no coração e na alma de quem quer sentir...e além do mais, é capaz de abrir muitos caminhos e desvendar muitas verdades! Ser simples é ser simples e ponto final. A simplicidade não se "aprende" de uma hora para a outra, ela vem com o tempo, com a criação, com a convivência, com os aprendizados do dia-a-dia e assim também deve ser usada, e, mais apreciada por quem a vê nos outros.

Depois de uma super aula de gramática pela manhã, também li e interpretei gramática na poesia, fascinante, não? Aqui eu percebi o quanto a gramática está impregnada na nossa vida, os tempos verbais que o digam! "Que seja eterno enquanto dure" ou que caminhemos sempre, guardando as lembranças do que foi vivido, experimentando o presente e esperando pelo futuro, conjugando a vida da melhor forma possível.

Por falar nisso...o que é feito daqueles pertences antigos guardados numa caixinha dentro de uma gaveta no fundo do guarda-roupa? Todo mundo tem um pouco de Zé das Tralhas , isso é fato. Tem aquela foto especial, aquele cobertor preferido da infância, o primeiro uniforme, o primeiro sapatinho, aquele recadinho que aquela pessoa importante deixou pra você um dia, aquela revistinha de HQ antiga que você adorava e se divertia a bessa. Enfim, com o tempo só vamos acumulando o que guardar, e então vamos guardando, guardando, guardando e, quando nos damos conta, a casa está repleta de "quinquilharias" espalhadas. Mas quantas dessas quinquilharias você olha e pensa: "ah, vou guardar de novo, é tão especial pra mim!", raras são as que dizemos: "aonde eu estava com a cabeça quando guardei isso aqui?!". Porque de fato, o passado é sempre muito importante para todos nós. Ele nos acompanha pelo presente e pelo futuro, é como dizem, não há presente sem passado, nem futuro sem presente e passado!

Depois de terminar o último parágrafo com uma frase um tanto quanto "pseudo intelectual", por que não rir um pouco de algumas histórias que contam por aí ? Como sempre digo, educação é fundamental e sabermos nos comportar nos lugares é mais ainda, ou seja, viver em sociedade não é fácil, mas com um pouquinho de bom-senso, educação e sabedoria, vive-se bem! Quem nunca errou, ou, agiu mal? Entretanto, o importante depois que tudo passou é reconhecer o erro, se redimir e não voltar a cometer o mesmo erro. Isso também não é fácil, mas pode ser feito, vamos treinando, ok?! E para que fique claro, ninguém é superior a ninguém, todos são iguais, seja perante as leis que regem a sociedade (tá, é utópico, mas deveria), seja perante as leis que regem a religião. Eu posso ser melhor que você em alguma coisa, mas você é melhor que eu em outra, e assim, ficamos quites. Como uma continha de 1+1, e é assim que também devemos agir, somando uns para as vidas dos outros e acrescentando tudo no mundo, para que possamos sempre aprender mais e mais e tornarmo-nos mais iguais ainda.

Ah! Falando em igualdade, também surgiu a questão preconceituosa . Sim, por mais que já tenhamos evoluído e amadurecido os "pré-conceitos" se perpetuam e disseminam facilmente. Como disse anteriormente, ninguém é superior a ninguém, apenas devemos aprender a matemática da vida, essa é a conta ou teoria matemática mais fácil de todas e que, com certeza, trará mais benefícios.

E tudo isso nos remete à Educação e Gentileza do ser humano para com o ser humano. Será que é tão difícil assim sermos educados e gentis? Por que não nos esforçarmos um pouco mais para sermos melhores a cada dia? Sermos simples, educados, gentis e etc, é questão de sabermos no relacionar, nos comportar em sociedade e com a natureza. Sim, é difícil, muito difícil, seguir a "moral e os bons costumes" 24h durante 365 (ou 366) dias, no entanto, podemos nos aperfeiçoar e aprender a contornar os obstáculos que nos são impostos. Tudo não passa de "saber viver" (e eu sei que é absurdamente complicado tudo isso!).

Querem mais? Que tal falarmos um pouco de Clarice Lispector, a "nova queridinha das redes sociais"? Nunca Clarice (ou não) foi tão divulgada! E hoje ainda a li em dobro! Muitos nem chegam perto de compreender todo o sentido que está por trás dos escritos da célebre "ucraniana-brasileira", e mesmo assim, divulgam-na e mostram o quanto são "pseudo-intelectuais" (lógico, não generalizo!). No orkut de cada 10 perfis que alguém visita cerca de 6 tem alguma frase de Clarice no "Quem Sou Eu". E eu me incluo nessa "pseudo-pesquisa", afinal, sou uma grande fã e admiradora, e estou ciente do que muitas daquelas palavras dizem, já li Laços de Família (2 vezes por sinal), a complexa obra A Hora da Estrela, já assisti à peça Simplesmente Eu - Clarice Lispector (com Beth Goulart) e "coisas" espalhadas por aí, e sei também que isso não é suficiente, porque Clarice para mim, está além de qualquer mero entendimento que possamos tirar de uma simples leitura cotidiana ou preparatória para vestibular. Porém, não deve ser, em momento algum, deixada de lado, deixada de ser apreciada e de alcançar a todos, porque qualquer leitura é sempre bem vinda, desde que façamos bom uso da mesma.

Bom, depois disso tudo, pode-se concluir que toda leitura nos acresceta. Como deu para perceber, uma leitura leva à outra, que por sua vez nos remete à outra e assim vai tudo se encaixando num ciclo sem fim. Poderia ficar aqui e ainda escrever de outros tantos blogs que li hoje, mas com esse sedentarismo corro o risco de ficar Obesa , o que minha concepção de vida não permite de forma alguma (nem minha mãe nutricionista!). Tudo se funde numa total Sinestesia , que deve ser apreciada e admirada sempre que pudermos, assim como as Nuvens e as simples ideias infantis , pois, com certeza, temos muito o que aprender com as crianças!

Fica aqui meu carinho, meu abraço e beijo para todos os leitores, e, a dica para que apreciem os blogs aqui citados indiretamente através dos links e dos assuntos, vale muito a pena fazer parter e curtir essa sinestesia cultural. Para os que não foram citados, não se preocupem, terá uma próxima vez e provavelmente não os visitei por falta de tempo!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Guerreiros da Luz

Consequência de uma pausa...

Acervo Pessoal


"Os guerreiros da luz estão no mundo, fazem parte do mundo, e ao mundo foram enviados sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes e nem sempre agem certo. Por vezes acham-se indignos de qualquer benção ou milagre. Muitas vezes acham que as suas vidas não têm sentido... Por isso são guerreiros da luz: porque erram, porque se interrogam, porque acreditam. Porque continuam a procurar um sentido, e acabarão por encontrá-lo.”

(Sinceramente, não encontrei o autor, lembro que retirei de um livro, não sei qual, desculpas, rs.)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Música para todos!

Consequência de uma pausa...

Dei-me o direito de outra pausa antes de ir dormir. Decidi ouvir a nova música da Lady Gaga, que em poucas horas entrou para o topo, um dos hits mais baixados. Eis que me surpreendi com a letra da música, e então decidi compartilhar com vocês, antecipando o post que poderia ser de sábado a noite! Contra o preconceito e a favor da diversidade cultural!




Born This Way
Lady Gaga
(Intro:)

It doesn't matter if you love him, or capital H-I-M
Just put your paws up
'Cause you were born this way, Baby

(Verse:)

My mama told me when I was young
We are all born superstars

She rolled my hair and put my lipstick on
In the glass of her boudoir

'There's nothin wrong with lovin who you are'
She said, 'cause he made you perfect, babe'

'So hold your head up girl and you'll go far,
Listen to me when I say'

(Chorus:)

I'm beautiful in my way
'cause god makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

(Post-chorus:)

Ooo there ain't no other way
Baby i was born this way
Baby i was born this way
Ooo there ain't no other way
Baby I was born
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't be a drag - just be a queen
Don't be a drag - just be a queen
Don't be a drag - just be a queen
Don't be!

(Verse:)

Give yourself prudence
And love your friends
Subway kid, rejoice your truth

In the religion of the insecure
I must be myself, respect my youth

A different lover is not a sin
Believe capital H-I-M (hey hey hey)
I love my life i love this record and
Mi amore vole fe yah (love needs faith)

(Chorus)

(Post-chorus)

(Bridge:)

Don't be a drag, just be a queen
Whether you're broke or evergreen
You're black, white, beige, chola descent
You're lebanese, you're orient
Whether life's disabilities
Left you outcast, bullied, or teased
Rejoice and love yourself today
'cause baby you were born this way

No matter gay, straight, or bi,
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive
No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave

(Chorus)

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey!

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey! 


E a tradução...



Nasci assim
  Lady Gaga

Não importa se você o ama, ou O ama
Coloque suas patas pra cima
Porque você nasceu assim, baby

(Verso:)

A minha mãe me disse quando eu era jovem
Que todos nascemos como superestrelas

Ela enrolou o meu cabelo e passou o meu batom
No espelho da penteadeira

Não tem nada de errado em amar quem você é
Ela disse, pois ele te fez perfeita, baby

Então erga a cabeça, menina, você ainda vai longe
Escute quando eu digo

(Refrão:)

Eu sou linda do meu jeito
Pois Deus não erra
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci assim

Não se esconda em arrependimento
Apenas ame-se e você estará feito
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci assim

(Pós-refrão:)

Ooooh não tem outro jeito
Baby, eu nasci assim
Baby, eu nasci assim
Oooh não tem outro jeito
Baby, eu nasci
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci assim

Não se esconda - simplesmente seja uma rainha!
Não se esconda - simplesmente seja uma rainha!
Não se esconda - simplesmente seja uma rainha!
Não!

(Verso:)

Tenha prudência consigo mesmo
E ame os seus amigos
Criança do underground, regozije da sua verdade

Na religião da insegurança
Eu devo ser eu mesmo, respeitar a minha juventude

Ser um amante diferente não é pecado
Acredite N-E-L-E (ei, ei, ei)
Eu amo a minha vida, amo essa música e
Mi amore vole fe yah (o amor precisa de fé)

(Refrão)

(Pós-refrão)

(Bridge:)

Não se esconda, simplesmente seja uma rainha
Quer você seja quebrado ou um milionário
Se você for negro, branco, amarelo ou latino
Se você for libanês ou oriental
Não importa se os obstáculos da vida
Te deixaram afastado, assediado ou importunado
Alegre-se e ame-se hoje
Pois, baby, você nasceu assim

Não importa se você é gay, hetero ou bi
Lésbica ou se é transexual
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci para sobreviver
Não importa se você é negro, branco ou amarelo
Se é latino ou oriental
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci para ter coragem

(Refrão)

Eu nasci assim, ei!
Eu nasci assim, ei!
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci assim, ei!

Eu nasci assim, ei!
Eu nasci assim, ei!
Eu estou no caminho certo, baby
Eu nasci assim, ei!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Relax: dica musical

Hoje resolvi fazer jus ao nome do blog e postar aqui uma dica musical para os momentos de pausa da mente.

Na verdade, assim será para quem curte o estilo musical, o som, mas, de qualquer forma, espero que gostem.

Apesar de o "tempo de vida" da banda ser maior que o meu a descobri há pouco tempo e o som me cativou, depois desse dia não passo um dia sem ouvir alguma música deles - o que não é difícil para mim, que sou realmente movida a música!

Quem se interessar e quiser saber mais poderá se direcionar ao site oficial da Banda: Dave Mattews Band - o site é em inglês, portanto, para quem não é fluente na língua estrangeira tem um site em português a respeito da mesma: DMBrasil

Detalhe: devido a erros constantes - e falta de tempo também, não consegui postar os videos diretamente aqui, então, vou deixar o link que irá direcionar para o canal oficial da banda e consequentemente para os videos, no you tube.

Canal de davemattewsband

Espero, humildemente, que apreciem.

Obs.: Quem tiver alguma dica de música boa por aí, pode me mandar que eu vou ver se passa no meu teste de qualidade, kkkkk, brincadeira, ouço de tudo e sou muito fã de música, então, todas as dicas serão bem vindas!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Você Aprende - William Shakespeare


"Depois de algum tempo você aprende a diferença...
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas  simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

Depois que você aprende o mundo é melhor aproveitado!

Obs. 1: 
Como não parar para refletir os dizeres de um texto tão belo e digno de ser surpreendentemente difundido como esse?
Alguns podem até acreditar que esse seja mais um daqueles textos que diariamente as pessoas nos bombardeiam, com lições de moral, com dicas práticas de como ser feliz em 5 minutos ou como conquistar alguém em 1 dia e  etc.  Mas eu não estou desse lado. Eu acredito que esse texto tem algo a nos acrescentar, é revelador, instigante...ele trata da realidade, faz uma análise da vida difícil de se perceber. E mais do que nunca a experiência de vida conta muito nessa análise.
Tempo, o "grande deus". Tudo gira em torno do tempo. Ele não é capaz de tudo, mas é capaz de promover grandes mudanças, e a paciência nesse caso, é mais do que nunca, uma virtude. Além dos olhos com que você está se permitindo enxergar o mundo a sua volta.
Na verdade, pode até ser um texto de auto-ajuda , entretanto, não é daqueles cansativos, que dizem, dizem, dizem e dizem, mas no fim dizem nada, ou terminam sempre na mesma, que seguem aquela linha de dicas de como fazer tudo em um curto tempo e ser feliz pelo resto da vida, como se tudo fosse fácil e fosse transcorrer como nos seus mais "iluminados" sonhos. Impossível!
Impossível também não gostar de Shakespeare.
Para você que curte: Delicie-se com Shakespeare.

Obs.2:
Para quem preferir, têm declamações em videos no you tube.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A realidade é que...

Chorar não vai resolver todos os problemas, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar nem sempre é egoísmo e o que não mata pode fortalecer.

Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, mas a vida sempre continua. 

Para qualquer escolha se segue alguma conseqüência. 

Cuidado com as vontades efêmeras, geralmente não valem a pena.

Quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. 

Perdoar é nobre, esquecer é quase impossivel. Nem todo mundo é tão legal assim, e, no fundo, ninguém é normal.

Quem te merece não te faz chorar ou sofrer demasiadamente. Quem gosta, com certeza, cuida, e, ainda por cima, com muito amor, carinho e compreensão.

O que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente.

Não é preciso perder pra aprender a dar valor.

Os verdadeiros amigos ainda se contam nos dedos.

Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida e o que nunca deveria ter feito (ou fazer) parte dela.

Não tem como esconder a verdade, como também não tem como enterrar o passado.

O tempo pode até ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Após o fluxo de consciência...

Deixa Chover
Chimarruts

Deixa chover, deixa
A água lágrima divina vai purificar
Deixa chover, deixa
Semente que cair na terra já pode brotar


Sem demora vou me embora
Mas eu nem sei pra onde eu vou
Vou perder-me no caminho
Que é bem melhor do que onde estou

E na bagagem levo nada
Não levo nenhum cobertor
Levo somente alegria
E muita fé no meu senhor
Sei que vou encontrar
Muita pedra no caminho
Uma flor e dez espinhos,
Mas não posso me curvar
Pois um guerreiro de verdade
É dentro da diversidade
Persevera na humildade,
E mostra todo seu valor


Que está revelado no segredo,
Escondendo seu desejo
De viver e ser feliz
Mas um dia,
Deus vai me abençoar,

Trazendo a sua chuva,
Para o povo abençoar

Deixa chover, deixa
A água lágrima divina vai purificar
Deixa chover, deixa
Semente que cair na terra já pode brotar

Se agora vou me embora
Já não me importo onde estou
Jamais andarei sozinho,
Deus anda comigo aonde vou

Se não encontrar
Nenhuma pedra em meu caminho
Lembro a flor, esqueço o espinho,
E nada vai me abalar,
Pois o caminho da verdade,
Trilha-se com humildade
E pra encontrar a liberdade,
Deve-se exaltar o amor


Que está pra muitos como um segredo,
Para quem anda com medo de
Viver e ser feliz
Mas um dia Deus vai me abençoar,
E o amor chama divina,
Nunca vai se apagar


Deixa chover, deixa
A água lágrima divina vai purificar
Deixa chover, deixa
Semente que cair na terra já pode brotar

Vai brotar... a união
Bate o amor no coração
Vai brotar a compaixão,
Tenha fé meu irmão!


O que dizer depois de uma letra dessas? Absolutamente nada, ela já diz tudo!
O difícil é conseguir acreditar sempre, independente de qualquer outra coisa de que tudo vai dar certo!
Oops! Palavra-chave: otimismo! ^ ^