domingo, 5 de agosto de 2012
Amém!
sábado, 28 de julho de 2012
Agenda telefônica
Enquanto enrolava para fugir da obrigação de ter que dar uma geral no apartamento inteiro (quero virar socialite logo para ter empreguetes e poder viajar /com meus peguetes? talvez/ hahaha) descobri que meu chip simplesmente apagou tudo e mais um pouco do que estava armazenado nele, ou seja, perdi todos os meus contatos da agenda telefônica. No primeiro momento fiquei super chateada, porque alguns contatos não utilizam redes sociais e morando longe fica complicado tê-los de volta à minha agenda. Após um tempo, comecei a filosofar embasada nesse acontecimento...
Ah, pequeno detalhe: meu chip já estava lotado!
(A ordem a seguir não tem relevância, foi apenas a ordem dos meus pensamentos, sem prioridades)
Primeiro: amigos também têm amigos, ou seja, a partir de outros amigos consigo todos os números de telefones de volta, ou 98% deles!
Segundo: sendo eles meus amigos, uma hora ou outra me ligarão ou mandarão uma mensagem e assim poderei armazenar de novo nos contatos.
Terceiro: os que se perderem, ficarem esquecidos por aí, é porque não faziam a diferença na minha agenda, muito menos na minha vida, só ocupavam espaço.
Quarto: já estava na hora de eu dedicar um tempo à minha agenda telefônica e impor prioridades, excluindo quem não faz mais parte da minha vida.
Quinto: há males que vem para o bem, ou melhor, há acontecimentos que nos fazem enxergar através de outros pontos de vistas.
Sexto: conforme o convívio social vou adicionando-os novamente.
Sétimo: observando minha vida do ponto de vista da agenda telefônica descobri que tenho muita dificuldade em me desapegar das pessoas ou das lembranças que eu tenho dessas pessoas. Alguns contatos só estavam lá ainda porque tinha receio de apagar, sempre pensando "ah, mas vai que um dia eu preciso..." ou "quem sabe a gente volta a amizade e etc" ou "vou combinar algo qualquer dia desses". Creio que preciso aprender a aceitar os fatos como eles são, se a amizade adormeceu, se o romance já teve fim, não existem possibilidades de algo voltar a acontecer, a não ser que por alguma reviravolta da vida nos encontremos mundo afora, porém, tornaremos a adicionar os novos contatos na agenda, visto que seremos outras pessoas aos olhos uns dos outros. O tempo nos transforma! Preciso praticar mais a lei do desapego - não só em relação aos contatos!
Oitavo: ainda analisando minha vida a partir desse ocorrido percebi que está muito confusa, sem regras, sem prioridades, basicamente a Deus dará. Com toda a certeza, preciso impor prioridades, escolher melhor quem eu quero que faça parte de mim, da minha história. E, a partir de agora, escolherei melhor quem irei adicionar o telefone novamente na minha agenda. Afinal, não preciso de números, preciso de amigos verdadeiros e companheiros, de amores fieis, de família, e ah, de comida e serviços básicos! (preciso conseguir aquele contato do sanduíche novamente! haha)
Nono: por que parei de passar meus contatos do celular para a agenda de papel? Era mais seguro e até facilitava a guardar os telefones na memória...hoje em dia ninguém sabe o telefone de ninguém de cor e salteado mais! E também usava toda a agenda. Confesso que só sei dos meus pais, do meu irmão mais velho, da fazenda, do hospital da minha cidade de origem, da minha madrinha, os meus e...só... Ó céus, minha memória está pior do que eu imaginava! Alguns amigos eu não sei de cor, mas se eu ver o número eu sei dizer de quem é...isso vale alguma coisa? hahaha
Décimo: acho que fiquei tão chocada com a minha memória que mudei os rumos das minhas vãs filosofias e já não sei mais nada sobre minha agenda telefônica, a não ser que voltarei a escrever no papel...
OBS.: Não quero, nem devo, tornar-me (ainda mais) dependente de tantas tecnologias!
sábado, 30 de junho de 2012
Frágil
Ao longo da vida passamos por inúmeros momentos, os quais, muitas vezes, nos fazem criar uma máscara para não passarmos a real expressão que há em nosso interior. Isso pode ser bom, ou não. Só depende de nós sabermos administrar nossos sentimentos, como também aprendermos a discernir entre o que é máscara e o que é verdadeiro, o que devemos mostrar e o que devemos esconder, e quando. Não significa que somos falsos ou fracos, significa apenas que mesmo inconscientemente encontramos algumas maneiras de fuga do que não nos é conveniente.

sexta-feira, 22 de junho de 2012
Onde andará o meu doutor?
Tatiana Bruscky
aquela dor sem explicação, e uma palpitação,
resolvi procurar um doutor,
fui divagando pelo caminho...
lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
o Meu Doutor que curava a minha dor,
não apenas a do meu corpo mas a da minha alma,
que me transmitia paz e calma!
Chegando à recepção do consultório,
fui atendida com uma pergunta:
“Qual o seu plano? “
Ah, o meu plano é viver mais e feliz!
é dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
e preencher esse vazio que sinto agora!
Mas a resposta teria que ser outra...o meu plano de saúde!
Apresentei o documento do dito cujo
já meio suado, tanto quanto o meu bolso, e aguardei...
Quando fui chamada corri apressada,
ia ser atendida pelo Doutor,
aquele que cura qualquer tipo de dor,
entrei e o olhei, me surpreendi,
rosto trancado, triste e cansado...
será que ele estava adoentado?
é, quem sabe, talvez gripado
não tinha um semblante alegre,
provavelmente devido à febre...
dei um sorriso meio de lado e um bom dia...
Sobre a mesa, à sua frente,
e no seu semblante a sua dor,
o que fizeram com o Doutor?
Quando ouvi a sua voz de repente:
O que a senhora sente?
Como eu gostaria de saber o que ELE estava sentindo...
parecia mais doente do que eu, a paciente...
Eu? ah! sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação
e esperei a sua reação,
vai me examinar, escutar a minha voz
auscultar o meu coração...
para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:
“peça autorização desses exames para conseguir a realização”...
quando li quase morri...
Tomografia computatorizada, ressonância magnética e cintilografia !
ai, meu Deus! que agonia!
eu só conhecia uma tal de abreugrafia...
só sabia o que era ressonar (dormir),
de magnético eu conhecia um olhar...
e cintilar só o das estrelas!
estaria eu à beira da morte? de ir para o céu?
iria morrer assim ao léu?
naquele instante timidamente pensei em falar:
terá o senhor uma amostra grátis
de calor humano para aquecer esse meu frio?
que fazer com essa sensação de vazio? e observe, Doutor,
o tal Pai da Medicina, o grego Hipócrates, acreditava que
A ARTE DA MEDICINA ESTAVA EM OBSERVAR.
bem verdade que o juramento dele está ultrapassado!
médico não é sacerdote...
tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano...
mas, por favor, me olhe, ouça a minha história!
preciso que o senhor me escute, ausculte
e examine!
Estou sentindo falta de dizer até aquele 33!
não me abandone assim de uma vez!
procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!
alimente a minha mente e o meu coração...
me dê, ao menos, uma explicação!
O senhor não se informou se eu ando descalça... ando sim!
gosto de pisar na areia e seguir em frente
deixando as minhas pegadas pelas estradas da vida,
estarei errada?
ou estarei com o verme do amarelão?
existirá umas gotinhas de solução?
Será que já existe vacina contra o tédio?
ou não terá remédio?
que falta o senhor me faz, meu antigo Doutor!
cadê o Sccot, aquele da Emulsão?
que tinha um gosto horrível mas me deixava forte
que nem um Sansão!
e o Elixir? Paregórico e categórico,
e o chazinho de cidreira,
que me deixava a sorrir sem tonteiras?
será que pensei asneiras?
sinto saudades
dos seus ouvidos para me escutar,
das suas mãos para me examinar,
do seu olhar compreensivo e amigo...
do seu pensar...
o seu sorriso que aliviava a minha dor...
que me dava forças para lutar contra a doença...
e que estimulava a minha saúde e a minha crença...
sairei daqui para um ataúde?
preciso viver e ter saúde!
por favor, me ajude!
Oh! meu Deus, cuide do meu médico e de mim,
caso contrário chegaremos ao fim...
porque da consulta só restou uma requisição
digitada em um computador
e o olhar vago e cansado do Doutor!
precisamos urgente dos nossos médicos amigos,
a medicina agoniza...
ouço até os seus gemidos...
Por favor, tragam de volta o meu Doutor!
estamos todos doentes e sentindo dor...
e peço, para o ser humano, uma receita de calor,
e para o exercício da medicina uma prescrição de amor!
domingo, 7 de agosto de 2011
Análises
Embora pareça que este blog foi jogado ao vento, não é verdade. O que acontece é que mudanças ocorrem, nosso jeito de pensar muda, o que era importante ontem pode não ser hoje, o que antes era prioridade hoje é praticamente insignificante, porque, na verdade, vivemos e sobrevivemos, de acordo com o que a vida nos designa a viver. É certo que ela sempre nos apresenta opções de escolha, e a cada decisão tomada nossa vida segue por um caminho, mas, nem sempre as escolhas feitas nos levam para onde queremos ou um dia sonhamos. E, levando em consideração as escolhas a mim apresentadas e as que eu fiz, fui levada para longe do blog por um tempo. Postei pouca coisa esse ano, isso é fato, mas nunca o esqueci, sempre que entrava na internet uma das primeiras páginas visitadas era ele, o fruto do meus sentimentos, pensamentos e pausas – e que nostalgia batia, viu?! Também tem os leitores, que não deixam o blog ser esquecido.
Minha vida está diretamente relacionada ao tempo – acho que a de todos nós. Em cada fase da vida enxergamos e trabalhamos com o tempo de forma particular. Quando crianças bem pequenas, nem sabemos do que se trata. Crescemos um pouquinho e, pronto, não estamos satisfeitos com nossa idade, invejamos nossos primos e irmãos mais velhos. Quando chegamos na idade desejada com a qual sonhávamos quando crianças/pré-adolescentes, nos assustamos e, pior, percebemos que nada daquilo que pensávamos era a verdade, tudo não passou de ilusão, e o tempo agora é dividido nas horas passadas na escola e nas horas fora da escola (que incluem o início de uma vida social e os estudos um dia antes das provas – embora eu raras vezes tenha deixado pra estudar na véspera, rs). Como dizem por aí, se algo ruim te acontece, ainda pode piorar, então, nos tornamos adultos e vemos que no nosso processo de formação não tínhamos teorias a estudar sobre a vida adulta e suas consequências, nesse momento já estamos cientes de que o tempo, além de subjetivo, passa mais rápido do que esperávamos. Eu ainda estou nessa fase, mas pelo que observo, depois que crescemos ainda mais, o tempo parece ficar realmente escasso, a vida está a todo vapor e a nossa vontade é poder agarrar o tempo, nem que fosse por uns 15 minutinhos. Chegamos na casa dos 60/70 e começamos a fazer análises da vida, do que passou, já conversamos dizendo “no meu tempo”, “naquela época”, e a cada aniversário o temor aumenta, pois segundo meu avô: “não sei porque comemorar aniversário, se a cada vez estamos mais perto da morte”. Mas, talvez nada disso seja verdade, até mesmo porque, existem as exceções e o modo de enxergar a vida é particular, variando de pessoa a pessoa. De qualquer modo, a única certeza, que vem junto da certeza da morte, é a de que o tempo passa. Diante de tal fato surgem perguntas – a maioria retórica, diga-se de passagem –, em respeito ao modo que estamos levando a vida, se estamos no caminho certo e aproveitando nosso tempo de vida. Quem nunca refletiu sobre isso? Pelo menos nos finais de ano tenho certeza que essas dúvidas existem! Pode parecer que tudo o que disse até agora foi embromação, mas, não foi. Apenas quis dizer o quanto o tempo é vago e preenchido, simultaneamente. O que ocorrre é que ainda não sabemos lidar com ele, um dia estamos atrasados, no outro estamos adiantados, mais a frente lamentamos, outras vezes arrependemos, e diante disso tudo, pensamos: “seria tão bom se o tempo voltasse” ou “seria tão bom se as horas passassem logo”, ou seja, nunca estamos no tempo certo, embora as pessoas insistam em dizer às outras que “tudo tem seu tempo”. Para mim tem sido muito difícil lidar com o tempo, em todos os sentidos, a médio e a longo prazo. Nunca estou feliz com o dia de estudos, porque sempre fica aquela perturbação de que não deu tempo de estudar aquela matéria, de que a outra está atrasada, de que as listas estão acumulando e, para piorar, você tem a certeza de que é impossível resolver todas. Depois vem aquela história de idade adulta, de maioridade, o tão festejado 18 anos, que, particularmente, não gostei muito, afinal, nos meus planos, com essa idade já era para estar na faculdade, numa vida um pouco diferente da que tenho hoje. Assim, mais uma vez o tempo age sobre mim, acabando com meus planos, desfazendo minhas metas, trazendo desilusões e decepções. Muito pessimismo e desânimo? Prefiro acreditar que a realidade é assim mesmo e que a única pessoa capaz de transformá-la sou eu, um ser humano frágil e pequeno diante da imensidão de possibilidades e caminhos que é a vida. Voltando ao assunto principal, que desencadeou todas essas ideias, fui praticamente obrigada a me afastar do blog nesses últimos meses, e vocês já sabem quem me obrigou, não poderia ser diferente, né Sr. Tempo?
O tempo não foi o único fator que me afastou do blog nesse período. Confesso que algumas mudanças interiores consequentemente não me deixaram escrever muito. Muitas dúvidas me cercearam nesse último semestre, o que, na maioria das vezes, não me permitia ter naturalidade, organicidade, tranquilidade e certeza para escrever. Dúvidas sobre o que eu penso, sobre o que digo, aconselho e o que pratico, sobre autenticidade, sobre o certo e o errado, sobre o bom e o ruim e outras dúvidas maniqueístas, existenciais e filosóficas. Creio que essas dúvidas foram desencadeadas pelas sessões de análises que comecei a fazer com A psicóloga, além disso, pela lógica, como usava o blog para “despejar” meus sentimentos, pensamentos e, de certa forma, melhorar minha vida e minha mente, nas sessões com a psicóloga já fazia isso, o que diminuia um pouco a importância e a prioridade do blog na minha vida repleta de incertezas e “falta” de tempo. Uma das maiores e mais problemáticas buscas desse período foi a tentativa de ir ao encontro do meu eu interior, desfazendo-me das máscaras pelo caminho, com a certeza de que mesmo assim, no fundo, sempre vai ter aquela pontinha de dúvida me perguntando: “quem sou eu?”. O trabalho ainda não terminou e é bastante complicado e longo, por isso, ainda não estou em completo contato com meu eu interior, muito menos sei quem sou eu. Entretanto, senti que muitas transformações ocorreram perante meus olhos e dentro da minha mente, e já tenho a certeza de que a cada dia transformo-me mais e torno-me uma pessoa diferente, talvez, isso seja sintoma de maturidade. Saber enxergar a vida, compreender o máximo possível, ter calma e paciência, saber lidar com as adversidades, conseguir viver em sociedade relacionando-se bem com todos, ir em busca de respostas, respeitar limites e vontades, tentar encontrar motivos para as ações praticadas, tudo isso e muito mais, fazem parte de um trabalho profundo e incessante que todo homem deveria fazer, não precisa ir em consultórios psicológicos ou psiquiátricos, basta se perguntar o por quê das coisas e situaçoes, trabalhar mais a mente e abrir a cabeça para o novo, para o conhecimento, mas, principalmente, estar disposto e apto às transformações. Portanto, devido à maneira intensa como eu vivi no último semestre, escrever no blog ficou em segundo plano. Felizmente, com a ajuda da análise, de pessoas a minha volta e minha disposição em evoluir e melhorar, consegui retornar a um estado de espírito melhor, fui capaz de superar grandes verdades, dúvidas e problemas, não consegui voltar a ser aquela menina que criou esse blog – nem pretendia, no entanto, consegui crescer e amadurecer, o que não me impede de continuar a escrever e transmitir meus pensamentos, minhas opiniões e meus sentimentos, só que de um modo diferente de outrora – talvez nem tão diferente assim, visto que esse texto está ficando enorme, prolixo e carregado de impressões e experiências pessoais como os outros textos iniciais do blog…a verdade é que aquela menina de antes faz parte de mim e estará sempre presente na minha vida!
Acredito que por hoje já está de bom tamanho essas informações e explicações, como percebem, minha sinceridade continua a mesma, bem como minha mania de explicar tudo tim-tim por tim-tim. Apenas gostaria de esclarecer o momentâneo desamparo sofrido pelo blog, e afirmar que ele é muito importante pra mim, é parte de mim, do meu eu, e adquiriu um grande espaço na minha vida, portanto, é praticamente impossível que eu consiga me separar dele, pelo menos por enquanto, enquanto eu ainda sou essa pessoa de hoje, vai que amanhã algo mude, não é mesmo?! Pode até ser que os fatores não tenham sido só o tempo e as mudanças a nível mental, uma preguiça de escrever e pensar depois de muito estudo, ir ao cinema ao invés de me entreter na internet, enfim, como já disse, são muitas escolhas, que nos levam a diferentes caminhos…inclusive, meu plano era explicar ainda mais, mas, escolhi que por hoje chega, fica para a próxima…
domingo, 12 de junho de 2011
O lado cômico do vestibular
Como já faz um tempinho que não atualizava o blog, pensei em inúmeras maneiras de o fazer. Para primeiro post de junho, no dia dos namorados, por que não falar sobre essa data? Não, todo mundo vai falar, melhor fazer algo diferente. Que tal um conto, suave, bonito e inteligente? Talvez. E o vestibular que você prestou domingo, cujos detalhes estão ativos na memória? Sim, uma abordagem diferente, pode ser legal! Pronto, decidi!
Véspera e dia de vestibular são momentos de comicidade para muitos. Na véspera você se sente nervoso e ansioso, seu estômago já está te incomodando, sente que está precisando se expressar, se libertar de tudo o que te sufoca. Alguns choram, outros cantam, há os que dançam, tem aqueles que escrevem, os que vão para a balada (não indico!), os que precisam "dar uma última olhadinha no caderno", os que dormem o dia inteiro, aqueles que vão ao cinema ou apenas passear no shopping ou parque, uns que se trancam no quarto, outros que se reúnem com a família, aqueles que vão à igreja, enfim, cada um tem seu "ritual" de véspera de prova. Qual o melhor? Bom, cada um sabe de si, o melhor programa é aquele que vai te ajudar, que te fará sentir-se melhor e pronto pra "fechar" a prova no outro dia! No dia do vestibular, o que te incomodava na véspera, agora te desespera. Lógico que sempre tem aqueles tranquilos, que não se importam com nada, do tipo "tanto faz, tanto fez", que chegam a dormir durante a prova e estão o tempo inteiro sorrindo. Mas, a maioria, sente-se pressionada, sufocada, insegura, com medo de não conseguir obter êxito, da não realização de um sonho, dos julgamentos alheios. É nessa hora que os amigos e a família ajudam bastante, pena que muitos não reconhecem o valor e a importância que possuem na vida de alguém. Na verdade, ninguém é feliz no dia do vestibular, nem os mais confiantes, que se dizem com um pé dentro da faculdade, nem aquele candidato que fecha a prova tem certeza que vai conseguir, afinal, "tudo pode acontecer", "já fiz cursinho mesmo, pra fazer de novo não custa muito", muito menos o que se diz tranquilo ou passa essa ideia, porque tranquilo mesmo, ninguém fica, já que a prova é incerta, e diante das incertezas da vida, é impossível ter calma. E assim as coisas vão se encaminhando até o dia da divulgação dos resultados, pois, somente nesse dia tem-se a certeza do sucesso ou do fracasso, porque dentro dentro de si, todos tem a esperança brilhando.
Depois desse relato generalizado, vou direto ao ponto. Quem já prestou vestibular sabe que sempre acontece alguma coisa que te faz cair na risada (depois da prova, porque antes você fica tentando imaginar as questões e as respectivas resoluções - é uma pena que a gente custe a acertar nas adivinhações!). Depois de alguns ocorridos no último domingo, antes, durante e depois do vestibular da UFT, peguei-me recordando momentos "alegres" que já presenciei nas minhas maratonas prestando vestibular.
1. Os Novatos: Tem sempre aqueles novatos (diga-se os candidatos que estão prestando vestibular pela primeira vez) que não leem o edital. E então chegam totalmente desorganizados para realizar a prova, com alguns desrespeitos ao edital, usando boné, por exemplo. Os fiscais se aproximam e eles enchem os fiscais de perguntas, cujas respostas eles saberiam se estivessem se informado melhor antes. Chamam a atenção de todos pela curiosidade, ou medo de cometer algum erro e ser desclassificado antes mesmo de começar a prova. Alguns ficam muito nervosos e não compreendem o próprio sentimento, por ser a primeira vez sentindo aquela sensação que só quem já passou por isso sabe, por isso, ficam um pouco descontrolados, o que também chama a atenção. Enfim, é possível reconhecer alguns marinheiros de primeira viagem facilmente.
2. Os Super Comunicativos: Aquelas pessoas nervosas - ou não, prefiro acreditar que é nervosismo do que aceitar a existência de pessoas tão sem noção-, que não conseguem se conter e iniciam conversas com o desconhecido que está ao lado. Na maioria das vezes puxam assuntos sem pé nem cabeça. Geralmente são essas pessoas que riem demais, alto e desnecessariamente, que acham que já tem intimidade, que querem descobrir tudo da vida dos concorrentes, que ficam oferecendo balinhas, chicletes e chocolates, começam a dividir suas vidas e, pior, tentam passar o telefone, o orkut, o msn, o facebook, para se comunicarem e dizerem se foram aprovados...vai entender, né?!
3. Os "piqueniqueiros": Por falar nisso...sempre tem os ansiosos de plantão que não se contentam com uma simples barrinha de cereal e levam pacotes de bolachas recheadas, caixas de bombons, barras de chocolate, refrigerante, energético, uma caixa de balinha e inúmeros chicletes, é tanta guloseima que muitas vezes levam numa sacola - sacola, não sacolinha!. Como dizem alguns conhecidos: "tem gente que vai pra prova só pra comer e não fazer!". Lógico que todos estão ansiosos, mas, acredito que essa comilança, ou piquenique, mais atrapalha que ajuda. Além do quê, não atrapalha só o candidato mas todos que estão na sala, porque, convenhamos, é insuportável quando alguém fica o tempo inteiro abrindo esses pacotes, fazendo aquele barulhinho irritante, pior ainda quando tenta esconder e vai aos poucos, devagarinho...
4. Os modelos: Quanto às roupas...aaah se eu pudesse tirar fotos! Tem umas pessoas que sentem necessidade de aparecer e chamar atenção, isso é fato, mas no vestibular é demais! Esse tópico é voltado principalmente às meninas, aquelas que vão com a ideia de seduzir um fiscal, com super decotes, ou "barriguinha" a mostra - mesmo fora de forma!, mini-saias - daquelas que você não acredita que a pessoa vai ter coragem de sentar! Compreendo que devemos ir do jeito que acharmos melhor, confortáveis, entretanto, também acredito que é preciso ter bom-senso, né?! Já presenciei meninas de bota de cano alto em pleno verão goiano também, melhor nem comentar! Os meninos nesse quesito não aparecem tanto, ao menos nas minhas observações. Algumas se produzem tanto que você até imagina "essa aí nem dormiu, veio direto da festa". Maquiagem exagerada, roupa exagerada, acessórios exagerados, e eu só gostaria de uma coisa, que minhas notas sejam exageradas!
5. O plac-plac: Pior que maquiagens, roupas e acessórios exagerados, que além de alguma poluição visual não causam mais nada, é o salto alto. Sim, o salto alto de algumas fiscais, principalmente, é horrível. Elas ficam andando, verificando, observando, e o salto lá, marcando mais presença que a própria dona, com aquele barulho plac-plac-plac enquanto você está tentando resolver aquela questão absurda de física. Então, fica a dica, para fiscais e candidatas, não vão de salto alto, ok?!
6. Os necessitados: O nervosismo muitas vezes faz com que o organismo se desequilibre, assim sendo, não são poucos os candidatos que necessitam ir ao banheiro ou beber água de meia em meia hora, nesse caso, eu apenas digo o que dizem: "se não fosse trágico, seria cômico!"
7. Os Fotógrafos: Recentemente, numa prova de vestibular, uma menina - muito alegre diga-se de passagem - levou sua máquina fotográfica e chamou os "colegas" da sala de prova para tirarem uma foto de recordação!! Ao saber dessa história, foi impossível não rir, e fiquei sabendo a partir de uma testemunha que estava na mesma sala que a menina feliz! Agora me pergunto, como pode uma coisa dessas? O que ela tem na cabeça? Sem contar que o porte desse tipo de equipamento causa eliminação. Portanto, caros candidatos, nunca inventem de querer tirar fotos no local de prova, não há necessidade disso, apenas passem no vestibular que todos irão saber que você fez a prova...
8. Os tranquilões: Os mais tranquilos chegam com boné, óculos escuros (sem prescrição médica), aparelhos eletrônicos e mascando chiclete de boca aberta. Aí, os fiscais se aproximam com as informações de proibições e consequências. Eles tiram o boné e deixam a mostra o cabelo desarrumado, colocam o óculos escuro e o celular dentro do boné no chão, ou, no saquinho disponibilizado, continuam mascando chiclete de boca aberta. Fazem a prova como se fosse algo normal, chegam e saem sorrindo. Geralmente vão de bermudões e chinelo. Você percebe que ao sair eles já tem um esquema ajeitado (uma festa pra ir, por exemplo). E, provavelmente ele tomará sua vaga, porque está tranquilo, relaxado, e você nervoso, pense nisso também!
9. Os derradeiros: Sempre tem aqueles que chegam de última hora, esbaforidos, com suor escorrendo, cara de cansados e assustados. Não são tão cômicos devido a situação, visto que por pouco eles perderiam a prova, mas, sem hipocrisia, a pessoa chega com uma cara engraçada. Alguns riem de nervosismo, rezam, vão contar a história, ficam vermelhos de vergonha e constrangimento. Também tem os que perdem a hora e não fazem a prova. É complicado isso, porque você estuda o ano inteiro para àquele momento, conta os meses, os dias, as horas e quando chega você simplesmente vacila?!! Nem que tenha que sair 1 dia antes de casa, se é o que você quer, tem que correr atrás, ou melhor, tem que ir com calma, chegar com antecedência, se concentrar e preparar, não dá para deixar tudo de última hora!
10. Os curiosos: Também ocorre de nos depararmos com candidatos que não estão corretamente ou tecnicamente preparados para a prova. Mesmo com todas as informações nos cartões resposta, com as informações que os fiscais transmitem, com as explicações dos editais, não param de fazer perguntas. Tiveram alguns que também erraram e fizeram o maior escândalo na minha sala, uma menina, por exemplo, simplesmente resolveu as 2 provas de lingua estrangeira e marcou as 2 no gabarito, sendo que deveria ser só uma, a que escolhemos no momento da inscrição, desse modo, a matéria que tinha pra marcar depois da prova de língua estrangeira, ela não marcou, ou seja, com gabaritos trocados e errados, ela não tinha chance. Vale a pena perguntar quando se tem dúvida, lógico, mas como vestibulandos devemos ler os editais, se informar antes da prova.
11. Os excessivamente inseguros: Alguns candidatos sentem-se mais confortáveis e preparados se estudarem até os 30 segundos antes do início das provas, daí, levam cadernos, livros, apostilas, chegam cedo, ficam lendo, escrevendo, falando em voz alta, entram pra sala, sentam e continuam, até o fiscal chegar e mandar guardar. Pode até ser que ajude, mas, é difícil né colegas?! Você vai fazer a prova com o que você sabe de verdade, com o que está guardado na sua mente, com o seu cérebro exercitado durante todo o ano. Não dá para aprender muito na reta final, concordemos...
Bom, provavelmente esqueci de alguns, deixei de contar alguns casos, mas, o que vale é a intenção, não é mesmo? Se alguém aí quiser completar, comentar, discordar, concordar, só deixar nos comentários. De qualquer forma, acreditem, tudo o que está aqui é a verdade. E, por favor, você que vai prestar vestibular, prepare-se beeeeeeem antes, pra não passar vergonha, não correr o risco de ser eliminado, não atrapalhar os outros que também deram duro ou não virar história contada num blog...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Nem tudo é perfeito...
Primeiramente refiro-me à cidade do Rio de janeiro - a célebre "Cidade Maravilhosa" - conhecida internacionalmente pela sua beleza, que recebe milhares de turistas todos os anos e será palco de grandes acontecimentos esportivos. Mas, que ultimamente, também tem ganhado notoriedade pelas atrocidades que acontecem por lá, principalmente no que se refere às favelas, drogas e atos de violência urbana, infelizmente. Eis que a cidade perde, dia-a-dia, seu brilho de maravilhosa...Acredito que todos ficaram chocados, indignados, sensibilizados com o ocorrido na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no RJ. Tenho que confessar que lágrimas escorreram dos meus olhos quando assisti às reportagens nas emissoras televisivas. Arrepiei-me muito quando um menino contou que o assassino estava matando colegas ao seu lado, e, a única coisa que ele fazia era rezar, pedir proteção a Deus, e, enquanto isso o atirador virou-se para ele e disse que se acalmace, pois não atiraria nele e ele ia sobreviver. Fiquei indignada ao ver que as emissoras tiveram coragem de transmitir o sofrimento de uma mãe telefonando ao pai da filha avisando-o da morte da menina, um momento como esse não deve tornar-se instrumento de sensasionalismo, acho que tudo tem limite, posso até estar exagerando, mas, num momento como esse, acredito que o que a família mais deseja é privacidade, ou não, talvez nem pensem nisso diante do tamanho do sofrimento e da dor que as assolam, de qualquer forma, acho errado esse tipo de comportamento por parte das emissoras. Fiquei chocada com a crueldade, com o modo como tudo foi planejado e friamente executado, porém, não gostei quando alguns programas e cia chamarem o atirador de monstro. Sabe, creio que o termo monstro não se encaixe nesse caso, ele era um homem, sim, um homem com problemas psíquicos, patologias mentais, doente, que precisava de ajuda, ele não era um monstro, para mim, monstro são aqueles que tem plena consciência do que estão fazendo, sem vozes falando ao pé do ouvido, e fazem o mal por mero gosto e prazer. Wellington Menezes de Oliveira, ele também tinha um nome, uma cidadania. Acredito, ainda, que de todas as almas, a que mais precisa de orações é a dele, a que mais está sofrendo, é a dele, não é porque ele fez uma atrocidade de tal proporção que devemos esquecer de orar por ele, pelo contrário, é pela dele que devemos dedicar nossas orações - obviamente que não vamos deixar de rezar pelas crianças. Eu lamento muito, muito mesmo, essa tragédia, a morte de crianças inocentes, que não tiveram a chance de se defender, de escolher viver e aproveitar mais do que uma década de vida. Lamento pela história desse assassino, pois foi ela a motivação para que tudo ocorresse. Lamento pela nossa impotência em reconhecer o quanto as pessoas a nossa volta estão sofrendo, estão doentes e, então, não as ajudamos. Lamento que a linha entre morte e vida seja tão tênue e frágil. E, mais, que a vida seja tão imprevisível a ponto de não podermos nos despedir das pessoas que amamos.
"Segundamente", quero dizer que hoje foi um dia muito interessante, e, conforme tudo caminhar, será o marco para o início de mudanças na minha vida. Conheci uma pessoa que logo no início da nossa conversa me disse: "olha só, ninguém é perfeito!". Frase clichê? Talvez. O problema está no fato de que mesmo sabendo disso não nos damos por satisfeitos, não conseguimos nos conformar com essa situação, e, sempre restam dúvidas. Será mesmo que a perfeição é inatingível? Será mesmo que os meus sonhos não podem se realizar? Se ninguém é perfeito, por que alguns julgam-se perfeitos e são felizes? É só questão de auto-estima? Por que para muitos tudo parece tão fácil? Percebo que, às vezes, nos preocupamos demais com o jeito de ser dos outros, com a vida dos outros, afinal, a grama do vizinho é sempre mais verde e bonita, não é mesmo? E, muitas dessas vezes, não nos damos conta do que essas pessoas já passaram para chegarem aonde estão. Prefiro não me estender muito quanto ao sentido de perfeição, porque, na verdade, ainda estou "digerindo" essa ideia e é difícil falar sobre isso, teria que pensar e refletir sobre vários pontos para chegar a uma ideia final, ou não, já que, quando nos referimos a mim, ideia final torna-se um tanto contraditório, rsrs, e, no momento, não estou muito voltada para as respostas, confesso, dá um pouco de medo e receio, e também requer pensamentos profundos, o que vai contra a minha ideia de descansar um pouco a minha mente. De qualquer forma, quem nunca lutou, ou luta, pela perfeição? Quem nunca foi em busca, ou, está em busca dela? A perfeição pode adquirir inúmeras definições, facetas, pode variar de uma pessoa à outra, é simplesmente mutável. Então, como conviver com algo que sofre mutações constantes? É...como perceberam, trago mais dúvidas do que soluções, como disse, ainda acho complicado falar sobre isso, nem sei por que adiantei esse assunto...deve ser porque acho um assunto muito importante, que pode nos ajudar, nos ensinar e, assim, aprendemos a viver melhor nossas vidas, nosso cotidiano. Pois, fiquem com as perguntas retóricas, pelo menos vale a reflexão que advém delas.
Hoje não vou me prolongar - mais - , passei aqui somente porque senti essa necessidade de compartilhar alguns dos meus pensamentos e sentimentos do momento. Também, para deixar uma pequena opinião a respeito do que aconteceu no RJ, até mesmo porque, se eu fosse dizer tudo o que penso e toda a minha análise sobre esse fato, ninguém leria de tão grande ficaria o post, rs. Compreendo que estou longe da perfeição, isso me chateia um pouco - ou muito - , mas, continuo a tentar alcançar o mais próximo disso, - o que eu sei que para muitos pode ser considerado um erro - e, sobretudo, deixar que vocês descubram um sentido para a perfeição de vocês e também iniciem uma busca pelo mais próximo da mesma, se não sentirem necessidade disso, considerem-se grandes sortudos, como já disseram um dia: "Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões", ou, ao menos saibam - afinal, não quero ser responsável por maiores problemas na vida de alguém, longe disso: "A culpa existencial do homem consiste no seu fracasso em cumprir a exigência de realizar todas as suas possibilidades". - Sim, eu já tinha essa frase na minha cabeça há um tempo, mas, só hoje, diante de alguns ocorridos, dei-me conta do quanto isso é verdade e faz parte da minha vida...
sábado, 5 de março de 2011
Às vezes mudamos de opinião...
Aonde quero chegar com tudo isso? Simples. Sabe quando você se sente desanimado, nostálgico, melancólico e todas essas espécies de sentimentos misturados? Pois então, ultimamente tenho me sentido assim, por mais que me esforce para "melhorar", é tudo em vão. Aquelas horas que você não sabe de onde tirar forças, o que fazer, como agir e, principalmente, como reagir. Eis que você tira um momento de ócio no seu dia e vai passar o tempo futricando comunidades no orkut (tem cada uma...) e, então, se depara com o perfil de um jovem, da sua cidade, que acaba de ser aprovado no vestibular da federal para medicina (aquele sonho que eu ainda não realizei...e também não tenho a mínima noção de como cheguei ao perfil dele, rs). No início você pensa: "Nossa, que inveja!". E logo após para para ler os escritos por lá. E você pensa: "Nossa, como ele deve estar feliz!", lê mais um pouco e chega na parte "About Me". Surpresa? Um verdadeiro depoimento, com parcelas de autoajuda. Daqueles textos simples que você bate o olho, lê e se identifica na hora, e por consequência, várias coisas, vários filmes, várias "invenções" passam pela sua cabeça. Os filmes de tudo o que você já passou misturados a imaginação das coisas que o rapaz também passou para estar onde está hoje, e ainda tem os filmes que você imagina que acontecerão com você. Não sei se a intenção do menino foi ajudar alguém, mas sei que com aquele texto ele me fez uma pessoa melhor hoje. Mostrando todas aquelas frases clichês, que são como eu digo, por mais que você já tenha ouvido e decorado a maioria e ache ruim ouvir de novo, às vezes é bom relembrá-las, porque, com certeza, fazem todo o sentido, caso contrário, não seriam tão ditas e disseminadas. Entretanto, ele mistura as frases clichês com a subjetividade de quem já passou por aquela situação, viveu na pele e à flor da pele. Como se não bastasse esse "depoimento", um amigo indica um video, do nada, mas que quando você começa a assistir, percebe a intenção e vê que pode ter tudo a ver com sua situação atual. Outra vez, um video de autoajuda, na verdade, mais pra "motivacional" (se é que existe alguma diferença prática nisso, rs).O fato é que você percebe que pode mudar de ideia, e, principalmente, que autoajuda e motivações a parte, podem não ser tão ruins, depende do momento da vida em que você se encontra. Agora, sinceramente, continuo a não gostar de autoajuda, bem que eu tento ler, mas, infelizmente (ou felizmente) não consigo passar das primeiras páginas, rs. Bom, isso agora não importa, o que importa é que certos textos, certos videos, certas palavras, tem momento certo para serem lidos, vistos e ouvidas, se não for nesse momento, não serão bem aceitos.
Resumindo, alguns textos, e-mails e videos que me passaram nessa semana me cairam muito bem, foram bem recebidos e vistos com outros olhos (talves mais maduros, rs). Assim sendo, qualquer ajuda, independente de quem for o ajudante, se foi de propósito ou não, pensando em retorno ou não, é sempre bem vinda. São nesses momentos "cabisbaixos" que percebemos o quanto existem "coisas" importantes em nossas vidas, se não o eram antes, era porque simplesmente ainda não era o momento de serem, assim como algumas pessoas convivem com você por muito tempo, mas só depois de todo esse tempo você percebe o quanto essa pessoa é importante e especial. Posso dizer que a partir de amanhã vou estar melhor. Depois dos relatos que eu li e de ter confirmado, mais uma vez, que nenhum sonho é impossível, desde que você esteja disposto a lutar, a não desistir e, principalmente, a fazer renúnicas por ele, vou transformar-me outra vez, a pedidos da vida!
Quem desejar letra e tradução da música é só clicar aqui!
Só gostaria de frisar alguns trechos: "and hold your own / and go your own way / and everything will be fine / hang on / help is on the way / stay strong"
(Detalhe: reencontrei esse video e essa música através do perfil do meu futuro colega de profissão, rs. Tudo a ver...!)
Mais o video "motivacional" que tinha citado:
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Ser solidário
Sem sombra de dúvidas a solidariedade é um gesto e uma atitude que nem todos são capazes de distribuir e menos ainda são os que sabem recebe-la. Quem sabe o significado de solidariedade a valoriza, pois ela é uma virtude, possui ideais cristãos de compartilhamento de bens espirituias antes mesmo dos materiais. Através da solidariedade também podemos promover um mundo mais igualitário e justo (pelo menos utopicamente). Mas, antes de possuir esse sentimento solidário acredito que devemos ter o sentimento da compaixão, tanto para quem quer ajudar quanto para quem quer receber. Se essas pessoas não estiverem com a alma repleta de compaixão não ajudarão verdadeiramente, ou, não deviam ter o direito a receber ajuda.
Há alguns finais de semana o programa Esquenta, com apresentação de Regina Casé, está no ar na TV Globo - todos os domingos na hora do almoço. Já assisti a uns 3 programas e percebi o quanto a Regina Casé é uma pessoa admirável. Sim, antes eu não era muito fã dela, vai ver era pelo jeito espalhafatoso, porque das roupas continuo não gostando, rs. Mas então, eu realmente vi, digamos que, a "alma" dela. Muitos exemplos de solidariedade foram mostrados, atitudes dignas de uma cidadã de corpo e alma e uma mistura brasileira como nunca tinha visto antes. Comecei a reparar no quanto aquela mulher tem um coração bondoso, enorme e se expressa muito bem, acorda as pessoas para a realidade, instiga-nos a darmos o nosso melhor em todas as áreas da vida, enfim, um grande ser humano. Lógico, não sei como é pessoalmente, sem estar na frente de uma câmera, mas espero profundamente que seja assim como se aprensenta para o público. Por que estou falando dela? Porque hoje eu quase chorei (de verdade) no programa dela, quando vi ela falando que ia ajudar uma criança e um outro rapaz apareceu com os olhos se derramando em lágrimas porque também já tinha sido ajudado por ela, e estava vendo no menino o seu passado, estava revendo as oportunidades que teve e o quanto a solidariedade da Regina lhe foi importante. Sabe, não sei se já comentei por aqui, mas meu sonho depois de me formar médica é poder dispor de um tempinho no meu dia-a-dia para poder ajudar quem não tem condições de pagar quase um salário mínimo numa consulta médica, quem não tem tempo de sobra pra ficar dias e dias numa fila para ser atendido (correção: mal atendido). Pretendo entrar no Projeto da Cruz Vermelha ou qualquer outro que possa ajudar-me a concretizar mais um sonho meu. Não vou fazer medicina pensando só no retorno financeiro, lógico que isso faz parte, mas antes de tudo eu quero entrar de corpo e alma na profissão, porque é uma coisa que eu gosto, porque vai me ajudar a distribuir um pouco de solidariedade, de ajuda humanitária, mundo afora, afinal, tem tanta gente precisando disso e disposta a receber com compaixão, não é mesmo? Também quero deixar claro que sou consciente de que não mudarei o mundo, mas as mudanças partem das pequenas atitudes que cada um tem no seu cotidiano.
Todos os finais de ano, todos os verões, veremos milhares de mortes por deslizamentos, soterramentos, desabamentos e tudo o mais de "entos" que surgir. Não, não estou desejando mal às pessoas e também não sou uma vidente, apenas estou falando da realidade que vivemos, é só questão de observação. O governo não tenta melhorar a vida desses cidadãos e os próprios cidadãos não tentam melhorar, então fica tudo na mesma. Até mesmo porque muitos sabem que se acontecer de novo aparecerão "um milhão" de pessoas para doar, ajudar e "facilitar" sua vida. Sim, muitos pensam dessa forma, acham que é obrigação de quem tem um "pouquinho mais" ser solidário com quem tem um "pouquinho menos", apenas ficam sentandos a espera de algum inocente disposto a ajudar. Enquanto isso inúmeras outras pessoas ralam dia-a-dia numa roça, num lixão, num serviço braçal e ganham menos do que o "pobre coitado" que recebe ajuda. Acho que antes de nos solidarizarmos com as pessoas devemos conhecer suas histórias, ver se realmente precisam dessa ajuda e se vão valorizar esse seu gesto e não tornarem-se uma sombra sua, vivendo as suas custas. Sim, é difícil "descobrir" isso tudo, mas ao menos você vai ajudar alguém que merece. Tenho certeza de que muitas doações feitas aos moradores atingidos pelo desastre na região serrana do Rio de Janeiro foram parar nas mãos de "voluntários", foram estocados por excesso, falta de necessidade ou porque não poderia ser usado mesmo (alguns tem o disparate de mandar o que não presta mais). Como eu já comentei no blog da Carla, tem tanta gente próxima a nós precisando de ajuda, porque não ir além de doar bens materiais e também doar um pouco de amor, de calor humano, de compreensão, elas não precisam só de mantimentos. Sem contar que no momento em que você manda esses tais mantimentos não sabe se realmente chegará nas mãos de quem precisa. Minha mãe já participou como voluntária, uma tia minha participou em Santa Catarina em Itajaí ano retrasado e ambas disseram as mesmas coisas, de que muita gente que estava como "voluntário" pegou para si objetos e mantimentos que foram enviados para os necessitados, ia só para "roubar" mesmo. Minha mãe também sempre diz que ao ajudar alguém, está fazendo a parte dela, de consciência limpa, o que a outra pessoa vai fazer com o dinheiro, por exemplo, é da consciência da pessoa. Mas, sabe, eu acho que se a gente pode ajudar e também pode saber se o que foi doado será bem aproveitado não precisamos dizer isso, às vezes a pessoa nem sabe o que é consciência pesada, afinal, já conseguiu os "trocadinhos" que queria mesmo! Antes de qualquer coisa quero ressaltar que em momento algum julgo as pessoas que mandam esses mantimentos, que fazem essas doações, se estão fazendo de coração é um gesto muito bonito, mas porque também não olhar mais para aqueles que estão a sua volta, que estão na sua cidade, no seu bairro?
A vida não é fácil pra ninguém, isso é fato. Mas se alguns são um pouco mais privilegiados que outros e tem a chance de ajudar a vida de alguém deveria ter uma atitude dessas, não custa muito. Como já disse, às vezes as pessoas precisam mais de apoio psicológico do que financeiro. A solidariedade é uma virtude ímpar, a partir dela muitas pessoas mudam de vida, mudam vidas e melhoram um pouco o mundo. Creio eu que ajudar alguém e ver nos olhos da pessoa a gratidão estampada não tem preço que pague, acho que foi por isso que eu quase chorei durante o programa da Regina Casé, foi lindo os olhos daquele rapaz, da criança e da mãe da criança cheio de lágrimas alegres por um ato que pouco custa à Regina. Nada melhor do que contribuir com alguém e poder ver um sorriso alegre, poder sentir um abraço caloroso, poder ser retribuido com uma cartinha, com um gesto simples, com um cafezinho que seja. Não tem preço que pague sentir-se bem consigo e com o mundo, sentir uma paz interior e saber que fez a sua parte. Acho que o mundo está em falta de pessoas com a alma limpa, com a consciência limpa e dispostas a melhorar o lugar em que vivemos, até mesmo porque, formamos uma sociedade, em que cada ação gera uma reação, cada gesto bom é retribuido por outro e mais outro. Por isso eu digo que tanto quem é solidário quanto quem recebe esse ato deve ter compaixão no coração, porque será através da compaixão que o solidário escolherá a quem ajudar e por meio da compaixão o escolhido poderá disseminar esse gesto, compartilhar com outros e ser para sempre grato a quem foi capaz de ajuda-lo. Vale ressaltar que compaixão é não ter indiferença frente ao sofrimento do outro. Então, sigamos assim, repletos de compaixão, amor, paz, simpatia, empatia e solidariedade!
Na obra "A História do Rei Lear" (texto quarto, cena 13), William Shakespeare descreve magistralmente o que é esta relação com o sofrimento.
(...) Quem sofre sozinho, sofre muito mais em sua mente (espírito). Deixa para trás a liberdade e a alegria. Mas a mente (espírito) com muito sofrimento pode superar-se, Quando a dor tem amigos e suportam a sua companhia, quão leve e suportável a minha dor parece agora. (...)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Sim, Senhor (ou seria você?)
Hoje aconteceu algo que eu fiquei chocada, tá, para muitos é normal, já estão acostumados com falta de educação, com a heterogeneidade que envolve o ser humano e etc. Mas vejam bem, no meio de uma aula uma aluna foi tirar uma dúvida com o professor e ao se direcionar a ele disse: "Professor, o SENHOR poderia......" e nessa hora percebi que todos a minha volta e mais um monte de gente da sala comentava o fato de ela ter usado o termo Senhor e, pior, davam risada desse vocativo. O que eu acho? Simplesmente um absurdo!
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O professor é novo (deve estar perto dos 30 anos) e não é casado, no entanto, o termo Senhor é questão de educação, de saber como se comportar e se direcionar às pessoas. Ao rir da menina estavam confirmando minha tese do quanto a educação e o modo de criar os filhos se modifica e varia de um pai para outro, de uma relação familiar para a outra. Quanto a isso tem pessoas dizendo que as "coisas evoluem" e o modo de criar os filhos também, não gosto muito de falar o termo evolução para essa questão, mas pode até ser, visto que evolução não corresponde a processos exclusivamente bons, que trarão ótimos resultados, também relaciona-se a processos que não trarão bons resultados, o que porteriormente o meio selecionará (Dá-lhe Darwin!).
Não sei se é porque eu vim de uma família muito tradicional, na qual desde pequena (e até hoje) era obrigatório pedir a benção para todos da família e comprimentar todos de um por um. Se a pessoa a que você fosse se dirigir fosse mais velha também deveria chamar de Senhor ou Senhora, do mesmo modo quando se direcionava aos meus pais e parentes. Quando o pai chama devia responder: "Senhor" e não "que foi". Assim eu, meus irmãos e muita gente foi criada. Acredito que rir de alguém pelo modo como ela se direciona à outra pessoa, sendo que esse modo, em momento algum, é perjorativo ou algo do tipo, é completamente ridículo, inescrupuloso e de gente sem educação com a visão turva.
Hoje me senti muito mal em relação a esses colegas. Percebi que as pessoas deixaram de se importar uma com as outras, que não respeitam nem o emissor nem o receptor da fala, que só porque uma pessoa é nova não pode ser bem tratada, que tudo vira motivo de risada e zombação. Não acho certo esse tipo de comportamento, é o que acaba com a sociedade, com as relações interpessoais. Quanto custa dizer palavras bonitas, dizer obrigado, boa tarde, boa noite, e chamar alguém de senhor, demonstrando respeito?!! Chegamos ao ponto em que as pessoas dão risada de alguém que se comporta com educação e respeito, mas, muito pelo contrário, acham bonito coisas apelativas, fofocas, chamar o outro de "véi" e etc. Sério, fiquei muito, muito mesmo, indignada e incrédula com o acontecido do dia, até mesmo porque eu também me direciono aos professores e às pessoas mais velhas com o vocativo "senhor ou senhora" e acho absolutamente certo e normal.
E para completar, só para constar o quanto é inadmissível, no meu local de estudo não tem gente de classe baixa (com raras exceções de alguns bolsistas, rs), a maioria são de classe média-alta (alguns bastante alta, diga-se de passagem), ou seja, tem de tudo para serem educados, possuem acesso mais fácil a cultura e educação, completamente o oposto de grande parte da população. É lamentável que não saibam aproveitar as chances que tem de crescer e evoluir, como pessoas (seres humanos) e como profissionais que serão no futuro. Não gostaria de chegar num consultório médico e vê-lo desrespeitando outras pessoas (funcionários por exemplo) e muito menos me chamando por gírias. Mais uma vez dinheiro não quer dizer nada, uma vez que educação e respeito são adquiridos no ceio familiar e na convivência do dia-a-dia, só espero que, como adultos que já são, a vida lhes ensine como tratar bem as pessoas.
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