"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, Esvazio-me de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Pouco não me serve, médio não me satisfaz, metades nunca foram meu forte!
Todos os grandes e pequenos momentos, feitos com amor e com carinho, são pra mim recordações eternas. Palavras até me conquistam temporariamente... Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.”
(Atribuído à Clarice Lispector, mas ainda tenho minhas dúvidas quanto a isso, não encontrei nem mesmo o livro de referência...)
Consequência de uma pausa...
(Detalhe para o fato de que comecei a escrever esse texto há mais de quinze dias, sou o exemplo de muita coisa que digo abaixo, a verdade é que todos nós sempre temos o que melhorar e o que mudar, como também, o que continuar a fazer e aprimorar...)
Eis que chega o mês de dezembro. Acredito que não há quem não pare para pensar o que fez nesses últimos meses, ou deixou de fazer. É hábito pararmos um pouco para refletir, como também o é quando encontramos conhecidos e comentamos: "nossa, como o ano passou rápido, não é mesmo?", e todos são unânimes quanto à resposta: "sim, com toda certeza!". Os mais velhos ainda complementam dizendo: "parece que antigamente não passava tão rápido assim, quanto mais velho fico, mais rápido o tempo passa..." - invariavelmente com lamentação e tristeza estampadas no rosto, afinal, ninguém quer envelhecer "mais rápido do que antes".
Essa sensação de passagem do tempo ocorre porque cada vez mais deixamos de lado o que nos dá prazer - mesmo as coisas mais simples do dia-a-dia - para focarmos no que é necessidade e nem tão prazeroso como gostaríamos. Quem nunca deixou de ir a uma festa porque no outro dia tinha que trabalhar ou estudar? Será que não é possível irmos à festa, nos divertirmos um pouco, beber menos, comer menos e voltar mais cedo? Ou, por que tanto medo de enfiar o pé na jaca um dia ou outro? Lógico que todos nós temos nossas responsabilidades e devemos nos dedicar a elas, mas um dia ou outro que arriscarmos (na verdade, não é porque vamos a uma festa que devemos beber todas ou amanhecer, podemos nos divertir com mais moderação para estarmos inteiros e dispostos a assumir as responsabilidades no outro dia) não nos fará mal, como dizem por aí, "ninguém é de ferro"! Isso faz um sentido maior ainda quando vamos escolher nossa profissão, cada vez mais creio que realmente devemos optar pelo que mais se aproxima às nossas aptidões pessoais, ao nosso jeito, aos nossos planos, para podermos trabalhar mais felizes e não tornar uma obrigação o que deveríamos fazer com prazer e um sorriso no rosto - óbvio que, invariavelmente, ficamos cansados e temos vontade de jogar tudo para o ar, mas no fim, se for o que verdadeiramente gostamos, vamos voltar atrás e confirmar que é aquilo mesmo que queremos. E quanto aos idosos, conforme vão envelhecendo, vão perdendo um pouco dos sentidos, ficam um pouquinho mais surdos, não enxergam bem, os alimentos já não têm o mesmo sabor, os cheiros se confundem, os músculos fraquejam...dessa forma, o ato de viver torna-se complicado e a presença da morte mais próxima, às vezes a própria vida perde o sabor. Embora alguns consigam postergar um pouco seu fim, seja através da tecnologia, seja por meio de hábitos melhores, seja por atitudes favorecedoras ao longo da vida ou, simplesmente, pela vontade, ânsia de viver, apenas isso: querer viver - o que eu acho mais bonito, além da naturalidade.
Aquela famosa desculpa da "correria cotidiana" também entra nos motivos de sensação de passagem do tempo. É trabalho, é estudo, é academia, é família, é obrigação, é responsabilidade, é dever, é isso, é aquilo, é aquilo outro... No fim, sempre temos do que nos lamentar...poderia ter estudado mais, ter dado maior atenção a algumas coisas ou pessoas, ter trabalhado menos, ter viajado mais, ter me esbaldado naquela festa, ter esquecido o regime naquele dia, ter feito mais regime, ter praticado exercícios físicos, ter amado mais, ter estressado menos, ter aproveitado aquela chance, etc. Mal percebemos que fazendo tudo, simultaneamente fazemos nada, afinal, distribuir nosso tempo de forma igualitária é impossível. Ao contrário, é possível nos dedicar mais àquilo que estamos fazendo, de forma que enquanto trabalhamos, vamos só trabalhar e só pensar nisso, enquanto estamos com a família, vamos viver aquele momento em função tão somente dela, sem pensar em outras coisas. Ou seja, é preciso otimizar o tempo que temos, proporcionando a nós mesmos uma vida mais prazerosa. Além disso, é incrível a capacidade que temos e toda a energia que perdemos nos lamentando, ao invés de pensarmos no que aconteceu de bom ou o quanto somos capazes de melhorar o que foi ruim.
Não sou muito a favor de planos, listas e coisas do tipo "para o ano que vem..." ou "no próximo ano..." ou "em 2012 vou...". Será mesmo que isso adianta? Acho que se adiantasse não seria necessário fazê-los todos os anos, até mesmo porque já saberíamos como agir com base no último. A verdade é que cada momento é único, não tem como prever o que vai acontecer, de forma que não é possível adiantar como iremos agir - antes de tudo, é preciso nos conhecer um pouco mais, ir a fundo dentro de nós mesmos. Obviamente que sempre temos o que melhorar, o que "arrancar" de nós, o que fazer, o que deixar de fazer...mas tudo isso podemos fazer a qualquer momento - basta querer! -, as promessas não são necessárias em todos os finais de ano. Quem nunca fez promessas e listas e mais listas para o próximo ano? Agora eu pergunto: quantas você conseguiu cumprir satisfatoriamente? Difícil não é? Acho, inclusive, que isso nos deixa pior, pela pressão ou obrigação de ter que cumprir todos aqueles planos, alguns até mesmo frutos de pura ilusão e utopia. Com certeza tem o lado que diz que é necessário traçar metas e planos, no entanto, isso não se refere à todas as áreas da vida, muito menos a todos os momentos.
Dessa forma, creio que o único pedido que tenho a fazer para 2012 se resume em uma única palavra: equilíbrio. Quando se tem equilíbrio nos relacionamentos, na área financeira, na profissão, tudo se encaminha como deve ser. Por vezes alguns obstáculos aparecerão, mas, se estivermos focados e nos conhecermos bem, teremos força o suficiente para nos desviarmos ou enfrentá-los. Além de tudo isso, temos que ter em mente o poder da espiritualidade, em seu sentido amplo. Seja você protestante, católico apostólico romano, católico ortodóxico, espírita, budista, islamista, umbandista...não importa a religião, o que é interessante, nesse caso, é estar de bem com quem você acredita ser o "Ser Supremo", compreender sua alma e a alma do próximo, praticar o bem, seguir uma vida de paz, harmonia, equilíbrio e bem estar. Acho de extrema importância nos conectarmos com o que acreditamos, com aquele que cremos existir, com aquele que rege nossas vidas e possui capacidades extraordinárias, principalmente de fazer o bem independente de qualquer outra coisa. Apesar de muito estressada, ansiosa, nervosa e coisas do gênero, existe um lado dentro de mim que expressa o oposto, gosta muito de deixar algumas coisas acontecerem naturalmente, acredito no poder do tempo e creio em Deus e suas "façanhas". De modo que fazer listas não adiantam muita coisa, já que no fim, sempre vou "deixando a vida me levar", vivo bastante o presente (sem me esquecer das lembranças do passado e dos meus objetivos para o futuro).
Como é fácil falar, né?! Bom seria se soubéssemos um jeito de fazer tudo perfeito, porque a prática, ó céus, como suga nossas energias! Mas, se não tentarmos, não experimentarmos mudanças e aprimoramentos, o tempo passa, o mundo a sua volta se transforma, e você permanece, parado no tempo, no espaço, nos sentimentos, na vida. E o que resta? A lamentação ou inquietude (principalmente dos que estão ao seu redor) de estar no presente e viver no passado. Ao mesmo tempo, penso que se tudo fosse perfeito nada teria a mesma graça, seria tudo muito certinho, no lugar, e assim não haveria espaço para fatos bizarros, engraçados, inesperados, surpresas, vitórias e derrotas, como iríamos aprender, adquirir conhecimento e experiência ao longo da vida? De qualquer forma, como a perfeição é algo inalcançável (e como eu sofro por isso, pois confesso que às vezes a minha busca pela perfeição é algo surpreendente!), vamos lutando dia-a-dia para sermos melhores. Se não deu hoje, quem sabe amanhã, afinal, a vida segue! Os planos, as metas, os objetivos existem dentro de nós e devemos fazer o possível para alcançá-los e nos sentirmos inteiros, completos, porém, por que deixar para 2012? Vamos fazer hoje, agora, que tal, vai arriscar? Vamos ser um pouco mais ousados e ter mais coragem! Como disse no início, o tempo passa e, pior, cada vez mais rápido, então, não vamos desperdiçar o tempo que temos hoje, até mesmo porque a saudade é um sentimento sempre presente em nossas vidas - e saudável -, de maneira que seria bem melhor sentir saudade do passado, ao contrário de arrependimento ou más lembranças.
Embora o texto do vídeo não pertença à Clarice Lispector, e sim à Maria Eugênia de Viveiros, é muito bonito, não perde o brilho. (Como hoje em dia está confusa essa história de autores e suas citações, frases, textos, crônicas, não é mesmo?)
Consequência de uma pausa...
A maioria da pessoas que me visitam já devem saber ou ter percebido o quanto a música é importante e faz parte da minha vida. Não que eu saiba tocar algum instrumento ou tenha algum dom artístico, pelo contrário, infelizmente não tenho, nem entendo a fundo técnicas e afins. Mas, acredito que entendo de música que me agrada, faz bem, ajuda, levanta, faz dançar, pular, cantar, gritar, chorar, sorrir, viajar, pensar, imaginar, sonhar, que embala gerações, pessoas, momentos, que marca datas, histórias, enfim, se isso for entender de música, sou uma expert no assunto!
Hoje, como na maioria das vezes, não sei ao certo o porquê, me deu uma vontade enorme de compartilhar algumas músicas com vocês. E, como sempre deixo claro, lógico que gostaria de agradar a todos, no entanto nem tudo é possível, e como as pessoas dizem "gosto não se discute"! Só espero que através da música mais corações sejam tocados, mais pessoas apreciem essa arte maravilhosa, digna de um incentivo maior, principalmente aos que estão no início da carreira, tem produção independente e talento enorme, para dar e vender (eu compro na hora!).
A música é capaz de realizar trabalhos fantásticos nas vidas das pessoas, tanto é que a musicoterapia está aí para nos provar. Nas nossas vidas existem momentos e momentos, e pode ter certeza de que na maioria deles a música fará parte, contribuirá de alguma forma, seja para te deixar lá embaixo, seja para deixar lá em cima...a arte é assim, tem para todos os gostos e faz parte do mundo para que cada um retire dela um pouco para si. Tenho a certeza de que os sentimentos são universais, o diferencial é a maneira, a intensidade, como sentimos, o contexto e a forma como agimos diante deles, afinal, quem nunca sentiu saudades, se apaixonou, ficou com raiva, se estressou, teve momentos depressivos e etc? A música é capaz de marcar cada um desses momentos, cada um desses sentimentos, de uma forma peculiar, que na verdade só o autor é capaz de descrever o que o levou e o sentimento que embalava ao escrever tal letra, ao criar tal melodia, isso se for possível, porque muitas vezes, nem eles entendem: 'apenas inspiração...' Aaah! Como eu gostaria de ter inspiração fácil assim, ou de forma que possa ser traduzida numa música "perfeita"! Concluindo, a música é para ser vivida, experimentada, sentida, apreciada e guardada. Nada melhor do que ficar ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo...até não poder mais ou até cansar - se isso for possível - ou, ainda, até relaxar, desestressar, encontrar a resposta que procurava!
Num momento de "nada a se fazer" e em busca de algo novo, fiquei futricando nos mais variados sites, pois encontrei músicas antigas, novas, meio-termos...revivi o passado, refleti o presente e sonhei com o futuro! Um dos videos - que é uma música linda e de alta qualidade, muito boa mesmo - é o novo trabalho da cantora Pitty, uma parceria que rendeu uma banda e um disco lindo, para quem não conhece, vale a pena conhecer a Agridoce (http://www.agridoce.net/).
Outro som que vale a pena conferir é uma doce canção do Chico, aquele lindo de olhos azuis brilhantes e penetrantes!
Chega de música?! WTF??!! hahaha Para quem gosta de um som mais alternativo (em relação aos de cima), diferente e até divertido, por que não ouvir Soulstripper?! Sem contar que o video postado abaixo a interpretação das crianças é uma graça!
Pois é, acho que por hoje chega, até mesmo porque ainda tem gente que vai trabalhar, estudar, praticar exercícios...na próxima vou tentar fazer um texto mais conciso e algumas músicas para meditação, mais tarde explico mais! ;) Um ótimo final de semana a todos e que a próxima semana seja muito abençoada!
Consequência de uma pausa...
Acredito que já há algum tempo não falo sobre mim, sobre minhas impressões, sobre meus olhares e, principalmente, sobre o vestibular. Acontece que quando criei o blog meu intuito era apenas desabafar, ter um local para poder derramar tudo o que eu pensava. Pessoas que tem mente hiperativa tal como eu sabem como é difícil manter controle em algumas situações, e eu precisava simplesmente despejar tudo o que me afligia, tudo o que perpassava pela minha mente, e assim também me desfazer de alguns conteúdos ocupando lugar no meu cérebro. Então, quando tudo começou, eu usava o blog simplesmente para mostrar um pouco de mim...entretanto, como eu tinha feito tudo num segundo de impulso, dei-me conta, depois, do quanto poderia ser perigoso falar sobre mim numa página que qualquer um poderia acessar e tirar informações que futuramente poderiam me prejudicar, diante desse receio diminui drasticamente os textos nos quais minhas impressões pessoais e minha vida eram expostas. Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu falava bastante sobre mim, minha vida, minha família, não expunha tudo, nem totalmente, mas, de certa forma, era exposição. Depois, veio a célebre desculpa da falta de tempo, que também prejudicou o andamento do blog e facilitou a publicação de textos de outros autores. Enfim, acontece que hoje, me deu uma vontade enorme de escrever aqui, de dizer alguma coisa minha, que eu penso, que me pertence, e aqui estou...na verdade, não sei ao certo como sairá esse texto, porque na verdade, só sei da vontade de escrever, não sei o assunto da vontade, se é que me entendem...
Uma ideia começa a passar pela minha cabeça, acho, inclusive, que eu estou errada quanto à falta de tempo, no fundo, o que me "desprendeu" do blog foi ter iniciado sessões de terapia com uma psicóloga. Sei que muitos devem estar pensando que eu sou realmente louca, que eu tenho problemas mentais, que estou surtando, ou sei lá, mas, muitos desconhecem o fato de que terapia é uma coisa natural - acho até que se todos fizessem acompanhamento psicológico o mundo seria bem melhor, sem contar que é uma forma de auto-conhecimento, de melhorar a qualidade de vida. Desde o meu terceiro ano do ensino médio, quando as pressões começaram e a vida adulta começou a me chamar, algumas pessoas pediam ou davam dicas para que eu fizesse a terapia, e eu, com toda minha máscara de auto-controle, dona de si, dona da verdade e etc, sempre recusava, até que dei-me conta do quanto eu precisava de apoio, pena que foi só 2 anos depois que eu reconheci algumas das minhas fraquezas...E eis que aparece uma super psicóloga na minha vida, então, acho que no fim, eu atribuía ao blog a função de terapia, e, quando eu reconheci o poder de sessões terapêuticas "de verdade", profissional, "meio que abandonei" o blog, afinal, supostamente ele foi substituído por uma profissional qualificada...
A partir do momento em que eu descobri o poder da terapia, minha vida se transformou, lógico que tudo faz parte de um processo - que ainda está em andamento e é demorado - afinal, não é de um dia para o outro que ficamos conhecendo quem nós somos, e somos capazes de assimilar tudo para melhorar a qualidade de vida, as relações inter-pessoais, o modo como enxergamos as coisas e etc. E ainda descobri que a psicologia é uma área simplesmente magnífica, digna de ser estudada (como eu tenho feito na medida do possível, nas horas vagas e de lazer), diante disso sou a favor de que psicólogos tenham salários mais valorizados, e, imagina só se mais médicos trabalhassem em conjunto com psicólogos?!! Acredito que seria uma ótima forma de aperfeiçoar e até mesmo agilizar os tratamentos. Parto desse princípio até mesmo por experiência própria, visto que minha mãe, nutricionista, trabalha em conjunto com médicos e psicólogos, ajudando os obesos, os que estão com sobrepeso, os anoréxicos e bulímicos (não sei se é bulímicos o certo, bateu a dúvida...) a terem mais saúde e qualidade de vida. A psicologia é uma área que me encanta cada vez mais (confesso que só não encanta tanto quanto medicina...), e não me canso em dizer o que percebo todos os dias, que todos deveriam ter a oportunidade de ao menos experimentar uma sessão, principalmente se for um terapeuta corporal, porque mesmo nos olhando todos os dias através do espelho, podem ter certeza, não conhecemos nem um pouco do nosso corpo, e saibam, também, que nosso corpo diz muito sobre nós, sobre nossa personalidade.
Para àqueles que ainda acham que eu sou louca, confesso que só fui capaz de ir atrás de apoio psicológico depois de não aguentar mais, depois de perceber que eu não conseguia mais progredir sozinha, depois que eu praticamente surtei, chorando constantemente, diga-se de passagem. Então, talvez eu seja realmente louca, até mesmo porque, como dizem por aí "de louco todo mundo tem um pouco", a diferença é que eu estou tentando contornar minhas loucuras, pior são os que estão aí, resignados, achando-se superiores aos outros, enganando-se com a ideia de que conseguem tudo sozinhos...o que dura até que uma crise ocorra! E, acreditem, para mim não foi fácil reconhecer essa necessidade, reconhecer que precisava de ajuda, bem como não é fácil falar abertamente, para qualquer um ler, que faço sessões de terapia, fazer o quê né, minha personalidade, não dá para ser mudada, mas dá para ser aperfeiçoada, dá para me transformar cada vez mais num verdadeiro ser humano e, quem sabe, fazer a diferença em alguma situação, em algumas vidas, já que mudar o mundo é difícil (não impossível!).
Bom, devido a deterioração do tempo e a modificação do layout, nem sei mais se escrevi muito ou pouco, ou melhor, levando em consideração que eu sempre escrevo muito, acho que dessa vez foi até pouco. Não tenho esperanças de que através desse texto alguém se dê conta da necessidade e da importância que um psicólogo poderia ter em sua vida, acredito, inclusive, que muitos são equilibrados o bastante para conseguirem viver sem esse apoio. Escrevi apenas porque deu vontade, apenas para relatar algumas experiências, se ajudou alguém, fico feliz, se não foi dessa vez, fico feliz também, pois, apesar de tudo, consegui escrever hoje e nada mais fiz do que seguir minha intuição. Considero esse texto como uma volta ao passado, ao tempo em que eu abria a página em branco do blog e pensava: e então, sobre o que vou escrever hoje, o que tenho pra desabafar e me aliviar? Sabe aquele sentimento saudosista, aquela pequena coisa que acontece e te lembra algo do passado, aquela vontade de voltar no tempo...então, acho que isso aconteceu hoje...pode ser que seja a sensação de que agora, felizmente, meus sonhos estão perto de se tornarem realidade, se não fosse por isso, gostaria de voltar ao passado com a experiência de hoje...na real, quem nunca disse isso, não sofreu ou não passou por determinadas situações, não é mesmo?! De qualquer forma, estou me sentindo muito bem por ter deixado de lado um pouco os estudos e passado um tempinho por aqui, escrevendo, pensando, refletindo...
E, como de costume, deixo aqui uma música que há muito gostaria de ter compartilhado com vocês, espero que gostem tanto quanto eu, porque eu não me canso de ouvi-la! A letra é linda "de morrer", o som é perfeito, o artista faz um ótimo e belo trabalho também. Se alguém quiser mais indicações de Marcelo Jeneci só me mandar um e-mail que eu responderei e indicarei algumas músicas com o maior prazer, na verdade, hoje em dia nem se usa mais isso né, "só por no google" - nesse caso, "só por no you tube", hahaha Ah, e a música também me ajuda nos dias mais difíceis, como já disse, a letra é simplesmente perfeita...(tá, vou parar com a "tietagem", isso cansa os outros, principalmente quem não gosta!)
Tenham uma ótima semana, muito feliz, mesmo que um dia ou outro seja mais difícil... ;)
Esse foi um dos meus melhores textos produzidos esse ano, então, pensei: "por que não compartilhar com o mundo?". Acredito que ele passa uma ideia e promove uma reflexão da qual todos nós sentimos necessidade. Afinal, quem não sonha em ser eternamente feliz?
Tema: O que há de errado com a felicidade?
Gênero: Artigo de Opinião
Trilha sonora: O que é, o que é? - Gonzaguinha
Diversas batalhas são travadas no decorrer do dia por inúmeras pessoas, que estão em busca da concretização dos sonhos e da conquista da felicidade. Dizem que a finalidade da vida é “ser feliz”, entretanto, alguns mal sabem como alcançar esse estado abstrato fortemente almejado e o quanto sua presença ou ausência é capaz de influenciar nossas vidas. Há quem se pergunta, inclusive, o que há de errado com a felicidade, pois eu acredito que a pergunta seria: o que há de errado com o homem?
O filme “Em busca da felicidade” é um exemplo da forma como muitos lidam com a falta de felicidade e até onde estão dispostos a ir para senti-la. Chris Gardner (Will Smith) é capaz de atropelar todas as dificuldades e obstáculos para conseguir uma vida digna a ele e, principalmente, ao filho. Essa história nos mostra claramente que a capacidade para encontrar a felicidade está dentro de cada um de nós e é relativa de um indivíduo a outro.
A relação do homem com a felicidade ultrapassa milênios. Desde os filósofos gregos que buscavam-na através da sabedoria, ao século XXI, no qual as concepções de vida a respeito da conquista da felicidade são as mais diversas possíveis. Desse modo, verificamos que esse sentimento não passa de um estado psicológico momentâneo regido por escolhas próprias. Ou seja, não é um sentimento eterno, se esvai com o tempo e conforme amadurecemos, mudemos de opinião ou encontremos algo que nos fará ainda mais felizes que dantes.
O fato de sentirmo-nos felizes está diretamente ligado às relações interpessoais que mantemos. As redes sociais, portanto, conquistaram um importante espaço no “precioso” tempo dos internautas. Não é à toa que empresas criam programas para motivarem e construírem um local de trabalho melhor e mais saudável, tudo fundamentado na idéia de proporcionar alegria aos funcionários que, em conseqüência, produzirão mais e com maior qualidade. Por outro lado, a internet e o meio midiático em geral, podem interferir drasticamente no modo de vida das pessoas. Através de propagandas publicitárias voltadas para “resolução de problemas” fácil e instantaneamente – tais como perca de peso rápida, transformação do corpo para se igualar a alguma famosa em uma semana, conquista de um grande amor – vendem ideais e padrões de consumo acrescentados da idéia de que de tal modo qualquer um poderá atingir um nível de felicidade plena. Creio que dessa forma conquistam “clientes” alienados e frustrados. É fundamental enxergarmos a felicidade naquilo que temos e não nos estereótipos impostos pelo “mundo”. A felicidade só será alcançada quando a pessoa estiver em harmonia consigo e com o mundo. Devemos ter a consciência de que muitos bens cruciais para sermos felizes não podem ser adquiridos em lojas, até mesmo porque, não possuem preço.
É claro que à medida que o homem evolui torna-se mais insaciável. A partir do momento em que os resultados desejados não são atingidos e a felicidade não se faz presente, a vivência torna-se uma tarefa complicada. Assim sendo, uma imperfeição no início dessa trajetória provoca caos quando percebe-se que a alegria não é completa e que a responsabilidade é individual. Nesse contexto de frustrações há chances de deturpações de valores que podem levar a transgressões, como uso de drogas e violência, alterando o bem estar social, afinal, vivemos em uma sociedade, na qual todos interferem no meio, independente da própria vontade e mesmo que o individualismo muitas vezes prevaleça sobre a coletividade.
Nada de errado há com a felicidade. São as atitudes inconscientes ou alteradas do homem que nos trazem essa falsa idéia. Acredito que a felicidade está no modo como decidimos enxergar a vida. Precisamos estar preparados para inúmeras adversidades e limitações. É devido a essa dificuldade em contornar obstáculos e visualizar o mundo com clareza que poucos realmente alcançam um estado de felicidade, sabedoria e sensação de bem estar.
Um amigo, ainda num caminho de incertezas e aceitação, me indicou dois videos cujas campanhas são voltadas aos gays. Fui assistir e me encantei com as mensagens transmitidas. Acredito que ser ou não gay está acima de qualquer escolha que se possa fazer por influências externas, a pessoa nasce ou não gay. E quando se nasce de um jeito, não se muda. Certa pessoa me disse uma vez que por mais que achamos que estamos errados, não precisamos mudar, devemos apenas nos harmonizar conosco e com o mundo que nos cerca, simplesmente aprender a viver.
A homossexualidade já faz parte do nosso cotidiano, não temos o que discutir quanto a isso. O problema está no fato de algumas pessoas ainda rejeitarem e, pior, agirem com violência, achando que tem o direito de interferir nas escolhas dos outros e que vão mudar alguém a base de tapas, quanta ignorância! Ainda tem aqueles que por medo de represálias, discriminações, não aceitação, julgamentos alheios, tentam fugir do que realmente são, ou, esconder o máximo que puderem. Isso tudo só acontece porque mesmo vivendo em um país de enorme miscigenação e heterogeneidade, ainda há preconceito. Os homossexuais sentem-se reprimidos em assumir suas escolhas, simplesmente porque alguns acham-se os certos, os donos da "verdade absoluta" e enxergam-se no direito de julgar os outros por serem diferentes. Oops! Quem falou em diferença?? Nada disso, conceito errado, não existem diferenças. Homossexuais também amam, sentem, choram, sorriem, enfim, não são "bichos" estranhos, são humanos como quaisquer heterossexuais.
Aproveito o ensejo para esclarecer que não só o preconceito contra os homossexuais, mas qualquer tipo de precoceito e discriminação, qualquer tipo de bullying, em desfavorecimento à qualquer pessoa, é totalmente ultrapassado e inadmissível. Qual a dificuldade em aceitarmos as pessoas como elas são? Tudo bem se você não gosta de se relacionar (no sentido de manter amizade, trabalhar, conversar...) com homossexuais, sei lá por qual motivo, mas, se esse for o caso, basta distanciar para evitar qualquer constrangimento, pronto. Por que podemos viver bem em meio aos heteros e não em meio aos GLBT's? Por que os negros, os portadores de síndrome de down, os "gordinhos", os "magrinhos", os autistas e etc., são diferentes dos considerados normais? Na verdade, o que é ser normal? Sabe, adoro a propaganda dos portadores de síndrome de Down, que diz: "Ser diferente é normal", será por quê, né?!
- - Como a propaganda, acredito eu, todos já viram, posto aqui uma música da Xuxa (sim, a "Rainha dos Baixinhos" - apelido do qual eu não sou muito simpatizante, nem dela, mas, fica pra outra vez...rs), que fala sobre bullying, discriminação e preconceito e, que pode ser uma aliada para a conscientização das crianças e adultos ainda imaturos...
Também quero postar aqui, um texto de uma campanha, iniciada há algum tempo...
#eusougay
"Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só!
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —"
(O prazo para enviar as fotos foi prorrogado até o dia 08 de maio!)
A partir de 3 aulas recentes pensei nesse post. Uma aula de radioatividade (fissão e fusão nuclear = formação de bombas atômicas - produção de energia), outra de química orgânica com direito a saber dos poderes destrutivos do TNT (trinitroglicerina) e uma proposta de redação a respeito do papel das armas para a humanidade, com um ótimo intertexto com o filme Lord Of War (O Senhor das Armas - 2005). Acredito que vocês já compreenderam do que se trata os meus escritos de hoje, infelizmente, da nossa realidade, da capacidade destrutiva e autodestruição do ser humano.
Não é fácil falar de guerras, bombas, mortes, vidas - inocentes ou não -, desarmamento, armamento, destruição e tristeza. E, essa dificuldade maximiza-se quando, recentemente, uma tragédia ocorreu perto de nós, potencializada pelo uso de armas de fogo por pessoas civis. O infeliz acontecimento na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, fez com que os discursos pró e contra o desarmamento voltassem mais veementes e categóricos. Estamos diante de um impasse, de difícil resolução, é certo alguns se desarmarem e outros não? E o direito a igualdade? Mas, e as mortes, as fatalidades, causadas por armas de fogo empregadas erroneamente? E as crianças que brincam com essas armas e acabam por machucar outras pessoas ou tornando-se mais violentas? E as reações a assaltos que poderiam não terminar em morte? E o direito a defesa que todo cidadão possui? E os bandidos, continuarão armados? O desarmamento, facilitará a ação policial? E aqueles subornos, vamos ficar livres deles? É possível (re)construirmos um país livre de armas de fogo e tudo o que as envolve? Como seria bom se pudéssemos prever o futuro tim-tim por tim-tim e assim evitar erros no presente...
Quanto ao desarmamento e toda a campanha, vale a pena ler pontos de vistas diferentes para que possam chegar a uma conclusão final. Eu prefiro não comentar muito sobre isso agora, se tudo der certo, posteriormente, publico uma dissertação a respeito disso, com a minha opinião, por enquanto, indico dois sites de opiniões opostas a respeito do tema: Comitê Paz Desarmamento: A Falácia
É sabido que as bombas atômicas lançadas no Japão pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial não eram necessárias, então, surge outra pergunta, por quê? Simples, demonstração de poder. O ex-presidente norte-americano H. Truman ao ser informado do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, disse: "Este é o maior evento da história". Já o alto oficial cujo nome em código era Manhattan District Project, afirmou: "Era importante que a bomba atômica fosse um sucesso. Havia-se gastado tanto para construi-la...Todas as pessoas interessadas experimentaram um alívio enorme quando a bomba foi lançada". Assim, essas afirmações são claras demonstrações do significado dessas bombas, ou seja, o governo norte-americano ingnorava os princípios éticos (já que se tratava do fim de uma guerra, em que já se tinha a certeza dos "vencedores e derrotados") para impor a sua primazia político-militar no mundo, que, por sua vez, daria início ao período de Ordem Bipolar, determinado Guerra Fria, onde se contrapunham duas grandes potências mundias: EUA (capitalismo) X URSS (socialista), um período de "equilíbrio do terror" ou, de "guerra improvável, paz impossível".
"A primeira bomba 'A' da história foi lançada pelos EUA sobre a cidade de Hiroshima no dia 06 de agosto de 1945. A explosão ergueu um cogumelo de devastação de 9000 metros de altura, gerando um calor perto de 5,5 milhões de graus centígrados. Na época, Hiroshima tinha 330 mil habitantes, o bombardeio matou cerca de 130 mil e feriu outras 80 mil pessoas".
Atualmente, as discussões em torno do enriquecimento de urânio e da geração de energia nuclear estão em evidência, principalmente pelo triste ocorrido no Japão. Então, ilustro com outro video a respeito dos testes nucleares, que nos faz imaginar o poder de destruição incrustado nessas bombas, que poderiam até mesmo disseminar a humanidade. O problema é: quando, afinal, o homem vai perceber que as guerras, as bombas atômicas, não passam de armas autodestrutivas incontroláveis? Quando o homem vai usar a ciência envolta nas bombas em favor da humanidade, em prol do bem estar social?
Detalhe: Einstein no final indica uma expressão de: "como o homem é capaz de desviar progressos da ciência do bem para o mal?!" Já que Einstein era contra os testes nucleares e as bombas atômicas, inclusive, se não me engano, ele chegou a ganhar um Prêmio Nobel da Paz.
O filme O Senhor das Armas se passa nesse período (de Guerra Fria), e, trata sobre a indústria bélica e seus reflexos no mundo. Com uma crítica de alta qualidade, o filme é tanto para quem gosta de cinema e "bons filmes" como para quem gosta de filmes políticos, com vies de engajamento social e duras críticas, que vão desde o alto escalão da sociedade e do governo aos simples cidadãos envolvidos ou não em guerras - ou disputas de poder, mesmo que seja em um bairro ou favela (mais próximo da nossa realidade). Retrata o que se passava por trás das duas superpotências já citadas, suas indústrias bélicas, seus poderios e os efeitos de suas intervenções nos choques indiretos - guerras quentes que ocorreram sobre suas influências em outros territórios.
Enfim, a história nos mostra o quanto o progresso nos traz consequências boas e, também, ruins, tudo depende de como o homem irá usar o poder que tem em mãos. O mesmo posso dizer das armas, o homem a tem, só resta saber se vai ou não usa-la em prol do bem estar - por mais difícil que seja imaginar bem estar através de armas de fogo, pois sempre alguém ou algum animal termina machucado. Os filmes ilustram nossa realidade, e, assim, percebemos que vivemos cercados por tragédias. Imaginem quantos casos não noticiados existem a respeito de vítimas inocentes de armas, bombas, guerras e tudo o mais que o homem possui de ruim em seu interior e o externa através da violência, destruição e atos completamente irracionais. Espero que essa postagem de hoje sirva como reflexão para todos os que lerem e, a partir das reflexões, mudanças para o bem, por menores que sejam, ocorram a nossa volta, para podermos (re)construir um país, um mundo melhor, isso é o que verdadeiramente necessitamos!
Confesso que iniciei um post sobre a Páscoa, mas foi ficando muito complexo, minha mente foi pensando a mil por hora, as críticas estavam pesadas (Senhor, perdoa-me! rs) e devido ao tamanho do post e o fato de eu ter que revisá-lo antes de publicar, mudei de ideia e de data para a publicação do mesmo.
Sendo assim, vou manter o ambiente mais leve por hoje, em contraste com meu peso após voltar a comer chocolates. Para quem comia chocolate diariamente, e não se contentava com apenas 30 gramas de chocolate amargo ou meio amargo (de acordo com as recomendações médicas), passar a quaresma e a Semana Santa sem se deliciar com essa "iguaria" foi bastante difícil. Sim, eu sou chocólatra, mas também sei me controlar, e, acho que depois dessa penitência, a ingestão desse produto vai até diminuir.
Não me satisfaz completamente dar margens à minha pressa e à superficialidade, mais uma vez, porém, é o que eu tenho para hoje. Espero, de novo, que não se sintam "desrespeitados" pela minha falta de presença nesse espaço e falta das minhas expressões, opiniões, ou, que seja, dos meus contos e devaneios. Logo, tudo voltará ao normal. Acho que assim que eu entrar nos eixos, o blog volta ao seu eixo também, não vou me prolongar nesse assunto agora, primeiro que não vem ao caso e segundo porque seria mais complexo que explicar minhas opiniões a respeito da Páscoa e de tudo o que a envolve, rs.
Sabe, se tem uma propaganda (das poucas que vejo) que me impressionou nesses últimos dias foi a da Coca-Cola. Já se vão quase 3 anos que eu não bebo refrigerantes, ou, bebidas gaseificadas. Nunca fui muito fã, mas, por fim, ingeria praticamente em todos os finais de semana, coisas de família. Tudo começou com penitência de quaresma que eu decidi prolongar. Aos poucos, percebi que realmente não me fazia falta, e nessa de não me fazer falta também ganhava em saúde, visto que esse tipo de bebida não é saudável, então, decidi parar de vez. Desse modo, posso dizer que hoje valorizo muito mais uma garrafinha de água mineral ou de suco. E, ainda, descobri que a maioria dos meus amigos também decidiram parar de beber refrigerantes ou já não bebiam, ao ponto de combinarmos de sair e 90% das pessoas da nossa mesa estarem bebendo suco ao invés de refrigerante. Enfim, o ponto principal é a maneira como as marcas vão se reinventando, tentam se aproximar dos consumidores, aumentar esse número e, agora, também tentam conscientizar a população para o bem, o que me admira - mas, não me faz voltar a ingerí-la, rs.
A partir da propaganda publicitária...
1. Não precisamos ser sempre negativos, pessimistas. Sempre temos a chance de olhar para o lado e procurar algo de bom, que nos motive, afinal, se tudo a nossa volta nos entristece, há algo de errado nisso aí...
2. As crianças são simplesmente seres divinos, capazes de mudar as atitudes dos pais, de propagar alegria, paz, amor e mudar toda uma história, ou, várias histórias e ambientes.
3. A corrupção deve ser sempre combatida, mas também não podemos nos esquecer de combater as doenças que nos cercam, de combater a falta de consciência das pessoas que tem medo de doar sangue e salvar vidas. Pessoal, doar sangue vai além de "ser furado" e retirarem "algo seu", doar sangue é salvar vidas, é praticar o bem (sem ver a quem), é fazer pessoas e famílias mais felizes, é dar a chance de sobrevivência para alguém, é dar uma segunda chance, é curar, é pensar um pouco mais no próximo e deixar o egoísmo e a ignorância de lado.
4. Destruir a natureza = destruir a si mesmo, pensem nisso. Embora 98% das latinhas de alumínio sejam recicladas, o Brasil ainda está longe do necessário para que o ambiente não sofra demasiado, muitas outras coisas precisam ser recicladas, inclusive, muitas vidas precisam ser recicladas, vidas que se encontraram no lixão, nas ruas, em meio a lixo que também poderia ser reciclado e não será...
5. Guerras são retrocessos, que poderiam ser evitados se soubéssemos viver em sociedade, se soubéssemos diminuir um pouco os interesses capitalistas, egoístas, dominadores e sobrepor os interesses de salvar o mundo do que há de errado.
6. Tá que eu tenho alergia dos bichinhos de pelúcia, mas, eles são fofos, representam coisas boas, marcam bons momentos e relacionamentos, então, que sejam produzidos a todo vapor e substituam as armas...
7. Que o amor seja propagado, disseminado muito mais que o medo, embora este também seja inerente ao ser humano. De qualquer forma, o amor é sublime, nos faz o bem, ajuda a formação de um mundo melhor, ao contrário do medo, que reprime, isola e muitas vezes (não todas) faz mal.
8. Para cada arma vendida, 20 mil pessoas são capazes de compartilhar algo do qual ambas gostam, isso é olhar ao próximo, é compartilhar alegria, mostrar amor, união e o bem.
Com certeza, há razões para acreditar que os bons são maioria. E, há muitas outras razões para acreditar que devemos aumentar o número de bons e disseminar essa maioria mundo afora, para que o bem chegue ao maior número de pessoas possíveis...
Sim, me encantei com essa propaganda da Coca. Que as pessoas não se lembrem só de ingerir a bebida, mas também se lembrem da mensagem que a propaganda passa e pratiquem o bem.
Hoje, ouvindo Tiê - como sempre -, pensei: "por que não fazer um 'post' relacionado a ela?". Sinceramente, sou uma grande admiradora da bela voz, do talento e do dom que essa moça possui. Não tem como cansar de ouvi-la e não apaixonar pelas músicas, pelos sons. Diante de tantos lançamentos no mundo da música, ela não tem tamanha notoriedade, mas, merecia muito que todos a conhecessem. Uma leveza, uma paz, uma mistura de sentimentos bons que nos é trasmitido, e nem sentimos, só percebemos quando a música acaba e rapidamente colocamos para tocar de novo, o que é muito difícil fazer com o trabalho de alguns artistas mundo afora. Também decidi fazer esse post ao ler o blog da Camila, Delicadas como Flores, que como Tiê apresenta leveza, belas palavras, 'delicadezas' e ótimas mensagens transmitidas. Num momento em que tudo vira sucesso, em que "música", literalmente, perdeu seu sentido e qualquer som é assim considerado, e, pior, faz um sucesso absurdo, Tiê nos faz pensar: "nossa, ainda bem que ela existe!". Posso até estar exagerando, mas, para mim, essa é a verdade, estamos carentes de bons trabalhos, do rock ao mpb - salvo exceções, lógico, sempre tem. Enfim, deixo vocês admirando a Tiê e sua bela voz, com alguns poemas e outras músicas que englobam o mesmo assunto. Espero que gostem - tanto da Tiê como do poema e das outras escolhas!
A Bailarina Cecília Meireles
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras crianças.
Ciranda da Bailarina Chico Buarque
Procurando bem todo mundo tem pereba, Marca de bexiga ou vacina E tem piriri, tem lombriga, tem ameba Só a bailarina que não tem E não tem coceira, verruga, nem frieira Nem falta de maneira ela não tem.
Futucando bem, todo mundo tem piolho Ou tem cheiro de creolina Todo mundo tem um irmão meio zarolho, Só a bailarina que não tem Nem unha encardida, nem dente com comida Nem casca de ferida ela não tem.
Não livra ninguém, Todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina Teve escarlatina ou tem febre amarela Só a bailarina que não tem.
Medo de subir, gente Medo de cair, gente, medo de vertigem quem não tem?
Confessando bem, Todo mundo faz pecado, logo assim que a missa termina Todo mundo tem um primeiro namorado Só a bailarina que não tem.
Sujo atrás da orelha, bigode de groselha Calcinha um pouco velha ela não tem O padre também pode até ficar vermelho Se o vento levanta a batina.
Reparando bem todo mundo tem pentelho Só a bailarina que não tem Sala sem mobília, goteira na vasilha Problema na família, quem não tem?
Procurando bem... Todo mundo tem... Procurando bem...
Eu nem preciso comentar a composição de Chico, né?! Ela diz tudo, em pormenores, vai da análise psicológica à realidade, simplesmente, mais um trabalho perfeito do Chico, o que não é novidade - ao menos eu, sou grande admiradora dele, também. E, como perceberam, não me contentei somente com a Tiê, então, deixo aqui mais alguns videos dela, que, digo de passagem, vale muito a pena conferir (esqueci, sou suspeita para falar, né?! Mas, tentem acreditar...)!! :)
Pois é, hoje vou tentar falar (ou escrever e pensar) menos e ilustrar mais.
Começo com um video muito lindo e fofo que trata de um assunto muito interessante: amor, e as suas formas de expressão, ou tudo o que esse sentimento envolve, as dúvidas e incertezas, medos e receios, paz e alegria, enfim, amor e seus segredos. Antes, é claro, quero dizer que encontrei o video no blog Uni ver sos, de autoria da Ester. Embora já tivesse assistido há algum tempo, essa semana, quando eu o vi novamente, foi diferente, talvez porque diante de tantos acontecimentos ruins a nossa volta algumas coisas tenham transformado em mim, como dar maior valor à simplicidade e perceber o quanto é importante dizer a alguém muito especial que você a ama, obviamente, sem banalizações e sem "medo de ser feliz". Fico imaginando os pais das crianças assassinadas em Realengo, quantas vezes disseram para seus filhos que os amavam, que os queriam bem? Quantas vezes dissemos a uma pessoa que convivemos, estamos sempre ao seu lado, dia-a-dia, que gostamos dela, que ela é importante em nossa vida? Confesso que para mim não é tão fácil assim falar "ao vivo" sobre essas coisas, acho que é por isso que eu escrevo e que me sinto tão bem ao fazê-lo, porque chega um momento que precisamos "jogar tudo pra fora"....rsrs.
Então, você tem medo de dizer eu te amo?
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Agora, mudando de assunto...política! Enfim, a "lua-de-mel" chegou ao fim, e, com ela, se passaram 100 dias do governo Dilma. Hoje não estou afim de deixar minha opinião a respeito disso, mas, saibam que ela tem me deixado mais surpreendida do que "revoltada". Na verdade, acho que isso está acontecendo porque independente de quem quer que esteja na Presidência, enquanto o comportamento dos "homens públicos" não passar por uma verdadeira transformação, muita coisa não vai mudar, quase nada muda, assim sendo, como os motivos das minhas revoltas e indignações no ramo político geralmente são pelos mesmos motivos, enquanto "eles" não mudarem, nada muda. Bem como, se a população não mudar, nada muda. Mas, como já disse, hoje pretendo escrever menos, então, aproveitando a ocasião, abro aqui uma brecha para convidá-los a visitar o blog do Marcio JR, Abismo das Vaidades e lerem mais a respeito do "Movimento Abre o Olho Brasil!", de antemão: vale muito a pena ler, participar, disseminar e praticar!
O tema é política e os 100 dias do governo Dilma (estou rindo aqui, quase escrevi 100 anos! - ou será que não tem graça?! hahaha), vou mudar um pouco a maneira da conversa e convidá-los a assistir um video do UOL, intitulado "Top 5 das gafes da Dilma em 100 dias de poder". Faço esse convite porque sei que o que mais encontraremos a respeito desse assunto serão análises políticas que nos levarão sempre para os mesmos assuntos, rumos e etc, etc, etc, então, nada melhor que mudar um pouco o ângulo, e, também, dar um pouco de risada, antecipo que tem nada a ver com "rir da desgraça alheia", é apenas um olhar diferente e humorístico, até mesmo porque, convenhamos, tem como não rir do suposto omelete feito na cozinha da Ana Maria Braga?
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Então, para terminar, nada melhor que um pouco de música, não é mesmo? Nem preciso comentar o quanto sou apaixonada por músicas, em todos os seus estilos, se tem qualidade, se tem ritmo, se tem letra, estou ouvindo! Hoje, vou compartilhar com vocês músicas da banda Oasis, uma em que participa só a banda e outra com a presença do Coldplay. Espero que gostem! :)
Esse é da música Whatever. Também quero dizer que para quem não está tão bom no inglês assim, vale a pena conferir a letra e a tradução da música, aqui!
Sábado passado tive o prazer de ir ao cinema e assistir ao filme VIPS (Mais informações - site oficial). Um filme nacional, com Wagner Moura como protagonista, direção de Toniko Melo e baseado no livro “VIPS – Histórias Reais de um Mentiroso” escrito por Mariana Caltabiano. Perdi os minutos iniciais do filme, mas deu para acompanhar normalmente. O final é simplesmente surpreendente, ficam todos olhando uns para os outros e se perguntando "uai, acabou?", "como assim?", "não, calma aí..." e tentando entender (ainda mais que sábado passado foi o dia da “Hora do Planeta” e as luzes ao fim da sessão não foram acesas!). Portanto, mais uma dica minha para essa semana, esse, sem sombra de dúvidas, é um filme que todos deveriam assistir, corram, ainda está nos cinemas, e, vale muito a pena!
Bom, vou tentar não contar muito as cenas do filme, caso alguém que esteja lendo ainda não tenha assistido, e também tentarei não contar o final, o que é extremamente difícil, rs. Mas, posto aqui a sinopse do filme: Desde pequeno, Marcelo Nascimento da Rocha tem muita dificuldade de viver com sua identidade. Seu maior prazer é imitar as pessoas e se passar pelos outros. Alimentando o sonho de aprender a voar e tornar-se piloto como o pai, Marcelo foge da casa da mãe e começa a maior aventura de sua vida, cada vez se passando por uma pessoa diferente. Até dar o maior golpe de sua vida: fazer-se passar pelo empresário Henrique Constantino, filho do dono da companhia aérea Gol, em uma grande festa no Recife.
O filme faz uma análise da crise de identidades que estamos vivenciando no mundo atual. Embora pareça uma frase e um tema clichê é muito interessante. É um exemplo da inversão e deturpação de valores da sociedade atual, como também das patologias mentais que afetam muita gente mundo afora. Fala sobre aquele tema que eu já citei no post intitulado "Abandono", o qual a pessoa habitua-se a mentir e com o tempo ela mesma começa a acreditar nas próprias mentiras. Fala sobre aquela busca eterna pelo "meu eu", pela verdadeira identidade.
Eu sei muito bem que não é fácil “descobrir-se”, até mesmo porque, todos os dias, passamos por inúmeras situações, muitas dessas inusitadas, novas, que nos proporcionam chances de autoconhecimento. Como já disse Clarice Lispector: “Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre...”, ou, “Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de como e quando você me vê passar”. Ao nascermos somos completamente influenciados pela nossa família, pelas pessoas que nos cercam. Inclusive nossa voz depende das pessoas com quem crescemos e o modo como elas se comunicavam conosco. Desse modo, nossa identidade e a maneira como nos vemos também dependem dos outros. No mundo de vestibulandos em que vivo conheço pessoas que dizem prestar vestibular para tal curso somente porque é imposição dos pais, e seus olhos brilham quando falam nos cursos que realmente desejariam fazer. Essa é uma inversão, é uma fuga do que realmente se é. Acredito muito em vocação, é impossível uma pessoa ser feliz e fazer bem seu trabalho caso não goste dele. Portanto, pessoas como essas que eu conheço, que sempre tem alguém para dizer como ser, como agir, e esses “comos” são sempre diferentes do que o interior da pessoa gostaria de ser e agir, serão frustradas, correrão sérios riscos de adquirir doenças e se dar mal na vida. Mais uma vez mostro a importância da família na formação de um indivíduo, ah se todos tivessem consciência disso!
Em VIPS, o Marcelo (Wagner Moura), encanta-se pela atividade do pai, mas, ao contrário de casos da vida real, seus pais não o obrigam a gostar de aviação. É inerente a ele essa vontade de voar, pilotar aviões, conhecer lugares, fazer carreira nessa área. Entretanto, frustrações, fracassos e dificuldades surgem na sua trajetória de vida, mudam seu rumo e tornam a realização desse sonho quase impossível. Já que, no fundo, ele nunca será como seu pai. Aquela máxima de que mostramos quem realmente somos a partir das nossas ações e escolhas correspondem ao que o filme mostra, visto que a partir do momento em que o personagem toma uma única decisão sua vida muda completamente. E, a partir dessa decisão, ele se encontra em um mundo que até então ele desconhecia e que precisa mentir para poder continuar a viver. E, é assim que ele segue “ganhando” a vida.
No fim, ele começa a assumir, de modo literal, a identidade de outras pessoas. Nem mesmo se reconhece como Marcelo Nascimento da Rocha. A história é simplesmente fantástica, surpreendente. O olhar do diretor, o modo como o enredo é construído, a interpretação do Wagner Moura (de quem eu sou uma super fã) e como tudo toma seu rumo, as pessoas com as quais ele cruza pelo caminho, tudo perfeito, em harmonia. Confesso que demorei a perceber o quanto esse filme é bom, denso e tudo o mais. Só no outro dia fui capaz de tirar algumas conclusões, fazer algumas interpretações e compreender fatos, inclusive do nosso cotidiano.
O filme é um traço da realidade. As pessoas, aos poucos, vão deixando de ser quem realmente são para irem à busca de fama, sucesso, dinheiro, reconhecimento, e, ao seguirem nesse caminho se perdem, esquecem-se da própria essência, do que já foram um dia, do que já aprenderam, dos valores passados pelos pais – ou não. Por fim, Marcelo é Constantino. Para ele, é como se sempre tivesse sido assim, como se fosse uma verdade absoluta (embora eu esteja de acordo com os sofistas, mais ainda Protágoras, de que verdade absoluta não existe e etc, mas, isso não vem ao caso), e, pior, os outros acreditavam facilmente nisso. Para completar a história, a mulher considerada louca, drogada, sempre excluída, criticada e infeliz, foi a única a ver o quanto Marcelo era “bom ator” (segundo ela, porque para ele, não era uma interpretação, estava sendo apenas ele mesmo – sim, é um pouco complicado explicar essa confusão, e aí, imagino a confusão na mente do Marcelo, rs). Enfim, só ela percebe que o que ele tem é patológico, não é uma mera “brincadeira”, farsa, ou, mais um golpe na elite. Também vale ressaltar que o clímax se passa em época de carnaval, o que tem muito a ver com as fotos no salão da mãe, inclusive com uma das fotos da mãe do Marcelo, isso eu deixo para vocês verificarem e tirarem suas próprias conclusões ao assistirem ao filme, aviso com antecedência, é “pesado” o que se pode inferir.
No fundo acredito que todo mundo já mentiu, brincou de imitações, fingiu ser quem não era numa situação que poderia terminar em “tragédia”, enfim, todo mundo já teve “seu lado Marcelo”. Porém, quero muito acreditar que nunca ninguém que esteja lendo tenha tornado isso uma verdade. Como já disse outras vezes, não dá para fugirmos do que somos, ninguém é feliz dessa maneira, sem contar que não é certo, de forma alguma, fazer algo do tipo. O maior erro que podemos cometer não é enganar aos outros, porque com os outros podemos nos reconciliar, pedir perdão, perdoar, mostrar que mudamos através de gestos, mas, o maior erro que podemos cometer é enganarmos a nós mesmos. Esse erro não tem volta, vai sempre pesar na nossa consciência, nos piores momentos virá à tona e pode acabar com nosso interior, nossos sentimentos e com tudo o que já construímos, inclusive, nossa formação como indivíduos, nossos valores.
Finalizando, o filme mostra muito mais do que escrevi aqui. Não tem como eu escrever tudo aqui porque perderia a graça para os que ainda não assistiram ao filme. Então, fico nessa superficialidade mesmo, só postando como dica, porque vale muito à pena. Mais um filme nacional que merece prestígio. Se desejarem mais um motivo para assistir, podem ir com a certeza de que ouviram uma trilha sonora ótima e darão algumas boas risadas. De qualquer maneira, quem nunca quis ser um VIP? Quem nunca foi ou é um VIP? Pois sim, se ainda não somos VIPs, seremos...
O filme nos pergunta: "Quem você quer que ele seja?". Mas, ao sair do filme, nós nos perguntamos: "Quem realmente eu sou?". Ou, "como eu mudei", "como eu tenho fugido do que realmente eu sou". Assim, ele também serve de autoavaliação, o que fica a critério de cada um.
Como devem ter percebido, eu gostei bastante do filme, assim como em Cidade dos Anjos há muito que se analisar, há uma grande carga psicológica, tanto que no site oficial do filme vocês poderão encontrar mais sobre essa análise psicológica, com a participação de psicanalistas e etc.
Aqui deixo o trailer para aguçar - ou não - ainda mais a vontade de vocês:
Nesses últimos dias andei pensando no quanto nossas vidas são constituídas por momentos, fragmentados ou não, são eles que formam nossa estória.
Num desses variados momentos - o momento retrospectivo - fiquei olhando álbuns de fotos. Você vê o quanto mudou, as pessoas que já passaram pela sua vida, as que continuaram, as que se perderam no tempo, as lembranças daqueles dias surgem da sua memória repentinamente, ou então você tenta se lembrar, faz um grande esforço e nada acontece, são tantas coisas pelas quais já presenciamos, não é mesmo? O último álbum que eu olhei, foi um álbum com algumas fotos de comemorações, ou simples reuniões de amigos, principalmente do ensino médio. Posso confessar? Eu chorei muito! Pode ser que nesse dia eu estivesse mais sensível, mas a verdade é que dói quando nos lembramos de momentos bons, vividos com pessoas únicas e muito especiais, mas, que de alguma forma, estão separadas de você, mesmo que a distância física seja pequena, ou, simplesmente, por saber que esses momentos não voltarão mais. O fato é que conforme crescemos, amadurecemos e fazemos nossas escolhas de vida, nossas relações interpessoais também vão se modificando, bem como nossa postura. Desse álbum, especificamente, ainda carrego todos os amigos que lá estão, se não dá pra gente se encontrar, nos telefonamos, mandamos e-mails, mas nunca perdemos contato, porque essas, eu tenho certeza (ou não?! rs) que serão amizades que durarão enquanto eu viver.
Outro dia, recebi a notícia de que o casamento do qual fui “florista” (minha “primeira vez”, inclusive) tinha terminado. Então parei para pensar no quanto é importante darmos valor ao presente, ao que estamos vivendo no agora. Também pensei no quanto devemos pensar bastante antes de tomarmos algumas decisões, antes de nos deixar levar pelos impulsos. (Não digo isso generalizando, em relação a casamentos, porque esse do qual fui dama de honra, por exemplo, sei que foi com muito amor e de caso bem pensado). Mais uma vez, a vida é feita de momentos. Esse momento, essa emoção de menininha tímida entrando por um tapete vermelho no centro de uma Igreja com muitas pessoas observando e fotografando, é único e mais um para ser compartilhado, e que enquanto minha memória estiver sadia irá fazer parte das minhas lembranças infantis. E os vários momentos vividos por esse “ex-casal”, que sempre irão fazer parte das lembranças de ambos.
Infância essa que também já passou. Dá até um pouco de medo quando alguém pergunta minha idade e tenho que responder: “18 anos”. Confesso que muitas vezes já me enganei por 5 segundos, hesitei, fiquei pensativa e quase cheguei a ponto de fazer contas, às vezes parece que bloqueios são criados na nossa mente, principalmente quando não se quer aceitar, ou não está compatível com nossas idéias. O tempo vai passando e nem percebemos. Quando penso que já estou no segundo ano de cursinho, que meus planos foram por água abaixo, que eu não sei o que vai ser da minha vida nos próximos meses, que eu não sei se vou conseguir, que eu não sei que caminho vou percorrer, que eu estou crescendo, que meus amigos estão seguindo por caminhos diferentes, que pessoas que eu gosto estão se distanciando aos poucos, que meu irmão já não é mais aquele bebê que eu cuidava, trocava fralda e pegava no colo, posso dizer que dá um grande aperto no coração, uma reviravolta na minha cabeça, uma falsa idéia de tempo, uma vontade de ter feito tudo diferente e, principalmente, uma grande vontade de mudar a noção de tempo! Porém, como eu sei que assim como mudar o mundo, mudar o tempo é mais difícil ainda, deixo isso para o mundo das idéias ficar refletindo tudo isso. Por fim, mais uma vez, a vida é feita de momentos, sejam eles bem aproveitados ou não, é assim que funciona.
Definitivamente, tudo na nossa vida não passa de momentos. Cabe a nós aproveitá-los ou não. Há os momentos de tristeza, de alegria, de solidão, de preguiça, de cansaço, de descanso, de hiperatividade, de ansiedade, de tranqüilidade, de estresse, de preocupações, de despreocupações, de leituras, de sono, de festas, de celebrações, de confraternizações, de reuniões, de bares, de cinemas, de boates, de aniversários, de escola, de faculdade, de grandes realizações, de fracasso, de sorte, de azar, de amor, de simplicidade, de comilança, de morrer de fome, de doença, de ressaca, de músicas, de shows, de saúde, de esportes, de TV, de rádio, de insanidade, de loucura, de pura felicidade, de humor, de mau humor, de indiferença, de discussões, de previsões, de exagero, de ausência, de saudosismo, de incompletude, de completude, de tédio, de revolta, de timidez, de estudo, de liberdade...e quantos mais sua vida lhe apresentar!
Para ilustrar o texto e todos os pensamentos que permeiam esse tema, aí vai uma música - bela música, que diz muita, muita coisa mesmo, e de tocar o coração até mesmo dos mais "fortões" e nada sensíveis, rs:
Esse video é simplesmente lindo e muito emocionante, eu amei! São essas coisas que nos fazem feliz, que enchem nossos olhos, que nos trazem sentimentos bons, que enchem nossos corações...é, posso estar exagerando, mas acontece que eu admiro muito as relações familiares, acho muito importante para uma criança ter uma família bem formada, unida, que todos se amam. E esse video é um exemplo das boas relações entre pai e filha, e um exemplo lindo, porque é muito engraçadinha a menininha cantando, e a música, nem se fala né, bela também! Foi um "achado" maravilhoso esse video, trouxe-me boas lembranças, boas energias e espero que esse tipo de "energia" também atinja vocês! *-*
Ou não. Quem já leu algo desses textos aleatórios que eu publico por aqui, se atento, foi capaz de perceber que não sou muito fã das leituras de "autoajuda", pois é, ainda continuo não sendo muita fã. Em alguns momentos de descanso parei para perceber o que andava escrevendo, e vi que não passavam de palavras escritas para me "autoajudar". Posso não gostar de ler (e tenho inúmeros motivos para isso!), mas pelo jeito estou gostando de escrever. Não que meu objetivo principal seja ajudar alguém, pelo contrário, escrevo porque me faz bem, escrevo para beneficiar a mim mesma. Alguns podem até achar que é egoísmo, entretanto, foram com essas intenções que eu comecei a escrever, por prazer, por me fazer feliz e melhor, o fato de servir para ajudar alguém, entrou por tabela, em segundo plano, nem imaginava que um blog poderia ter tantos acessos e seguidores (não estou me referindo ao meu, estou generalizando, rs). Assim como eu vejo que muitos dos que escrevem livros de autoajuda primeiro pensam no dinheiro, pelo que eu analiso ainda não vi nehuma Madre Teresa de Calcutá em meio a esses, ou um São Francisco de Assis, pelo contrário, ganham milhões com palestras, livros e "participações especiais" simplesmente porque "praticam o bem, ajudam o próximo", acho que só esqueceram-se daquela parte: "sem ver a quem", ou melhor, eles nem veem mesmo! rs De qualquer forma, qualquer literatura é válida, tem sua importância, seu papel na sociedade.
Aonde quero chegar com tudo isso? Simples. Sabe quando você se sente desanimado, nostálgico, melancólico e todas essas espécies de sentimentos misturados? Pois então, ultimamente tenho me sentido assim, por mais que me esforce para "melhorar", é tudo em vão. Aquelas horas que você não sabe de onde tirar forças, o que fazer, como agir e, principalmente, como reagir. Eis que você tira um momento de ócio no seu dia e vai passar o tempo futricando comunidades no orkut (tem cada uma...) e, então, se depara com o perfil de um jovem, da sua cidade, que acaba de ser aprovado no vestibular da federal para medicina (aquele sonho que eu ainda não realizei...e também não tenho a mínima noção de como cheguei ao perfil dele, rs). No início você pensa: "Nossa, que inveja!". E logo após para para ler os escritos por lá. E você pensa: "Nossa, como ele deve estar feliz!", lê mais um pouco e chega na parte "About Me". Surpresa? Um verdadeiro depoimento, com parcelas de autoajuda. Daqueles textos simples que você bate o olho, lê e se identifica na hora, e por consequência, várias coisas, vários filmes, várias "invenções" passam pela sua cabeça. Os filmes de tudo o que você já passou misturados a imaginação das coisas que o rapaz também passou para estar onde está hoje, e ainda tem os filmes que você imagina que acontecerão com você. Não sei se a intenção do menino foi ajudar alguém, mas sei que com aquele texto ele me fez uma pessoa melhor hoje. Mostrando todas aquelas frases clichês, que são como eu digo, por mais que você já tenha ouvido e decorado a maioria e ache ruim ouvir de novo, às vezes é bom relembrá-las, porque, com certeza, fazem todo o sentido, caso contrário, não seriam tão ditas e disseminadas. Entretanto, ele mistura as frases clichês com a subjetividade de quem já passou por aquela situação, viveu na pele e à flor da pele. Como se não bastasse esse "depoimento", um amigo indica um video, do nada, mas que quando você começa a assistir, percebe a intenção e vê que pode ter tudo a ver com sua situação atual. Outra vez, um video de autoajuda, na verdade, mais pra "motivacional" (se é que existe alguma diferença prática nisso, rs).O fato é que você percebe que pode mudar de ideia, e, principalmente, que autoajuda e motivações a parte, podem não ser tão ruins, depende do momento da vida em que você se encontra. Agora, sinceramente, continuo a não gostar de autoajuda, bem que eu tento ler, mas, infelizmente (ou felizmente) não consigo passar das primeiras páginas, rs. Bom, isso agora não importa, o que importa é que certos textos, certos videos, certas palavras, tem momento certo para serem lidos, vistos e ouvidas, se não for nesse momento, não serão bem aceitos.
Resumindo, alguns textos, e-mails e videos que me passaram nessa semana me cairam muito bem, foram bem recebidos e vistos com outros olhos (talves mais maduros, rs). Assim sendo, qualquer ajuda, independente de quem for o ajudante, se foi de propósito ou não, pensando em retorno ou não, é sempre bem vinda. São nesses momentos "cabisbaixos" que percebemos o quanto existem "coisas" importantes em nossas vidas, se não o eram antes, era porque simplesmente ainda não era o momento de serem, assim como algumas pessoas convivem com você por muito tempo, mas só depois de todo esse tempo você percebe o quanto essa pessoa é importante e especial. Posso dizer que a partir de amanhã vou estar melhor. Depois dos relatos que eu li e de ter confirmado, mais uma vez, que nenhum sonho é impossível, desde que você esteja disposto a lutar, a não desistir e, principalmente, a fazer renúnicas por ele, vou transformar-me outra vez, a pedidos da vida!
Quem desejar letra e tradução da música é só clicar aqui!
Só gostaria de frisar alguns trechos: "and hold your own / and go your own way / and everything will be fine / hang on / help is on the way / stay strong"
(Detalhe: reencontrei esse video e essa música através do perfil do meu futuro colega de profissão, rs. Tudo a ver...!)