Consequência de uma pausa...
Sim, eu sei que sou uma desnaturada. Sei que fiz promessas e não as cumpri. Também estou ciente que inutilmente tentei organizar meu tempo a fim de escrever, no mínimo, uma vez a cada semana. Realmente, fracassei mais uma vez e, pior, não cumpri com as minhas palavras. Isso me deixa absurdamente chateada, mas de certa forma tenho o consolo de que o blog, no fundo, sempre foi uma maneira que eu encontrei de expor meus pensamentos para não fundir meu cérebro. Confesso que durante o ano de 2012 quase explodi minha mente com tantos pensamentos, tantas mudanças, tantos acontecimentos, tantas passagens e histórias na minha vida e, mesmo assim, não consegui escrever uma linha sequer. Muitas dessas vezes, nem mesmo tentei, em outras situações sinto que evolui meus métodos de escape e de todas as situações busquei um aprendizado e uma forma de crescer como ser humano.
Depois de tanto tempo impondo outras prioridades à minha vida é bem provável que tenha perdido minha maneira de escrever. O que é interessante, visto que a maneira é inerente a mim, logo, impossível perdê-la. Entretanto, como já foi dito, são muitos acontecimentos, muitas transformações para um ano só.
É engraçado como eu achava que me adaptava facilmente a qualquer situação, como me achava independente e madura para a minha idade. Em 2012 percebi que, realmente, sou bastante madura para minha idade se comparar-me a maioria dos meus colegas, porém, talvez não seja tão independente como esperava que fosse, principalmente se falarmos em independência emocional. Foram muitos momentos de fraquezas emocionais co-relacionados a problemas familiares, e são em momentos como esses que percebemos o quanto a menor distância um do outro pode parecer infinita. Além disso, é necessário acrescentar outro contribuinte às fraquezas emocionais: a adaptação a um novo ambiente, a um novo estilo de vida, a um novo método de estudo. Dei-me conta de que não é fácil simplesmente ir cursar uma faculdade de medicina em uma cidade totalmente desconhecida, na qual nem mesmo um parente você possui.
Então, eis que se passou um ano. Um ano pode ser pouco para muitas realizações e muito para outras, ainda mais em um mundo como o nosso que exige tudo da forma mais rápida possível, em que é tudo "para ontem" - muitas vezes esquecendo-se da qualidade -, entretanto, um ano foi suficiente para que eu amadurecesse mentalmente, para que mudasse minha perspectiva de vida, para que eu pudesse conhecer e re-conhecer outros estilos de vida, pessoas e ambientes, para que eu aprendesse a dar valor ao que deve e desapegar-me do desnecessário. Um ano passa rápido, muito rápido! Um ano voa e você nem se dá conta, quando vê está sentado numa tarde de domingo se perguntando "o que eu fiz desse ano na minha vida?". Pode ser que a resposta não seja o que você gostaria ou o contrário, pode ser que ao invés de responder com uma palavra, você sorria, e tenha certeza, sorrir é a melhor resposta. Sorrir é afirmar que seu ano foi ótimo, que você atingiu o esperado, e se não atingiu tentou, buscou, chegou perto, ou que simplesmente você se surpreendeu da melhor maneira possível com tudo o que ocorreu. Meu ano de 2012 teve mais lágrimas que sorrisos, contudo, muitos momentos de sorrisos valeram mais que muitas lágrimas que rolaram pelas minhas fartas bochechas. E, mesmo assim, apesar de todos os momentos de tristeza, o balanço final foi positivo, pois o que pude aprender em todo esse ano foi incrível, e, afinal, acho que é isso o que importa, de forma que 2013 seja diferente com base nos aprendizados passados, ou, que seja diferente trazendo-me outras fraquezas, outros acontecimentos inesperados que me tragam outros aprendizados. Como podem perceber, tornei-me uma pessoa mais forte também.
No decorrer de 2012 cheguei a pensar, na maioria do tempo, que estivesse perdendo minha essência, meu jeito de ser que construí ao longo de 19 anos. E, só hoje, percebi que não é bem assim - pode ser que tenha algo relacionado à "crise dos 20". A evolução não vem sozinha, ela traz consigo uma bagagem de experiências e fatos que te transformam de dentro para fora, para tanto, é preciso um tempo para se adaptar ao "novo peso", às novidades e, no meu caso, foi necessário um ano inteiro de ajustes até eu poder aprimorar o que carreguei comigo nesses 19 anos. Posso dizer que foi uma evolução brusca e sofrida, um ano foi pouco para tudo o que vivenciei e aprendi. Hoje, agora, nesse exato momento, sinto que minha alma está renovada, aperfeiçoada e que as coisas boas que possuía continuam, algumas ruins também, outras foram dispensadas e muitas chegaram sem nem pedir licença. Isso é ótimo, ninguém é perfeito. Como diz aquele clichê: "imaginem se todos fossem perfeitos?", concordemos que o mundo seria sem graça...
Mudanças positivas são sempre bem vindas, bem como momentos em que devemos parar um pouco algo em nossa vida para podermos subir mais um degrau. Por exemplo, um professor de língua estrangeira sempre deve parar um pouco de lecionar e tornar-se aluno novamente ou fazer uma viagem para que ao final suba um degrau quando retornar às salas de aula. Em sua maioria as transformações não são fáceis, mas são ótimas maneiras de aprendermos ao longo da vida. Uma vida patética, monótona não te traz muitos benefícios, pois é sempre tudo do mesmo jeito, é sempre um hábito, uma rotina. É preciso arriscar-se, buscar alternativas e enfrentar tudo o que chegar até você de mente e coração abertos, recebendo os fatos e transformando-os em ensinamentos sempre presentes. Antes disso, é necessário o reconhecimento do que realmente deve ser mudado, do que deve ser deixado para trás, do que deve se transformar apenas em lembrança, do que deve ser um aprendizado a ser repassado às próximas gerações, enfim, é necessário estar de olhos abertos para perceber todas as oportunidades e áreas de crescimento interior. Não é nada fácil, porém, pode ser a melhor coisa que aconteça em sua vida.
Dessa forma, quem sabe em 2013 eu consiga expor um pouco mais o que vivi em 2012 e estou vivendo no presente, afinal, muitos aprendizados devem ser compartilhados. Sinto que estou em débito e quero quitar o quanto antes. Assim, estou com novos planos para o blog nesse ano que já está no seu vigésimo sétimo dia - Uh lá lá, quase um mês!
P.S.: Pelo visto, textos grandes com vários assuntos misturados ainda são minha marca pessoal...
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domingo, 27 de janeiro de 2013
domingo, 5 de agosto de 2012
Amém!
Antes de tudo, cuidado
com sua interpretação. Essa postagem não tem a intenção de agredir ninguém, só
esclarecer ou garantir um pouco de reflexão nesse mundo de ideias deturpadas,
bem como não escrevi de má fé, muito pelo contrário. De antemão já peço
desculpas caso alguém se sinta prejudicado, realmente não é a intenção. E estou
ciente de toda a minha sinceridade (talvez ingênua, nesse caso). Caso queira
esclarecer algo, existem as opções de enviar-me um e-mail ou comentar aqui no
blog mesmo, pois sei que esse tema é muito delicado. (Sim, estou com receio de
possíveis consequências, no entanto, preciso desabafar).
As redes sociais têm seu lado positivo e negativo, como tudo
na vida. Entretanto, ultimamente, tenho visto postagens muito desagradáveis,
não somente religiosas, mas em todos os sentidos, estilos e temas. E, cá para
nós, essas redes sociais me cansam cada vez mais, já prevejo o dia em que
continuarei só com o blog e o Messenger (já em desuso) – e olhe lá!
No momento pretendo falar das religiosas. Muitos podem achar
que é por eu ser católica, mas essa não é a questão que irei discutir, até
mesmo porque, isso, teoricamente, não se discute - determinação cultural, moral
e ética, felizmente. Ou melhor, tentarei ser o mais imparcial possível, o que é
difícil diante dos fatos, porém, tentarei
ao máximo. De qualquer forma, o que entra em pauta é: respeito.
Há alguns dias, postaram no Facebook uma imagem com um texto
– como de praxe – sobre um paciente que vai ao médico e o mesmo não está, a
partir de então, comparam o médico a Deus, a mãe do médico à Maria e a
secretária aos Santos. De forma que a mãe e a secretária não resolvem os
problemas do paciente, só o médico, fazendo-se desnecessárias. Sinceramente, essa
comparação é infeliz!
O que mais me intriga não é nem a comparação realizada e sim
a falta de respeito para com as outras religiões. No meu caso, as duas pessoas
do meu vínculo de amizades que postaram são ambas evangélicas. Devo levar em
consideração que os evangélicos são aqueles que já foram – alguns ainda são – perseguidos,
assassinados, discriminados e criticados por serem evangélicos, de maneira que
sempre cobraram respeito, aceitação e educação por parte dos outros –
obviamente uma cobrança justa
perante a sociedade. Sendo assim, como podem atacar outras religiões? Será que
sua própria história não contribuiu para sua aprendizagem? (Quero deixar claro
que faço essas perguntas a casos isolados, pois como sempre, toda regra tem sua
exceção e, inclusive, a maioria dos meus (melhores) amigos e alguns familiares são
evangélicos, sendo que eu já frequentei festas comemorativas, cultos, encontros
e shows evangélicos sem maiores problemas, pelo contrário, sempre fui muito bem
recebida e aceita).
Minha concepção de vida é: eu acredito, de mim para mim, ou,
de mim para com Ele. Não sinto a necessidade de ficar afirmando a todo o
momento (uma vez ou outra escapa, faço uma citação, mas nada em excesso -
diária e constantemente), muito menos de atacar outras religiões, porque assim
como eu optei por ser católica outras pessoas optaram por ser evangélicas,
espíritas, judias, budistas e tantas outras formas de crer e manter a sua fé ou
simplesmente não acreditar. Dessa forma, eu nada tenho a ver com isso, cada um
faz sua escolha a partir do que lhe é necessário, do que lhe ajuda a ser
saudável, a ter paz interior ou ser uma pessoa melhor, e, acima de tudo, eu
respeito a escolha de cada um. Todos têm o livre
arbítrio de acreditar no que bem entende ser a melhor opção – ou não
acreditar em nada. Resumindo, cada um acredita no que quiser e mais ninguém
deve se importar com isso, obviamente desde que essa crença não interfira no
bem estar de outras pessoas ou meio ambiente. (Meu lado pessoal, parcial,
crítico, analítico e irônico quer que eu escreva: Qual é o problema se eu
acredito em Maria e nos Santos? Se alguns estiverem certos, quem vai para o
inferno será eu, não? Desculpa se agredi alguém, não é a intenção).
Lógico que muitas pessoas enxergam no Facebook uma maneira
de se autopromover ou deixarem bem claro suas concepções de vida. Não critico
quem não acredita nas intervenções de Maria ou dos Santos, quem não acredita tem seus porquês e seu direito em não acreditar,
porém, critico o modo como o fazem,
como querem esclarecer isso. Ao fazerem a comparação com uma consulta médica
não levaram em consideração que existem pessoas que acreditam e que poderiam se
magoar com a publicação, esqueceram-se do respeito
a crenças diferentes da sua e de que o fato de eles não acreditarem não os
tornam melhores ou piores do que os outros, afinal, nenhum ser humano é
dono da verdade – e enquanto na condição de humanos somos todos susceptíveis
aos erros - e cada um tem sua própria interpretação da Bíblia – ao menos é o
que se espera. Ah, só mais uma coisa, e se a mãe do médico também for uma
médica? E se a secretária te indicar para outro médico que resolve seu
problema? São boas intervenções, não? Risos.
Outra postagem que tem se propagado nas redes sociais, nesse
caso, principalmente por ateus e agnósticos, é a imagem do Papa sentado ao
trono, na qual o pessoal manda-o vender o trono de ouro para alimentar os
pobres. À primeira vista é mais do que justo, não é mesmo? Confesso que no
primeiro segundo até eu concordei com a ideia. Porém, vamos pensar um pouco
mais...
OK. O Papa desmancha seu trono, vende o ouro e alimenta os
necessitados. Pronto, o ouro acabou e novamente a Igreja precisará do dinheiro
dos fieis para continuar alimentando os pobres – que lamentavelmente são muitos
e a tendência é aumentarem. Agora, olhando pelo lado histórico, o trono é (mais
um) patrimônio da Igreja, portanto, muita burocracia e história o envolvem,
tornando difícil seu desfeito. Além disso, de acordo com o Tratado de Latrão o trono é intocável neste sentido.
Como uma pessoa de capacidade crítica e analítica possuo
muitas críticas à Igreja Católica Apostólica Romana, tanto positivas quanto
negativas, mas, acima de tudo, entendo que a Igreja é constituída por seres humanos, tão susceptíveis ao erro quanto
eu, uma mera mortal. Historicamente a Igreja Católica já errou muito,
alguns erros, inclusive, já foram reconhecidos e pedidos de desculpas feitos.
Confesso que não sigo todos os mandamentos da Igreja Católica, por simplesmente
não concordar, e tenho meus motivos e justificativas, entretanto, isso não
exclui ou diminui minha fé, que ao contrário se fortalece a cada dia, a cada
oração, a cada leitura diária da Bíblia. E, muitos trabalhos da Igreja Católica
ganham minha admiração, atenção e participação.
Outra questão é: o
que cada um de nós fazemos para ajudar os que não conseguem se manter sozinhos?
Doar uma cesta básica a cada Natal é suficiente? Entregar umas moedinhas no
sinal já está de bom tamanho? Por acaso já visitou alguém em alguma comunidade
ou algum país carente para entender a realidade em que vivem? Já distribuiu o amor, a atenção e a compreensão a essas
pessoas? Já as ouviu, sabe do que
elas mais precisam? Realmente, é muito fácil apontar os erros, os defeitos dos
outros não é? Como também é muito fácil sentar em uma cadeira e passar o tempo
nas redes sociais atacando-os. Por que
não usar este tempo para fazer o bem ao próximo?
E outra, qual a finalidade de sair divulgando trabalhos
voluntários? O mundo é tão hipócrita
que a quantidade de pessoas que fazem trabalhos “voluntários” e saem por
aí publicando fotos e textos bonitos só em busca do reconhecimento de que faz
algo uma vez ao ano para contribuir com a humanidade, só querem mostrar aos
amigos: “olha, eu participei” ou garantir uns pontinhos a mais em uma análise
de curriculum, mas e então, o que aprendeu com tudo isso? Por acaso não agregou
humildade e simplicidade às suas
características? Por que não propaga seu aprendizado?
Como eu imagino, deve ser muito fácil e cômodo ser bom ao próximo uma vez ao
ano e ser aclamado pela plateia.
O trono papal alimentaria sim muita gente, mas mais do que o
trono papal, a união e a boa vontade da
humanidade alimentaria muito mais. É uma pena que o ser humano seja
absurdamente hipócrita, egoísta, egocentrista, ambicioso, avarento e todos
esses adjetivos que dão repulsas. E, pobre de mim, ser tão idealista e ter um
senso de justiça e analítico tão aguçado quanto...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Dia do Amigo
Consequência de uma pausa...
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles "vamos nos ligar?" num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
(Canalha, Bertrand Brasil, 2008)
A um ausente
Carlos Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
OS AMIGOS INVISÍVEIS
Fabrício Carpinejar
Fabrício Carpinejar
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles "vamos nos ligar?" num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
(Canalha, Bertrand Brasil, 2008)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
"Doutores"
Um fato, no mínimo, engraçado é quando se entra para
a faculdade de medicina, os familiares já começam a fazer perguntas,
brincadeiras, os amigos e até mesmo os desconhecidos idem. E mais real e
engraçado ainda é o status que o estudante de medicina possui no meio
social, mesmo que ainda esteja no primeiro período...
Sempre tive muito contato com pessoas mais
humildes/de baixa renda. E não só o carinho e a fidelidade que elas têm pelos
que as tratam com respeito e afeto chama a atenção, mas também a forma como se
colocam submissas a estes que elas consideram superiores. Assim que cheguei de
férias no interior de Goiás fiz algumas visitas com meus pais, dentre elas,
fomos comer um frango caipira na casa simples de uma família muito querida pela
minha. Fui recebida com abraços calorosos, perguntas de como está a faculdade e
tratada como “Doutorinha”. Sempre respondo que não precisa falar assim, até
mesmo porque, atualmente, ainda faltam 5 anos e meio para eu ser uma médica
generalista, fora o tempo de residência e outros estudos. Só que as pessoas insistem
no vocativo, e argumentam da seguinte maneira: “ah, mas você tem que ir se
acostumando, e agora vai ser nossa Doutora né?!”.
No fundo, porém, eu entendo que isso é cultural, uma
tradição. Apesar de contestar o vocativo, acho bonito quando bem empregado,
porque é uma forma de prestígio, de orgulho que sentem por quem conseguiu "chegar lá". Não o acho necessário, entretanto, não fico contestando a todo
o momento quem assim me chama, até mesmo para não causar algum constrangimento
ou evitar mágoas. Nesse momento nada melhor do que sorrir, acenar e receber de mente aberta esse "elogio"!
Muitos estudantes de medicina acham-se melhores do
que os outros somente por cursarem medicina. O que também é cultural, afinal, as
turmas de medicina são as que têm as formaturas mais esbanjadoras e caras
(coitados dos meus pais) desde o início dos tempos, o curso mais caro, o curso
de mais prestígio e o mais aclamado pela sociedade. Porém, até que ponto isso é
necessário? Concordo que medicina é um curso magnífico, lindo, tanto que o
escolhi para ser meu futuro, ao mesmo tempo é difícil, duro e cruel. Para quem
ama de verdade, o retorno de todo o trabalho é o melhor e mais esperado, acredito
que poucas coisas são melhores do que receber um sorriso sincero após salvar
uma vida ou auxiliar no bem estar da pessoa, do que um abraço verdadeiro
ou do que ganhar um pote de doce de presente – como ainda acontece no interior.
Ah, sim, esqueci-me do dinheiro não é mesmo? Pois é, muitos estudantes ainda
são ingênuos ao ponto de entrar para a faculdade acreditando veementemente de
que sairão ganhando rios de dinheiro, esquecem-se do propósito da medicina, do
juramento de Hipócrates, do objetivo humanitário e, principalmente, do quanto
terão que “ralar” para conseguir essa quantia que tanto almejam. Um médico só
ganha rios de dinheiro logo no início se tiver muitas influências e QI (quem
indica), e olhe lá ainda! E mesmo assim, de qualquer maneira, terá que
trabalhar mais do que imaginava que fosse capaz de aguentar, terá que enfrentar
inúmeros plantões e adversidades, ou seja, terá que esperar para construir/fazer
reconhecerem seu nome, que não passa da consequência do seu trabalho.
Estudantes de medicina são apenas estudantes, como
outros quaisquer. Estão no mesmo barco dos estudantes de farmácia, biomedicina, fisioterapia, odontologia, direito, letras, música, engenharias e tantos outros cursos, pois estão todos aprendendo e fazendo acontecer para concretizarem seus sonhos, para no final poderem se orgulhar do canudo que encontrarão em suas mãos. Cursar medicina não os torna diferentes de ninguém, muito menos mais inteligentes ou melhores. Portanto, privilégios não se fazem necessários. Não é por
estudarem medicina que são superiores do que os outros. Em termos
informais, acho ridículo quem se acha melhor, o dono da verdade por estar cursando
medicina. E entendo que é a própria sociedade que constrói, conserta e reforma
esse pedestal para os estudantes, afinal, vivencio isso.
Essa história começa da tradição cultural presente na infância. Nasce uma criança e os pais já dizem: "esse(a) será nosso(a) futuro(a) Doutor(a)!". Incrustam na cabeça das crianças de que a melhor e maior profissão que existe em todo o mundo é medicina. Felizmente, medicina não é a melhor, muito menos a maior, é apenas uma dentre tantas profissões que move o mundo, a humanidade. Na verdade, ela só é a melhor e a maior para quem é capaz de amá-la com toda a verdade e a sinceridade que existe em seu coração. Enquanto adolescentes, na fase de escolha da profissão, soma-se a cobrança que surge por parte das escolas e cursos pré-vestibulares. Segundo a maioria dessas instituições, medicina é o melhor e maior curso também, já que quanto maior o número de aprovações em medicina maior a publicidade e maior o retorno financeiro para elas. Como podemos perceber, ainda hoje as pessoas possuem essa ideia deturpada sobre a medicina, pois ainda hoje as pessoas tratam diferente os estudantes de medicina e os médicos propriamente ditos, e enquanto houver esse tratamento diferenciado, haverá quem faça de tudo para ter um filho médico, mesmo que forçosamente a partir de ideias errôneas e vergonhosas.
É incrível a vaidade de muitos estudantes de
medicina. São capazes de deixar de fazer algo ou achar que os outros o devem
fazer por ser um futuro médico. Repletos de “não-me-toques” e frescuras.
Acham-se, ainda, no direito de enfrentar tudo e todos. Também acreditam que o
mundo inteiro deve saber que eles estudam medicina. Alguns insistem mesmo cursando os períodos iniciais do curso em sair dizendo "sou médico". Vale ressaltar que o número
de estudantes de medicina que estão na faculdade ou no curso pré-vestibular em
busca dessa vaga devido ao retorno financeiro e status social é, geralmente,
maior do que o número de quem cursa medicina por aptidão e amor. E isso se
torna cada vez mais claro à medida que conheço estudantes de medicina em
faculdades particulares. Ah, ainda existem aqueles que só estão seguindo essa
carreira porque os pais, os avôs, os tios e os primos também o fizeram, como se
a aptidão passasse de geração a geração...
Dessa forma, constato que o estudante de medicina
têm razões socioculturais para engrandecer a si próprio, ao contrário, também
constato que a criação que os pais dão ao filho faz toda a diferença. Devo dizer
que ao longo desse tempo e da minha trajetória também conheci pessoas
indescritíveis, de enorme capacidade para amar a profissão, os estudos e os
seres humanos, até mesmo porque, se a pessoa não gosta do ser humano, não devia
ser médica.
Enfim, cursar medicina é indescritível, como qualquer realização de sonho, porém, isso não me torna melhor do que os demais, pelo contrário, me torna cada vez mais e mais humana - em seu sentido positivo -, mais e mais aprendiz. E não é por cursar medicina que vou exigir que me atendam melhor, que me garantam privilégios, que me chamem de doutora, visto que doutora só serei quando concluir um doutorado. Ser médico não significa ser melhor do que os outros ou ter privilégios, significa amar ao próximo de tal maneira que você seja capaz de doar-se a ele. Porque para mim medicina é doação, enquanto não houver doação por parte do médico não haverão ótimas consultas, ótimos tratamentos e pessoas saudáveis. Medicina é realmente para poucos, lamentavelmente muitos "poucos" não merecem, mas quem merece deve lutar até o fim, porque eu acredito - como paciente e como estudante - que são esses que fazem a diferença.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Dica do dia
Consequência de uma pausa...
Férias é sinônimo de ler, escrever, passear, dormir mais que o necessário, viajar, aprender algo novo ou reforçar o que já aprendeu, enfim, férias é padecer na folga e na preguiça! Por que não curtir esse período assistindo filmes? Bom, tenho uma lista enorme aqui, quatro já se foram!
Desses quatro primeiros já vistos, indico dois. Chocantes, talvez espetaculares. Porém, poucos são os que gostam, até mesmo porque, impossível se sentir confortável diante desses filmes...
O primeiro é um drama, muito bem escrito e dirigido. "Confi@r" é uma obra reflexiva, principalmente para quem já tem filhos. Ele mostra a realidade e a dificuldade de se criar filhos, principalmente com as novas tecnologias. Mas não só isso, vai além, faz-no refletir sobre as relações entre pais e filhos, sobre a compreensão de sentimentos. Outro ponto é a questão de saber onde mora o perigo, porque, ao contrário do que imaginamos, ele pode estar ao nosso lado ou onde menos esperamos. E, como suportar e superar uma tragédia? O título eu interpretei de várias formas:
1. Até que ponto podemos confiar em alguém que conhecemos pela internet?
2. Como criar uma relação de confiança entre pais e filhos?
3. Diante de uma tragédia, seria o suficiente confiar no poder público para solucioná-la?
4. Após essa tragédia, como confiar em mais alguém? Para quem contar segredos e compartilhar sua vida?
5. É possível confiar de olhos fechados em quem está "sempre ao nosso lado"? (Essa foi uma das últimas perguntas, irão verificar na última cena do filme, ao final de tudo. Foi também uma das cenas que me deixou mais surpreendida e chocada, diga-se de passagem!)
Ah, não se esqueçam do lencinho para secar as lágrimas!
O segundo está me fazendo ir em busca do livro que serviu de suporte - embora quase sempre me decepcione com filmes baseados em livros, visto que o filme, geralmente, foge muito do livro e até mesmo muda os rumos das histórias e as mensagens. "A pele que habito", dirigido por ninguém mais ninguém menos que Pedro Almodóvar, é motivo para muito debate, já que Almodóvar caiu no conceito da maioria depois do filme "Abraços Partidos". Sendo assim, muitas dúvidas surgiram em consideração a esse suspense, no mínimo, curioso. Em relação a maioria, no geral, digo que poucos gostam por não ser um filme hollywoodiano, porque querendo ou não, estamos mais acostumados com filmes americanos, infelizmente. Alguns não sabem o que estão perdendo com filmes franceses, indianos, espanhóis, e até brasileiros, que ultimamente têm ganhado pontos positivos comigo.
Voltando...Em A Pele que Habito uma estória extraordinária se desenrola aos poucos. Há algum tempo não via, em um único filme, tantos temas para debates e reflexão misturados ao terror e à ciência. Os encaixes se fazem ao longo do filme, e assim vamos decifrando enigmas e compreendendo ações e reações das personagens. São tantas surpresas e imprevisibilidades que ao final nos vemos boquiabertos.
No momento, citarei algumas das reflexões que perambulam em minha mente...
1. Até onde a ciência é bem vinda e até que ponto o homem pode usá-la ao seu bel prazer?
2. Seis anos é muito tempo! Muitas transformações podem acontecer...
3. O que é loucura? Quando devemos considerar alguém louco?
4. Vingança é loucura? Vingança: não é justo mas é correto? E a justiça pelas próprias mãos?
5. Segredos que podem interferir na vida de outrem devem ser revelados?
6. A fidelidade de uma mãe pelo filho deve superar atos inescrupulosos promovidos pelo filho?
Ah, atentem-se para as obras de arte/pinturas/quadros da mansão. E, uma cena que me deixou desconcertada/enojada - depois descobri que não fora só eu -, a do "tigrão com a Vera", vocês saberão identificá-la e o porquê...
Por último, sinceramente, na minha humilde opinião, Elena Anaya superou Antonio Banderas no quesito interpretação. Ambos surpreendem, entretanto, ela mais que ele!
Confiram essa crítica: http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/237267/a-pele-que-habito-almodovar-reitera-seu-potencial-de-contar-grandes-historias/
E questões que ambos os filmes geram: relação entre pai e filha e confiança.
1. O quanto um pai é capaz de suportar são/consciente atrocidades com sua filha? Qual a melhor maneira de agir?
2. Como se baseia a confiança de uma filha pelo pai em "estado de loucura"?
Enfim, são muitos detalhes, muitas estórias, muitas reviravoltas, vale a pena assistir a ambos os filmes! Caso não gostem, peço desculpas de antemão, mas gosto, realmente, não se discute! E, férias ou folga, tudo está valendo para suprir o tempo!
Férias é sinônimo de ler, escrever, passear, dormir mais que o necessário, viajar, aprender algo novo ou reforçar o que já aprendeu, enfim, férias é padecer na folga e na preguiça! Por que não curtir esse período assistindo filmes? Bom, tenho uma lista enorme aqui, quatro já se foram!
Desses quatro primeiros já vistos, indico dois. Chocantes, talvez espetaculares. Porém, poucos são os que gostam, até mesmo porque, impossível se sentir confortável diante desses filmes...
O primeiro é um drama, muito bem escrito e dirigido. "Confi@r" é uma obra reflexiva, principalmente para quem já tem filhos. Ele mostra a realidade e a dificuldade de se criar filhos, principalmente com as novas tecnologias. Mas não só isso, vai além, faz-no refletir sobre as relações entre pais e filhos, sobre a compreensão de sentimentos. Outro ponto é a questão de saber onde mora o perigo, porque, ao contrário do que imaginamos, ele pode estar ao nosso lado ou onde menos esperamos. E, como suportar e superar uma tragédia? O título eu interpretei de várias formas:
1. Até que ponto podemos confiar em alguém que conhecemos pela internet?
2. Como criar uma relação de confiança entre pais e filhos?
3. Diante de uma tragédia, seria o suficiente confiar no poder público para solucioná-la?
4. Após essa tragédia, como confiar em mais alguém? Para quem contar segredos e compartilhar sua vida?
5. É possível confiar de olhos fechados em quem está "sempre ao nosso lado"? (Essa foi uma das últimas perguntas, irão verificar na última cena do filme, ao final de tudo. Foi também uma das cenas que me deixou mais surpreendida e chocada, diga-se de passagem!)
Ah, não se esqueçam do lencinho para secar as lágrimas!
O segundo está me fazendo ir em busca do livro que serviu de suporte - embora quase sempre me decepcione com filmes baseados em livros, visto que o filme, geralmente, foge muito do livro e até mesmo muda os rumos das histórias e as mensagens. "A pele que habito", dirigido por ninguém mais ninguém menos que Pedro Almodóvar, é motivo para muito debate, já que Almodóvar caiu no conceito da maioria depois do filme "Abraços Partidos". Sendo assim, muitas dúvidas surgiram em consideração a esse suspense, no mínimo, curioso. Em relação a maioria, no geral, digo que poucos gostam por não ser um filme hollywoodiano, porque querendo ou não, estamos mais acostumados com filmes americanos, infelizmente. Alguns não sabem o que estão perdendo com filmes franceses, indianos, espanhóis, e até brasileiros, que ultimamente têm ganhado pontos positivos comigo.
Voltando...Em A Pele que Habito uma estória extraordinária se desenrola aos poucos. Há algum tempo não via, em um único filme, tantos temas para debates e reflexão misturados ao terror e à ciência. Os encaixes se fazem ao longo do filme, e assim vamos decifrando enigmas e compreendendo ações e reações das personagens. São tantas surpresas e imprevisibilidades que ao final nos vemos boquiabertos.
No momento, citarei algumas das reflexões que perambulam em minha mente...
1. Até onde a ciência é bem vinda e até que ponto o homem pode usá-la ao seu bel prazer?
2. Seis anos é muito tempo! Muitas transformações podem acontecer...
3. O que é loucura? Quando devemos considerar alguém louco?
4. Vingança é loucura? Vingança: não é justo mas é correto? E a justiça pelas próprias mãos?
5. Segredos que podem interferir na vida de outrem devem ser revelados?
6. A fidelidade de uma mãe pelo filho deve superar atos inescrupulosos promovidos pelo filho?
Ah, atentem-se para as obras de arte/pinturas/quadros da mansão. E, uma cena que me deixou desconcertada/enojada - depois descobri que não fora só eu -, a do "tigrão com a Vera", vocês saberão identificá-la e o porquê...
Por último, sinceramente, na minha humilde opinião, Elena Anaya superou Antonio Banderas no quesito interpretação. Ambos surpreendem, entretanto, ela mais que ele!
Confiram essa crítica: http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/237267/a-pele-que-habito-almodovar-reitera-seu-potencial-de-contar-grandes-historias/
E questões que ambos os filmes geram: relação entre pai e filha e confiança.
1. O quanto um pai é capaz de suportar são/consciente atrocidades com sua filha? Qual a melhor maneira de agir?
2. Como se baseia a confiança de uma filha pelo pai em "estado de loucura"?
Enfim, são muitos detalhes, muitas estórias, muitas reviravoltas, vale a pena assistir a ambos os filmes! Caso não gostem, peço desculpas de antemão, mas gosto, realmente, não se discute! E, férias ou folga, tudo está valendo para suprir o tempo!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Aparências
Os Albuquerques formam uma família feliz.
A mãe acorda cedo diariamente para coordenar as funções das empregadas domésticas. Ela também acorda os filhos e o marido. O filho mais novo é o primeiro a se levantar e se preparar para ir à escola, ainda não entende muita coisa, mas o bastante. O filho do meio é menos ativo, porém, mais observador. O filho mais velho é calado e só pensa no mundo paralelo em que vive. O marido, a princípio, apenas trabalha, função de provedor da família.
O café-da-manhã transcorre em silêncio, até mesmo porque, cada um tem seu horário e suas atividades. Geralmente, o filho mais novo senta-se à mesa com o pai e a mãe. A única expressão dita é "dormiu bem?". Cerca de quarenta minutos depois aparecem os outros dois irmãos, ambos calados, cada um com seu fone de volume máximo no ouvido. Por fim, a mãe observa as empregadas retirarem a mesa enquanto os filhos se encaminham à escola, já que o marido há muito saiu para o trabalho.
Durante a manhã a mãe apenas observa os serviços das empregadas e vai para a academia, às vezes lê e, um dia na semana, vai ao salão. Os filhos estudam, ou, quase todos, já que o mais velho vive em um mundo paralelo que não o permite concentrar-se nos estudos. O marido trabalha.
Na hora do almoço todos voltam, menos o marido. O filho mais novo não para de conversar, o do meio ouve e o mais velho almoça no quarto, enquanto isso, a mãe sorri. O marido almoça em restaurantes próximos ao trabalho, nunca lhe falta companhia.
A tarde todos têm atividades a serem realizadas. O filho mais novo vai para a natação. O filho do meio vai ao curso de línguas. O filho mais velho sai para andar de bicicleta pelas ruas. A mãe não fica em casa.
Chega a noite, e com ela os jantares beneficentes, visitas, festas de bodas e aniversários, que são compromissos que aparecem quase todos os dias, afinal, a família Albuquerque possui muitos contatos. Apresentam-se sorrindo, felizes, educados, comunicativos, sinônimo de família perfeita para a maioria.
Só faltam algumas observações sobre a família Albuquerque. O marido trai. A mãe usa as tardes para ir ao psiquiatra, renovar a receita dos remédios controlados. O filho mais velho é viciado. O filho do meio tem depressão. O filho mais novo é o único que sabe de tudo isso.
A mãe acorda cedo diariamente para coordenar as funções das empregadas domésticas. Ela também acorda os filhos e o marido. O filho mais novo é o primeiro a se levantar e se preparar para ir à escola, ainda não entende muita coisa, mas o bastante. O filho do meio é menos ativo, porém, mais observador. O filho mais velho é calado e só pensa no mundo paralelo em que vive. O marido, a princípio, apenas trabalha, função de provedor da família.
O café-da-manhã transcorre em silêncio, até mesmo porque, cada um tem seu horário e suas atividades. Geralmente, o filho mais novo senta-se à mesa com o pai e a mãe. A única expressão dita é "dormiu bem?". Cerca de quarenta minutos depois aparecem os outros dois irmãos, ambos calados, cada um com seu fone de volume máximo no ouvido. Por fim, a mãe observa as empregadas retirarem a mesa enquanto os filhos se encaminham à escola, já que o marido há muito saiu para o trabalho.
Durante a manhã a mãe apenas observa os serviços das empregadas e vai para a academia, às vezes lê e, um dia na semana, vai ao salão. Os filhos estudam, ou, quase todos, já que o mais velho vive em um mundo paralelo que não o permite concentrar-se nos estudos. O marido trabalha.
Na hora do almoço todos voltam, menos o marido. O filho mais novo não para de conversar, o do meio ouve e o mais velho almoça no quarto, enquanto isso, a mãe sorri. O marido almoça em restaurantes próximos ao trabalho, nunca lhe falta companhia.
A tarde todos têm atividades a serem realizadas. O filho mais novo vai para a natação. O filho do meio vai ao curso de línguas. O filho mais velho sai para andar de bicicleta pelas ruas. A mãe não fica em casa.
Chega a noite, e com ela os jantares beneficentes, visitas, festas de bodas e aniversários, que são compromissos que aparecem quase todos os dias, afinal, a família Albuquerque possui muitos contatos. Apresentam-se sorrindo, felizes, educados, comunicativos, sinônimo de família perfeita para a maioria.
Só faltam algumas observações sobre a família Albuquerque. O marido trai. A mãe usa as tardes para ir ao psiquiatra, renovar a receita dos remédios controlados. O filho mais velho é viciado. O filho do meio tem depressão. O filho mais novo é o único que sabe de tudo isso.
Os Albuquerques formam uma família feliz, mas vivem de aparências.
"Porque não nos recomendamos outra vez a vós; mas damo-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração".(2 Coríntios 5:12)
"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te". (2 Timóteo 3:5)
"E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto". (1 Samuel 17:42)
"Porque não nos recomendamos outra vez a vós; mas damo-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração".(2 Coríntios 5:12)
"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te". (2 Timóteo 3:5)
"E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto". (1 Samuel 17:42)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Música, simples!
Consequência de uma pausa...
A maioria da pessoas que me visitam já devem saber ou ter percebido o quanto a música é importante e faz parte da minha vida. Não que eu saiba tocar algum instrumento ou tenha algum dom artístico, pelo contrário, infelizmente não tenho, nem entendo a fundo técnicas e afins. Mas, acredito que entendo de música que me agrada, faz bem, ajuda, levanta, faz dançar, pular, cantar, gritar, chorar, sorrir, viajar, pensar, imaginar, sonhar, que embala gerações, pessoas, momentos, que marca datas, histórias, enfim, se isso for entender de música, sou uma expert no assunto!
Hoje, como na maioria das vezes, não sei ao certo o porquê, me deu uma vontade enorme de compartilhar algumas músicas com vocês. E, como sempre deixo claro, lógico que gostaria de agradar a todos, no entanto nem tudo é possível, e como as pessoas dizem "gosto não se discute"! Só espero que através da música mais corações sejam tocados, mais pessoas apreciem essa arte maravilhosa, digna de um incentivo maior, principalmente aos que estão no início da carreira, tem produção independente e talento enorme, para dar e vender (eu compro na hora!).
A música é capaz de realizar trabalhos fantásticos nas vidas das pessoas, tanto é que a musicoterapia está aí para nos provar. Nas nossas vidas existem momentos e momentos, e pode ter certeza de que na maioria deles a música fará parte, contribuirá de alguma forma, seja para te deixar lá embaixo, seja para deixar lá em cima...a arte é assim, tem para todos os gostos e faz parte do mundo para que cada um retire dela um pouco para si. Tenho a certeza de que os sentimentos são universais, o diferencial é a maneira, a intensidade, como sentimos, o contexto e a forma como agimos diante deles, afinal, quem nunca sentiu saudades, se apaixonou, ficou com raiva, se estressou, teve momentos depressivos e etc? A música é capaz de marcar cada um desses momentos, cada um desses sentimentos, de uma forma peculiar, que na verdade só o autor é capaz de descrever o que o levou e o sentimento que embalava ao escrever tal letra, ao criar tal melodia, isso se for possível, porque muitas vezes, nem eles entendem: 'apenas inspiração...' Aaah! Como eu gostaria de ter inspiração fácil assim, ou de forma que possa ser traduzida numa música "perfeita"! Concluindo, a música é para ser vivida, experimentada, sentida, apreciada e guardada. Nada melhor do que ficar ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo...até não poder mais ou até cansar - se isso for possível - ou, ainda, até relaxar, desestressar, encontrar a resposta que procurava!
Num momento de "nada a se fazer" e em busca de algo novo, fiquei futricando nos mais variados sites, pois encontrei músicas antigas, novas, meio-termos...revivi o passado, refleti o presente e sonhei com o futuro! Um dos videos - que é uma música linda e de alta qualidade, muito boa mesmo - é o novo trabalho da cantora Pitty, uma parceria que rendeu uma banda e um disco lindo, para quem não conhece, vale a pena conhecer a Agridoce (http://www.agridoce.net/).
Outro som que vale a pena conferir é uma doce canção do Chico, aquele lindo de olhos azuis brilhantes e penetrantes!
A maioria da pessoas que me visitam já devem saber ou ter percebido o quanto a música é importante e faz parte da minha vida. Não que eu saiba tocar algum instrumento ou tenha algum dom artístico, pelo contrário, infelizmente não tenho, nem entendo a fundo técnicas e afins. Mas, acredito que entendo de música que me agrada, faz bem, ajuda, levanta, faz dançar, pular, cantar, gritar, chorar, sorrir, viajar, pensar, imaginar, sonhar, que embala gerações, pessoas, momentos, que marca datas, histórias, enfim, se isso for entender de música, sou uma expert no assunto!
Hoje, como na maioria das vezes, não sei ao certo o porquê, me deu uma vontade enorme de compartilhar algumas músicas com vocês. E, como sempre deixo claro, lógico que gostaria de agradar a todos, no entanto nem tudo é possível, e como as pessoas dizem "gosto não se discute"! Só espero que através da música mais corações sejam tocados, mais pessoas apreciem essa arte maravilhosa, digna de um incentivo maior, principalmente aos que estão no início da carreira, tem produção independente e talento enorme, para dar e vender (eu compro na hora!).
A música é capaz de realizar trabalhos fantásticos nas vidas das pessoas, tanto é que a musicoterapia está aí para nos provar. Nas nossas vidas existem momentos e momentos, e pode ter certeza de que na maioria deles a música fará parte, contribuirá de alguma forma, seja para te deixar lá embaixo, seja para deixar lá em cima...a arte é assim, tem para todos os gostos e faz parte do mundo para que cada um retire dela um pouco para si. Tenho a certeza de que os sentimentos são universais, o diferencial é a maneira, a intensidade, como sentimos, o contexto e a forma como agimos diante deles, afinal, quem nunca sentiu saudades, se apaixonou, ficou com raiva, se estressou, teve momentos depressivos e etc? A música é capaz de marcar cada um desses momentos, cada um desses sentimentos, de uma forma peculiar, que na verdade só o autor é capaz de descrever o que o levou e o sentimento que embalava ao escrever tal letra, ao criar tal melodia, isso se for possível, porque muitas vezes, nem eles entendem: 'apenas inspiração...' Aaah! Como eu gostaria de ter inspiração fácil assim, ou de forma que possa ser traduzida numa música "perfeita"! Concluindo, a música é para ser vivida, experimentada, sentida, apreciada e guardada. Nada melhor do que ficar ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo...até não poder mais ou até cansar - se isso for possível - ou, ainda, até relaxar, desestressar, encontrar a resposta que procurava!
Num momento de "nada a se fazer" e em busca de algo novo, fiquei futricando nos mais variados sites, pois encontrei músicas antigas, novas, meio-termos...revivi o passado, refleti o presente e sonhei com o futuro! Um dos videos - que é uma música linda e de alta qualidade, muito boa mesmo - é o novo trabalho da cantora Pitty, uma parceria que rendeu uma banda e um disco lindo, para quem não conhece, vale a pena conhecer a Agridoce (http://www.agridoce.net/).
Outro som que vale a pena conferir é uma doce canção do Chico, aquele lindo de olhos azuis brilhantes e penetrantes!
Chega de música?! WTF??!! hahaha Para quem gosta de um som mais alternativo (em relação aos de cima), diferente e até divertido, por que não ouvir Soulstripper?! Sem contar que o video postado abaixo a interpretação das crianças é uma graça!
Pois é, acho que por hoje chega, até mesmo porque ainda tem gente que vai trabalhar, estudar, praticar exercícios...na próxima vou tentar fazer um texto mais conciso e algumas músicas para meditação, mais tarde explico mais! ;) Um ótimo final de semana a todos e que a próxima semana seja muito abençoada!
domingo, 9 de outubro de 2011
Entre escolhas e aprendizados
Consequência de uma pausa...
Hoje irei publicar mais uma redação minha, a pedido de uma amiga muito especial, não é Manu?! *-*
Um dia ainda irei reunir todas as minhas redações espalhadas por aí e começar a publicar por aqui, quem sabe ajude alguns estudantes país afora...agora já passei, não preciso me preocupar com concorrentes! hahaha
Tema: "Considerando o contexto social em que vivemos, é possível..." - - desculpa pessoal, mas o resto eu não anotei e não lembro agora...se alguém aí do cursinho ler e souber, deixa nos comentários por favor. Ah! É a proposta 02 do segundo semestre!
***
Todos nós, algum dia, já passamos por momentos difíceis, de conflitos, dúvidas, cansaço e desejamos "jogar tudo pro ar". É inerente ao ser humano a ânsia pela liberdade, pelo livre arbítrio, portanto, cabe a cada um deixar-se agir pelas vontades da mente - ou dos impulsos - e arcar com as possíveis consequências. São Francisco de Assis, por exemplo, foi capaz de abandonar tudo o que tinha, inclusive o conforto de casa e o amor da família, para passar grande parte de sua vida vagando pelas cidades disseminando as palavras de Deus. Assim como São Francisco, diariamente temos o poder e a chance de escolhermos como queremos viver, seja pela vida inteira, seja para as próximas 24 horas. No entanto, devemos estar cientes de que o livre arbítrio serve tanto ao bem quanto ao mal, e basta fazermos uma única escolha errada para sofrermos pelo resto de nossas vidas; desse modo, nada mais saudável do que estar em equilíbrio física e psicologicamente.
Com o advento de novas tecnologias e da globalização o mundo nunca esteve tão conectado quanto nos dias atuais. Através da internet e das redes sociais é possível manter contato com pessoas de qualquer parte do globo, bem como compartilhar desde fatos cotidianos aos mais inesperados. Sendo assim, é cada vez mais difícil nos desligarmos desse meio de comunicação, até mesmo porque ele já está integrado ao nosso dia-a-dia e aos nossos afazeres. É possível, ainda, que o distanciamento dessas conexões comprometam não só o futuro do indivíduo como também de toda a sociedade, visto que há um enorme fluxo de informações e utilidades diretamente relacionadas a esse método de contato, tornando-nos completamente dependentes desses equipamentos, o que a terceira revolução industrial nos comprova.
Um dos principais conflitos da sociedade moderna é o tempo. Mesmo com todo o aparato tecnológico criado com o intuito de otimizar nosso tempo, tornando nossas vidas mais práticas, e os inúmeros livros de auto-ajuda, muitos reclamam da "falta de tempo", o que pode ser traduzido como um sinal de que a cada dia nos tornamos mais escravos de imposições - por parte de familiares, relacionamentos ou nós mesmos. O problema é que grande parte do que nos é imposto fere nosso princípio de livre escolha, causando prejuízos ao nosso bem estar e convivência em sociedade. O filme "Antes que termine o dia" nos ilustra as diferentes interações do homem com o tempo. O protagonista, Ian, abdica de sua vida pessoal para se dedicar ao trabalho, ao contrário de sua namorada, Samantha, que está voltada para as relações pessoais; diante de tal conflito, Ian tem a chance de voltar no tempo e fazer escolhas diferentes - sabendo que ao findar do dia irão se separar - quando decide se dedicar totalmente à felicidade da amada, e percebe que também foi um dos dias mais felizes da vida dele. Portanto, é perceptível que somos nós que construímos nossas vidas e trilhamos nossos caminhos, a cada escolha feita ou "sim" ou "não" respondidos, de forma que torna-se impossível a existência de receitas prontas para o alcance da felicidade e do equilíbrio. Devemos considerar que nossa relação com o tempo é imprescindível à nossa formação, então, é preciso aprender a lidar com ele, ousando, experimentando, sentindo, vivendo e, principalmente, de forma que não haja dúvidas ou arrependimentos, pois o hoje será o passado repleto de recordações de um amanhã misterioso.
O músico Gonzaguinha, em sua célebre música "O que é, o que é?" já nos dizia como é belo ser um eterno aprendiz, além de que "somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser". Dessa forma, a música ratifica e reitera nossa realidade, na qual somos a consequência das nossas escolhas. Se a vida não está de acordo com os planejamentos, porque tememos às mudanças? O fato é que com o passar do tempo ficamos acomodados e resignados. Então, até que ponto podemos abdicar dos nossos sonhos, ou melhor, será que podemos esquece-los? De qualquer forma, não existe jeito certo ou errado de viver, mas existe o jeito próprio, de cada pessoa enfrentar a realidade que a cerca. É necessário termos conhecimento de que um dos fatores mais importante é viver o essencial que nos faça felizes e o bastante que nos faça completos, desconsiderando esteriótipos e críticas, que sempre irão existir, independente da decisão tomada. É certo que a ideia de "carpe diem" é muito atrativa, no entanto em nosso contexto social torna-se praticamente uma utopia, visto que todos temos responsabilidades a serem cumpridas. Dessa maneira, é possível apreender que vivemos entre escolhas e aprendizados diários que levaremos sempre conosco, alimentando a necessidade de equilíbrio, para que as recordações sejam boas o bastante para serem rememoradas com satisfação e para que o balanço final da vida seja positivo; e o autoconhecimento é a chave para melhores escolhas.
Hoje irei publicar mais uma redação minha, a pedido de uma amiga muito especial, não é Manu?! *-*
Um dia ainda irei reunir todas as minhas redações espalhadas por aí e começar a publicar por aqui, quem sabe ajude alguns estudantes país afora...agora já passei, não preciso me preocupar com concorrentes! hahaha
Tema: "Considerando o contexto social em que vivemos, é possível..." - - desculpa pessoal, mas o resto eu não anotei e não lembro agora...se alguém aí do cursinho ler e souber, deixa nos comentários por favor. Ah! É a proposta 02 do segundo semestre!
***
Todos nós, algum dia, já passamos por momentos difíceis, de conflitos, dúvidas, cansaço e desejamos "jogar tudo pro ar". É inerente ao ser humano a ânsia pela liberdade, pelo livre arbítrio, portanto, cabe a cada um deixar-se agir pelas vontades da mente - ou dos impulsos - e arcar com as possíveis consequências. São Francisco de Assis, por exemplo, foi capaz de abandonar tudo o que tinha, inclusive o conforto de casa e o amor da família, para passar grande parte de sua vida vagando pelas cidades disseminando as palavras de Deus. Assim como São Francisco, diariamente temos o poder e a chance de escolhermos como queremos viver, seja pela vida inteira, seja para as próximas 24 horas. No entanto, devemos estar cientes de que o livre arbítrio serve tanto ao bem quanto ao mal, e basta fazermos uma única escolha errada para sofrermos pelo resto de nossas vidas; desse modo, nada mais saudável do que estar em equilíbrio física e psicologicamente.
Com o advento de novas tecnologias e da globalização o mundo nunca esteve tão conectado quanto nos dias atuais. Através da internet e das redes sociais é possível manter contato com pessoas de qualquer parte do globo, bem como compartilhar desde fatos cotidianos aos mais inesperados. Sendo assim, é cada vez mais difícil nos desligarmos desse meio de comunicação, até mesmo porque ele já está integrado ao nosso dia-a-dia e aos nossos afazeres. É possível, ainda, que o distanciamento dessas conexões comprometam não só o futuro do indivíduo como também de toda a sociedade, visto que há um enorme fluxo de informações e utilidades diretamente relacionadas a esse método de contato, tornando-nos completamente dependentes desses equipamentos, o que a terceira revolução industrial nos comprova.
Um dos principais conflitos da sociedade moderna é o tempo. Mesmo com todo o aparato tecnológico criado com o intuito de otimizar nosso tempo, tornando nossas vidas mais práticas, e os inúmeros livros de auto-ajuda, muitos reclamam da "falta de tempo", o que pode ser traduzido como um sinal de que a cada dia nos tornamos mais escravos de imposições - por parte de familiares, relacionamentos ou nós mesmos. O problema é que grande parte do que nos é imposto fere nosso princípio de livre escolha, causando prejuízos ao nosso bem estar e convivência em sociedade. O filme "Antes que termine o dia" nos ilustra as diferentes interações do homem com o tempo. O protagonista, Ian, abdica de sua vida pessoal para se dedicar ao trabalho, ao contrário de sua namorada, Samantha, que está voltada para as relações pessoais; diante de tal conflito, Ian tem a chance de voltar no tempo e fazer escolhas diferentes - sabendo que ao findar do dia irão se separar - quando decide se dedicar totalmente à felicidade da amada, e percebe que também foi um dos dias mais felizes da vida dele. Portanto, é perceptível que somos nós que construímos nossas vidas e trilhamos nossos caminhos, a cada escolha feita ou "sim" ou "não" respondidos, de forma que torna-se impossível a existência de receitas prontas para o alcance da felicidade e do equilíbrio. Devemos considerar que nossa relação com o tempo é imprescindível à nossa formação, então, é preciso aprender a lidar com ele, ousando, experimentando, sentindo, vivendo e, principalmente, de forma que não haja dúvidas ou arrependimentos, pois o hoje será o passado repleto de recordações de um amanhã misterioso.
O músico Gonzaguinha, em sua célebre música "O que é, o que é?" já nos dizia como é belo ser um eterno aprendiz, além de que "somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser". Dessa forma, a música ratifica e reitera nossa realidade, na qual somos a consequência das nossas escolhas. Se a vida não está de acordo com os planejamentos, porque tememos às mudanças? O fato é que com o passar do tempo ficamos acomodados e resignados. Então, até que ponto podemos abdicar dos nossos sonhos, ou melhor, será que podemos esquece-los? De qualquer forma, não existe jeito certo ou errado de viver, mas existe o jeito próprio, de cada pessoa enfrentar a realidade que a cerca. É necessário termos conhecimento de que um dos fatores mais importante é viver o essencial que nos faça felizes e o bastante que nos faça completos, desconsiderando esteriótipos e críticas, que sempre irão existir, independente da decisão tomada. É certo que a ideia de "carpe diem" é muito atrativa, no entanto em nosso contexto social torna-se praticamente uma utopia, visto que todos temos responsabilidades a serem cumpridas. Dessa maneira, é possível apreender que vivemos entre escolhas e aprendizados diários que levaremos sempre conosco, alimentando a necessidade de equilíbrio, para que as recordações sejam boas o bastante para serem rememoradas com satisfação e para que o balanço final da vida seja positivo; e o autoconhecimento é a chave para melhores escolhas.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Novidade!
Consequência de uma pausa...
A maioria aqui sabe que eu não gosto muito de me expor, apesar do modelo inicial do blog. Faço o possível para preservar a mim e a minha família. Entretanto, nesse final de semana passei por ótimas, inexplicáveis, indescritíveis experiências e sentimentos, não só porque passei no vestibular, mas porque pude compartilhar com minha família e com meus amigos um momento único na minha vida. Entremeio a esses momentos algumas pérolas do meu irmão mais novo tiveram grande repercussão, e por inúmeras vezes comentamos que devíamos anotar, arquivar, gravar algumas das coisas que ele diz, para que não se perdesse no tempo, até mesmo porque, ninguém tem memória boa o bastante para arquivar tantas gracinhas! Na verdade, muitas delas já se perderam...
Sendo assim, decidi que ia começar a publicar algumas dessas pérolas por aqui, para que fiquem guardadas e também para que possam alegrar ou surpreender os que por aqui passarem. Não é porque sou a irmã não, mas meu irmão, desde quando começou a falar já surpreendia a todos com sua inteligência, seu jeitinho de ser e agir, deixando a família, é claro, orgulhosa. As primeiras frases já eram no plural, cheia de concordâncias, o que deixava os vários educadores que conhecíamos admirados. A espontaneidade, em dizer o que pensa, o que sabe, o que conhece até mesmo sobre assuntos "de adultos", deixam as pessoas boquiabertas. Enfim, como criança ele tem todas as características de qualquer uma, mas, como dizem algumas pessoas, as características próprias, específicas dele, tal como a inteligência, é que surpreendem, são marcante e deixam a todos vislumbrados.
Vou começar pela mais recente...
No penúltimo final de semana, enquanto andavam pelos pastos da fazenda, meu pai disse que precisava ir olhar uma coisa e que ele podia ficar esperando no local em que estavam, ou seja, meu irmão ia ter que ficar um pouquinho sozinho. Eis que ele encontra uma pena no chão, ao seu lado, a pega e diz para nosso pai: "pai, se o senhor voltar e encontrar só a pena aqui, é porque a onça me comeu!" Naquele momento, imagino que muita coisa deve ter passado pela mente hiperativa dele (eu sei bem o que é ter mente hiperativa, ele teve a quem puxar!), inclusive as histórias de animais e principalmente a das onças; tudo num piscar de olhos, como se fosse uma coisa absolutamente natural e normal.
Como é a inauguração desse assunto de postagem, vou deixar outra história...
Meu irmão mais velho está prestes a se formar, em janeiro temos festa! E ele namora firme com uma mulher que toda a família gosta e admira, que curte as mesmas coisas de todos nós, e meu irmão mais novo adora ela, anda com ela pra todo lado, conversa até falar chega (se bem que isso não é difícil pra ele, tagarela que só vendo - e cansando! haha), fica no encalço mesmo. E, diante da formatura do nosso irmão mais velho ele vira pra nossa mãe e diz, como quem não quer nada, como se fosse tudo normal, na verdade, ele dizia isso enquanto tomava banho: "é mãe, agora, o Felipe vai formar, depois de uns 5 meses vai casar, ter um filho..." Minha mãe responde: "nossa Artur, será?! Aí você vai pra escola, vai sair na rua e todo mundo vai falar: 'olha lá o tio Artur, o titio, titio Artur!'. Resposta instantânea: "Aaaah nãão! Então ele pode casar só daqui 5 anos!" - Como quem diz: "eu ainda sou muito novo pra ser tio e vou ser motivo de zombação!" hahaha - - E outro fato interessante é que o banheiro, para ele, é um local especial, nunca vi ter tanta ideia e tantas tiradas nesse tipo de situação...sem contar que ele não consegue ficar calado, portanto, não consegue ficar sozinho, sem ter alguém pra conversar, daí o fato de sempre ter que ter alguém esperando do lado de fora, ou conversando por gritos! hahaha
Talvez muitos achem sem graça, mas, acontece que é impossível passar através da internet a entonação de voz, o jeito dele pra vocês, entretanto, podem ter a certeza de que quem o conhece, além de nunca mais esquece-lo, dá boas risadas na companhia do mesmo!
Ótimo término de semana a todos!
A maioria aqui sabe que eu não gosto muito de me expor, apesar do modelo inicial do blog. Faço o possível para preservar a mim e a minha família. Entretanto, nesse final de semana passei por ótimas, inexplicáveis, indescritíveis experiências e sentimentos, não só porque passei no vestibular, mas porque pude compartilhar com minha família e com meus amigos um momento único na minha vida. Entremeio a esses momentos algumas pérolas do meu irmão mais novo tiveram grande repercussão, e por inúmeras vezes comentamos que devíamos anotar, arquivar, gravar algumas das coisas que ele diz, para que não se perdesse no tempo, até mesmo porque, ninguém tem memória boa o bastante para arquivar tantas gracinhas! Na verdade, muitas delas já se perderam...
Sendo assim, decidi que ia começar a publicar algumas dessas pérolas por aqui, para que fiquem guardadas e também para que possam alegrar ou surpreender os que por aqui passarem. Não é porque sou a irmã não, mas meu irmão, desde quando começou a falar já surpreendia a todos com sua inteligência, seu jeitinho de ser e agir, deixando a família, é claro, orgulhosa. As primeiras frases já eram no plural, cheia de concordâncias, o que deixava os vários educadores que conhecíamos admirados. A espontaneidade, em dizer o que pensa, o que sabe, o que conhece até mesmo sobre assuntos "de adultos", deixam as pessoas boquiabertas. Enfim, como criança ele tem todas as características de qualquer uma, mas, como dizem algumas pessoas, as características próprias, específicas dele, tal como a inteligência, é que surpreendem, são marcante e deixam a todos vislumbrados.
Vou começar pela mais recente...
No penúltimo final de semana, enquanto andavam pelos pastos da fazenda, meu pai disse que precisava ir olhar uma coisa e que ele podia ficar esperando no local em que estavam, ou seja, meu irmão ia ter que ficar um pouquinho sozinho. Eis que ele encontra uma pena no chão, ao seu lado, a pega e diz para nosso pai: "pai, se o senhor voltar e encontrar só a pena aqui, é porque a onça me comeu!" Naquele momento, imagino que muita coisa deve ter passado pela mente hiperativa dele (eu sei bem o que é ter mente hiperativa, ele teve a quem puxar!), inclusive as histórias de animais e principalmente a das onças; tudo num piscar de olhos, como se fosse uma coisa absolutamente natural e normal.
Como é a inauguração desse assunto de postagem, vou deixar outra história...
Meu irmão mais velho está prestes a se formar, em janeiro temos festa! E ele namora firme com uma mulher que toda a família gosta e admira, que curte as mesmas coisas de todos nós, e meu irmão mais novo adora ela, anda com ela pra todo lado, conversa até falar chega (se bem que isso não é difícil pra ele, tagarela que só vendo - e cansando! haha), fica no encalço mesmo. E, diante da formatura do nosso irmão mais velho ele vira pra nossa mãe e diz, como quem não quer nada, como se fosse tudo normal, na verdade, ele dizia isso enquanto tomava banho: "é mãe, agora, o Felipe vai formar, depois de uns 5 meses vai casar, ter um filho..." Minha mãe responde: "nossa Artur, será?! Aí você vai pra escola, vai sair na rua e todo mundo vai falar: 'olha lá o tio Artur, o titio, titio Artur!'. Resposta instantânea: "Aaaah nãão! Então ele pode casar só daqui 5 anos!" - Como quem diz: "eu ainda sou muito novo pra ser tio e vou ser motivo de zombação!" hahaha - - E outro fato interessante é que o banheiro, para ele, é um local especial, nunca vi ter tanta ideia e tantas tiradas nesse tipo de situação...sem contar que ele não consegue ficar calado, portanto, não consegue ficar sozinho, sem ter alguém pra conversar, daí o fato de sempre ter que ter alguém esperando do lado de fora, ou conversando por gritos! hahaha
Talvez muitos achem sem graça, mas, acontece que é impossível passar através da internet a entonação de voz, o jeito dele pra vocês, entretanto, podem ter a certeza de que quem o conhece, além de nunca mais esquece-lo, dá boas risadas na companhia do mesmo!
Ótimo término de semana a todos!
domingo, 12 de junho de 2011
O lado cômico do vestibular
Consequência de uma pausa...
Como já faz um tempinho que não atualizava o blog, pensei em inúmeras maneiras de o fazer. Para primeiro post de junho, no dia dos namorados, por que não falar sobre essa data? Não, todo mundo vai falar, melhor fazer algo diferente. Que tal um conto, suave, bonito e inteligente? Talvez. E o vestibular que você prestou domingo, cujos detalhes estão ativos na memória? Sim, uma abordagem diferente, pode ser legal! Pronto, decidi!
Véspera e dia de vestibular são momentos de comicidade para muitos. Na véspera você se sente nervoso e ansioso, seu estômago já está te incomodando, sente que está precisando se expressar, se libertar de tudo o que te sufoca. Alguns choram, outros cantam, há os que dançam, tem aqueles que escrevem, os que vão para a balada (não indico!), os que precisam "dar uma última olhadinha no caderno", os que dormem o dia inteiro, aqueles que vão ao cinema ou apenas passear no shopping ou parque, uns que se trancam no quarto, outros que se reúnem com a família, aqueles que vão à igreja, enfim, cada um tem seu "ritual" de véspera de prova. Qual o melhor? Bom, cada um sabe de si, o melhor programa é aquele que vai te ajudar, que te fará sentir-se melhor e pronto pra "fechar" a prova no outro dia! No dia do vestibular, o que te incomodava na véspera, agora te desespera. Lógico que sempre tem aqueles tranquilos, que não se importam com nada, do tipo "tanto faz, tanto fez", que chegam a dormir durante a prova e estão o tempo inteiro sorrindo. Mas, a maioria, sente-se pressionada, sufocada, insegura, com medo de não conseguir obter êxito, da não realização de um sonho, dos julgamentos alheios. É nessa hora que os amigos e a família ajudam bastante, pena que muitos não reconhecem o valor e a importância que possuem na vida de alguém. Na verdade, ninguém é feliz no dia do vestibular, nem os mais confiantes, que se dizem com um pé dentro da faculdade, nem aquele candidato que fecha a prova tem certeza que vai conseguir, afinal, "tudo pode acontecer", "já fiz cursinho mesmo, pra fazer de novo não custa muito", muito menos o que se diz tranquilo ou passa essa ideia, porque tranquilo mesmo, ninguém fica, já que a prova é incerta, e diante das incertezas da vida, é impossível ter calma. E assim as coisas vão se encaminhando até o dia da divulgação dos resultados, pois, somente nesse dia tem-se a certeza do sucesso ou do fracasso, porque dentro dentro de si, todos tem a esperança brilhando.
Depois desse relato generalizado, vou direto ao ponto. Quem já prestou vestibular sabe que sempre acontece alguma coisa que te faz cair na risada (depois da prova, porque antes você fica tentando imaginar as questões e as respectivas resoluções - é uma pena que a gente custe a acertar nas adivinhações!). Depois de alguns ocorridos no último domingo, antes, durante e depois do vestibular da UFT, peguei-me recordando momentos "alegres" que já presenciei nas minhas maratonas prestando vestibular.
1. Os Novatos: Tem sempre aqueles novatos (diga-se os candidatos que estão prestando vestibular pela primeira vez) que não leem o edital. E então chegam totalmente desorganizados para realizar a prova, com alguns desrespeitos ao edital, usando boné, por exemplo. Os fiscais se aproximam e eles enchem os fiscais de perguntas, cujas respostas eles saberiam se estivessem se informado melhor antes. Chamam a atenção de todos pela curiosidade, ou medo de cometer algum erro e ser desclassificado antes mesmo de começar a prova. Alguns ficam muito nervosos e não compreendem o próprio sentimento, por ser a primeira vez sentindo aquela sensação que só quem já passou por isso sabe, por isso, ficam um pouco descontrolados, o que também chama a atenção. Enfim, é possível reconhecer alguns marinheiros de primeira viagem facilmente.
2. Os Super Comunicativos: Aquelas pessoas nervosas - ou não, prefiro acreditar que é nervosismo do que aceitar a existência de pessoas tão sem noção-, que não conseguem se conter e iniciam conversas com o desconhecido que está ao lado. Na maioria das vezes puxam assuntos sem pé nem cabeça. Geralmente são essas pessoas que riem demais, alto e desnecessariamente, que acham que já tem intimidade, que querem descobrir tudo da vida dos concorrentes, que ficam oferecendo balinhas, chicletes e chocolates, começam a dividir suas vidas e, pior, tentam passar o telefone, o orkut, o msn, o facebook, para se comunicarem e dizerem se foram aprovados...vai entender, né?!
3. Os "piqueniqueiros": Por falar nisso...sempre tem os ansiosos de plantão que não se contentam com uma simples barrinha de cereal e levam pacotes de bolachas recheadas, caixas de bombons, barras de chocolate, refrigerante, energético, uma caixa de balinha e inúmeros chicletes, é tanta guloseima que muitas vezes levam numa sacola - sacola, não sacolinha!. Como dizem alguns conhecidos: "tem gente que vai pra prova só pra comer e não fazer!". Lógico que todos estão ansiosos, mas, acredito que essa comilança, ou piquenique, mais atrapalha que ajuda. Além do quê, não atrapalha só o candidato mas todos que estão na sala, porque, convenhamos, é insuportável quando alguém fica o tempo inteiro abrindo esses pacotes, fazendo aquele barulhinho irritante, pior ainda quando tenta esconder e vai aos poucos, devagarinho...
4. Os modelos: Quanto às roupas...aaah se eu pudesse tirar fotos! Tem umas pessoas que sentem necessidade de aparecer e chamar atenção, isso é fato, mas no vestibular é demais! Esse tópico é voltado principalmente às meninas, aquelas que vão com a ideia de seduzir um fiscal, com super decotes, ou "barriguinha" a mostra - mesmo fora de forma!, mini-saias - daquelas que você não acredita que a pessoa vai ter coragem de sentar! Compreendo que devemos ir do jeito que acharmos melhor, confortáveis, entretanto, também acredito que é preciso ter bom-senso, né?! Já presenciei meninas de bota de cano alto em pleno verão goiano também, melhor nem comentar! Os meninos nesse quesito não aparecem tanto, ao menos nas minhas observações. Algumas se produzem tanto que você até imagina "essa aí nem dormiu, veio direto da festa". Maquiagem exagerada, roupa exagerada, acessórios exagerados, e eu só gostaria de uma coisa, que minhas notas sejam exageradas!
5. O plac-plac: Pior que maquiagens, roupas e acessórios exagerados, que além de alguma poluição visual não causam mais nada, é o salto alto. Sim, o salto alto de algumas fiscais, principalmente, é horrível. Elas ficam andando, verificando, observando, e o salto lá, marcando mais presença que a própria dona, com aquele barulho plac-plac-plac enquanto você está tentando resolver aquela questão absurda de física. Então, fica a dica, para fiscais e candidatas, não vão de salto alto, ok?!
6. Os necessitados: O nervosismo muitas vezes faz com que o organismo se desequilibre, assim sendo, não são poucos os candidatos que necessitam ir ao banheiro ou beber água de meia em meia hora, nesse caso, eu apenas digo o que dizem: "se não fosse trágico, seria cômico!"
7. Os Fotógrafos: Recentemente, numa prova de vestibular, uma menina - muito alegre diga-se de passagem - levou sua máquina fotográfica e chamou os "colegas" da sala de prova para tirarem uma foto de recordação!! Ao saber dessa história, foi impossível não rir, e fiquei sabendo a partir de uma testemunha que estava na mesma sala que a menina feliz! Agora me pergunto, como pode uma coisa dessas? O que ela tem na cabeça? Sem contar que o porte desse tipo de equipamento causa eliminação. Portanto, caros candidatos, nunca inventem de querer tirar fotos no local de prova, não há necessidade disso, apenas passem no vestibular que todos irão saber que você fez a prova...
8. Os tranquilões: Os mais tranquilos chegam com boné, óculos escuros (sem prescrição médica), aparelhos eletrônicos e mascando chiclete de boca aberta. Aí, os fiscais se aproximam com as informações de proibições e consequências. Eles tiram o boné e deixam a mostra o cabelo desarrumado, colocam o óculos escuro e o celular dentro do boné no chão, ou, no saquinho disponibilizado, continuam mascando chiclete de boca aberta. Fazem a prova como se fosse algo normal, chegam e saem sorrindo. Geralmente vão de bermudões e chinelo. Você percebe que ao sair eles já tem um esquema ajeitado (uma festa pra ir, por exemplo). E, provavelmente ele tomará sua vaga, porque está tranquilo, relaxado, e você nervoso, pense nisso também!
9. Os derradeiros: Sempre tem aqueles que chegam de última hora, esbaforidos, com suor escorrendo, cara de cansados e assustados. Não são tão cômicos devido a situação, visto que por pouco eles perderiam a prova, mas, sem hipocrisia, a pessoa chega com uma cara engraçada. Alguns riem de nervosismo, rezam, vão contar a história, ficam vermelhos de vergonha e constrangimento. Também tem os que perdem a hora e não fazem a prova. É complicado isso, porque você estuda o ano inteiro para àquele momento, conta os meses, os dias, as horas e quando chega você simplesmente vacila?!! Nem que tenha que sair 1 dia antes de casa, se é o que você quer, tem que correr atrás, ou melhor, tem que ir com calma, chegar com antecedência, se concentrar e preparar, não dá para deixar tudo de última hora!
10. Os curiosos: Também ocorre de nos depararmos com candidatos que não estão corretamente ou tecnicamente preparados para a prova. Mesmo com todas as informações nos cartões resposta, com as informações que os fiscais transmitem, com as explicações dos editais, não param de fazer perguntas. Tiveram alguns que também erraram e fizeram o maior escândalo na minha sala, uma menina, por exemplo, simplesmente resolveu as 2 provas de lingua estrangeira e marcou as 2 no gabarito, sendo que deveria ser só uma, a que escolhemos no momento da inscrição, desse modo, a matéria que tinha pra marcar depois da prova de língua estrangeira, ela não marcou, ou seja, com gabaritos trocados e errados, ela não tinha chance. Vale a pena perguntar quando se tem dúvida, lógico, mas como vestibulandos devemos ler os editais, se informar antes da prova.
11. Os excessivamente inseguros: Alguns candidatos sentem-se mais confortáveis e preparados se estudarem até os 30 segundos antes do início das provas, daí, levam cadernos, livros, apostilas, chegam cedo, ficam lendo, escrevendo, falando em voz alta, entram pra sala, sentam e continuam, até o fiscal chegar e mandar guardar. Pode até ser que ajude, mas, é difícil né colegas?! Você vai fazer a prova com o que você sabe de verdade, com o que está guardado na sua mente, com o seu cérebro exercitado durante todo o ano. Não dá para aprender muito na reta final, concordemos...
Bom, provavelmente esqueci de alguns, deixei de contar alguns casos, mas, o que vale é a intenção, não é mesmo? Se alguém aí quiser completar, comentar, discordar, concordar, só deixar nos comentários. De qualquer forma, acreditem, tudo o que está aqui é a verdade. E, por favor, você que vai prestar vestibular, prepare-se beeeeeeem antes, pra não passar vergonha, não correr o risco de ser eliminado, não atrapalhar os outros que também deram duro ou não virar história contada num blog...
Como já faz um tempinho que não atualizava o blog, pensei em inúmeras maneiras de o fazer. Para primeiro post de junho, no dia dos namorados, por que não falar sobre essa data? Não, todo mundo vai falar, melhor fazer algo diferente. Que tal um conto, suave, bonito e inteligente? Talvez. E o vestibular que você prestou domingo, cujos detalhes estão ativos na memória? Sim, uma abordagem diferente, pode ser legal! Pronto, decidi!
Véspera e dia de vestibular são momentos de comicidade para muitos. Na véspera você se sente nervoso e ansioso, seu estômago já está te incomodando, sente que está precisando se expressar, se libertar de tudo o que te sufoca. Alguns choram, outros cantam, há os que dançam, tem aqueles que escrevem, os que vão para a balada (não indico!), os que precisam "dar uma última olhadinha no caderno", os que dormem o dia inteiro, aqueles que vão ao cinema ou apenas passear no shopping ou parque, uns que se trancam no quarto, outros que se reúnem com a família, aqueles que vão à igreja, enfim, cada um tem seu "ritual" de véspera de prova. Qual o melhor? Bom, cada um sabe de si, o melhor programa é aquele que vai te ajudar, que te fará sentir-se melhor e pronto pra "fechar" a prova no outro dia! No dia do vestibular, o que te incomodava na véspera, agora te desespera. Lógico que sempre tem aqueles tranquilos, que não se importam com nada, do tipo "tanto faz, tanto fez", que chegam a dormir durante a prova e estão o tempo inteiro sorrindo. Mas, a maioria, sente-se pressionada, sufocada, insegura, com medo de não conseguir obter êxito, da não realização de um sonho, dos julgamentos alheios. É nessa hora que os amigos e a família ajudam bastante, pena que muitos não reconhecem o valor e a importância que possuem na vida de alguém. Na verdade, ninguém é feliz no dia do vestibular, nem os mais confiantes, que se dizem com um pé dentro da faculdade, nem aquele candidato que fecha a prova tem certeza que vai conseguir, afinal, "tudo pode acontecer", "já fiz cursinho mesmo, pra fazer de novo não custa muito", muito menos o que se diz tranquilo ou passa essa ideia, porque tranquilo mesmo, ninguém fica, já que a prova é incerta, e diante das incertezas da vida, é impossível ter calma. E assim as coisas vão se encaminhando até o dia da divulgação dos resultados, pois, somente nesse dia tem-se a certeza do sucesso ou do fracasso, porque dentro dentro de si, todos tem a esperança brilhando.
Depois desse relato generalizado, vou direto ao ponto. Quem já prestou vestibular sabe que sempre acontece alguma coisa que te faz cair na risada (depois da prova, porque antes você fica tentando imaginar as questões e as respectivas resoluções - é uma pena que a gente custe a acertar nas adivinhações!). Depois de alguns ocorridos no último domingo, antes, durante e depois do vestibular da UFT, peguei-me recordando momentos "alegres" que já presenciei nas minhas maratonas prestando vestibular.
1. Os Novatos: Tem sempre aqueles novatos (diga-se os candidatos que estão prestando vestibular pela primeira vez) que não leem o edital. E então chegam totalmente desorganizados para realizar a prova, com alguns desrespeitos ao edital, usando boné, por exemplo. Os fiscais se aproximam e eles enchem os fiscais de perguntas, cujas respostas eles saberiam se estivessem se informado melhor antes. Chamam a atenção de todos pela curiosidade, ou medo de cometer algum erro e ser desclassificado antes mesmo de começar a prova. Alguns ficam muito nervosos e não compreendem o próprio sentimento, por ser a primeira vez sentindo aquela sensação que só quem já passou por isso sabe, por isso, ficam um pouco descontrolados, o que também chama a atenção. Enfim, é possível reconhecer alguns marinheiros de primeira viagem facilmente.
2. Os Super Comunicativos: Aquelas pessoas nervosas - ou não, prefiro acreditar que é nervosismo do que aceitar a existência de pessoas tão sem noção-, que não conseguem se conter e iniciam conversas com o desconhecido que está ao lado. Na maioria das vezes puxam assuntos sem pé nem cabeça. Geralmente são essas pessoas que riem demais, alto e desnecessariamente, que acham que já tem intimidade, que querem descobrir tudo da vida dos concorrentes, que ficam oferecendo balinhas, chicletes e chocolates, começam a dividir suas vidas e, pior, tentam passar o telefone, o orkut, o msn, o facebook, para se comunicarem e dizerem se foram aprovados...vai entender, né?!
3. Os "piqueniqueiros": Por falar nisso...sempre tem os ansiosos de plantão que não se contentam com uma simples barrinha de cereal e levam pacotes de bolachas recheadas, caixas de bombons, barras de chocolate, refrigerante, energético, uma caixa de balinha e inúmeros chicletes, é tanta guloseima que muitas vezes levam numa sacola - sacola, não sacolinha!. Como dizem alguns conhecidos: "tem gente que vai pra prova só pra comer e não fazer!". Lógico que todos estão ansiosos, mas, acredito que essa comilança, ou piquenique, mais atrapalha que ajuda. Além do quê, não atrapalha só o candidato mas todos que estão na sala, porque, convenhamos, é insuportável quando alguém fica o tempo inteiro abrindo esses pacotes, fazendo aquele barulhinho irritante, pior ainda quando tenta esconder e vai aos poucos, devagarinho...
4. Os modelos: Quanto às roupas...aaah se eu pudesse tirar fotos! Tem umas pessoas que sentem necessidade de aparecer e chamar atenção, isso é fato, mas no vestibular é demais! Esse tópico é voltado principalmente às meninas, aquelas que vão com a ideia de seduzir um fiscal, com super decotes, ou "barriguinha" a mostra - mesmo fora de forma!, mini-saias - daquelas que você não acredita que a pessoa vai ter coragem de sentar! Compreendo que devemos ir do jeito que acharmos melhor, confortáveis, entretanto, também acredito que é preciso ter bom-senso, né?! Já presenciei meninas de bota de cano alto em pleno verão goiano também, melhor nem comentar! Os meninos nesse quesito não aparecem tanto, ao menos nas minhas observações. Algumas se produzem tanto que você até imagina "essa aí nem dormiu, veio direto da festa". Maquiagem exagerada, roupa exagerada, acessórios exagerados, e eu só gostaria de uma coisa, que minhas notas sejam exageradas!
5. O plac-plac: Pior que maquiagens, roupas e acessórios exagerados, que além de alguma poluição visual não causam mais nada, é o salto alto. Sim, o salto alto de algumas fiscais, principalmente, é horrível. Elas ficam andando, verificando, observando, e o salto lá, marcando mais presença que a própria dona, com aquele barulho plac-plac-plac enquanto você está tentando resolver aquela questão absurda de física. Então, fica a dica, para fiscais e candidatas, não vão de salto alto, ok?!
6. Os necessitados: O nervosismo muitas vezes faz com que o organismo se desequilibre, assim sendo, não são poucos os candidatos que necessitam ir ao banheiro ou beber água de meia em meia hora, nesse caso, eu apenas digo o que dizem: "se não fosse trágico, seria cômico!"
7. Os Fotógrafos: Recentemente, numa prova de vestibular, uma menina - muito alegre diga-se de passagem - levou sua máquina fotográfica e chamou os "colegas" da sala de prova para tirarem uma foto de recordação!! Ao saber dessa história, foi impossível não rir, e fiquei sabendo a partir de uma testemunha que estava na mesma sala que a menina feliz! Agora me pergunto, como pode uma coisa dessas? O que ela tem na cabeça? Sem contar que o porte desse tipo de equipamento causa eliminação. Portanto, caros candidatos, nunca inventem de querer tirar fotos no local de prova, não há necessidade disso, apenas passem no vestibular que todos irão saber que você fez a prova...
8. Os tranquilões: Os mais tranquilos chegam com boné, óculos escuros (sem prescrição médica), aparelhos eletrônicos e mascando chiclete de boca aberta. Aí, os fiscais se aproximam com as informações de proibições e consequências. Eles tiram o boné e deixam a mostra o cabelo desarrumado, colocam o óculos escuro e o celular dentro do boné no chão, ou, no saquinho disponibilizado, continuam mascando chiclete de boca aberta. Fazem a prova como se fosse algo normal, chegam e saem sorrindo. Geralmente vão de bermudões e chinelo. Você percebe que ao sair eles já tem um esquema ajeitado (uma festa pra ir, por exemplo). E, provavelmente ele tomará sua vaga, porque está tranquilo, relaxado, e você nervoso, pense nisso também!
9. Os derradeiros: Sempre tem aqueles que chegam de última hora, esbaforidos, com suor escorrendo, cara de cansados e assustados. Não são tão cômicos devido a situação, visto que por pouco eles perderiam a prova, mas, sem hipocrisia, a pessoa chega com uma cara engraçada. Alguns riem de nervosismo, rezam, vão contar a história, ficam vermelhos de vergonha e constrangimento. Também tem os que perdem a hora e não fazem a prova. É complicado isso, porque você estuda o ano inteiro para àquele momento, conta os meses, os dias, as horas e quando chega você simplesmente vacila?!! Nem que tenha que sair 1 dia antes de casa, se é o que você quer, tem que correr atrás, ou melhor, tem que ir com calma, chegar com antecedência, se concentrar e preparar, não dá para deixar tudo de última hora!
10. Os curiosos: Também ocorre de nos depararmos com candidatos que não estão corretamente ou tecnicamente preparados para a prova. Mesmo com todas as informações nos cartões resposta, com as informações que os fiscais transmitem, com as explicações dos editais, não param de fazer perguntas. Tiveram alguns que também erraram e fizeram o maior escândalo na minha sala, uma menina, por exemplo, simplesmente resolveu as 2 provas de lingua estrangeira e marcou as 2 no gabarito, sendo que deveria ser só uma, a que escolhemos no momento da inscrição, desse modo, a matéria que tinha pra marcar depois da prova de língua estrangeira, ela não marcou, ou seja, com gabaritos trocados e errados, ela não tinha chance. Vale a pena perguntar quando se tem dúvida, lógico, mas como vestibulandos devemos ler os editais, se informar antes da prova.
11. Os excessivamente inseguros: Alguns candidatos sentem-se mais confortáveis e preparados se estudarem até os 30 segundos antes do início das provas, daí, levam cadernos, livros, apostilas, chegam cedo, ficam lendo, escrevendo, falando em voz alta, entram pra sala, sentam e continuam, até o fiscal chegar e mandar guardar. Pode até ser que ajude, mas, é difícil né colegas?! Você vai fazer a prova com o que você sabe de verdade, com o que está guardado na sua mente, com o seu cérebro exercitado durante todo o ano. Não dá para aprender muito na reta final, concordemos...
Bom, provavelmente esqueci de alguns, deixei de contar alguns casos, mas, o que vale é a intenção, não é mesmo? Se alguém aí quiser completar, comentar, discordar, concordar, só deixar nos comentários. De qualquer forma, acreditem, tudo o que está aqui é a verdade. E, por favor, você que vai prestar vestibular, prepare-se beeeeeeem antes, pra não passar vergonha, não correr o risco de ser eliminado, não atrapalhar os outros que também deram duro ou não virar história contada num blog...
domingo, 29 de maio de 2011
O que há de errado com o homem?
Esse foi um dos meus melhores textos produzidos esse ano, então, pensei: "por que não compartilhar com o mundo?". Acredito que ele passa uma ideia e promove uma reflexão da qual todos nós sentimos necessidade. Afinal, quem não sonha em ser eternamente feliz?
Tema: O que há de errado com a felicidade?
Gênero: Artigo de Opinião
Trilha sonora: O que é, o que é? - Gonzaguinha
Nada de errado há com a felicidade. São as atitudes inconscientes ou alteradas do homem que nos trazem essa falsa idéia. Acredito que a felicidade está no modo como decidimos enxergar a vida. Precisamos estar preparados para inúmeras adversidades e limitações. É devido a essa dificuldade em contornar obstáculos e visualizar o mundo com clareza que poucos realmente alcançam um estado de felicidade, sabedoria e sensação de bem estar.
Tema: O que há de errado com a felicidade?
Gênero: Artigo de Opinião
Trilha sonora: O que é, o que é? - Gonzaguinha
Diversas batalhas são travadas no decorrer do dia por inúmeras pessoas, que estão em busca da concretização dos sonhos e da conquista da felicidade. Dizem que a finalidade da vida é “ser feliz”, entretanto, alguns mal sabem como alcançar esse estado abstrato fortemente almejado e o quanto sua presença ou ausência é capaz de influenciar nossas vidas. Há quem se pergunta, inclusive, o que há de errado com a felicidade, pois eu acredito que a pergunta seria: o que há de errado com o homem?
O filme “Em busca da felicidade” é um exemplo da forma como muitos lidam com a falta de felicidade e até onde estão dispostos a ir para senti-la. Chris Gardner (Will Smith) é capaz de atropelar todas as dificuldades e obstáculos para conseguir uma vida digna a ele e, principalmente, ao filho. Essa história nos mostra claramente que a capacidade para encontrar a felicidade está dentro de cada um de nós e é relativa de um indivíduo a outro.
A relação do homem com a felicidade ultrapassa milênios. Desde os filósofos gregos que buscavam-na através da sabedoria, ao século XXI, no qual as concepções de vida a respeito da conquista da felicidade são as mais diversas possíveis. Desse modo, verificamos que esse sentimento não passa de um estado psicológico momentâneo regido por escolhas próprias. Ou seja, não é um sentimento eterno, se esvai com o tempo e conforme amadurecemos, mudemos de opinião ou encontremos algo que nos fará ainda mais felizes que dantes.
O fato de sentirmo-nos felizes está diretamente ligado às relações interpessoais que mantemos. As redes sociais, portanto, conquistaram um importante espaço no “precioso” tempo dos internautas. Não é à toa que empresas criam programas para motivarem e construírem um local de trabalho melhor e mais saudável, tudo fundamentado na idéia de proporcionar alegria aos funcionários que, em conseqüência, produzirão mais e com maior qualidade. Por outro lado, a internet e o meio midiático em geral, podem interferir drasticamente no modo de vida das pessoas. Através de propagandas publicitárias voltadas para “resolução de problemas” fácil e instantaneamente – tais como perca de peso rápida, transformação do corpo para se igualar a alguma famosa em uma semana, conquista de um grande amor – vendem ideais e padrões de consumo acrescentados da idéia de que de tal modo qualquer um poderá atingir um nível de felicidade plena. Creio que dessa forma conquistam “clientes” alienados e frustrados. É fundamental enxergarmos a felicidade naquilo que temos e não nos estereótipos impostos pelo “mundo”. A felicidade só será alcançada quando a pessoa estiver em harmonia consigo e com o mundo. Devemos ter a consciência de que muitos bens cruciais para sermos felizes não podem ser adquiridos em lojas, até mesmo porque, não possuem preço.
É claro que à medida que o homem evolui torna-se mais insaciável. A partir do momento em que os resultados desejados não são atingidos e a felicidade não se faz presente, a vivência torna-se uma tarefa complicada. Assim sendo, uma imperfeição no início dessa trajetória provoca caos quando percebe-se que a alegria não é completa e que a responsabilidade é individual. Nesse contexto de frustrações há chances de deturpações de valores que podem levar a transgressões, como uso de drogas e violência, alterando o bem estar social, afinal, vivemos em uma sociedade, na qual todos interferem no meio, independente da própria vontade e mesmo que o individualismo muitas vezes prevaleça sobre a coletividade.
sábado, 21 de maio de 2011
Um brilho no olhar
Consequência de uma pausa...
Tema: Os espaços urbanos das grandes cidades e a qualidade de vida.
Os médicos voltaram acompanhados dos meus filhos. O efeito do tratamento não estava sendo satisfatório. Para eles, era como se eu já estivesse morto. Percebi que eles choravam e se despediam de mim. Meu desejo era poder abraçá-los e pedir desculpas por todos os erros cometidos. Uma aflição terrível tomou conta de mim. Tinha que existir alguma forma de me expressar, de avisar que eu estava bem, que eu podia ouvi-los, que eu os amava e que me comprometia a mudar meu comportamento. Se fosse necessário, voltaríamos a ter nossa vida no interior – que saudade! Então, uma lágrima escorreu de meus olhos. Lembramos que Deus existia. O aviso foi dado. Sim, eu estava vivo. Sim, eu os amava. Sim, eu estava pronto para operar mudanças. Naquele momento, concentrava-me em poder abrir os olhos, renascer e enxergar o colorido da vida outra vez...
Tema: Os espaços urbanos das grandes cidades e a qualidade de vida.
Acordei atordoado, sequer soube reconhecer onde me encontrava. Não conseguia abrir meus olhos, nem me mexer, o que me deixou desesperado. Comecei a ouvir uns barulhos típicos de hospital e algumas vozes a minha volta, embora não soubesse distinguir as pessoas. Falavam em tom de preocupação e seriedade, imaginei que fossem médicos. Tentei me recordar como fui parar ali, mas, fui interrompido por uma visita.
Minha filha sentou ao meu lado e começou a conversar. Minha maior vontade era poder dizer o quanto a amava – há quanto tempo não dizia isso! - e perguntar o que estava acontecendo comigo. Sentia-me como uma criança indefesa, necessitada de colo e carinho. Percebi que ela se perguntava, com tristeza, como tudo tinha acontecido, como eu deixei chegar àquele ponto. Desse modo, fui recuperando minha memória a respeito de como estava agindo nos últimos anos.
Lembrei-me de quando a mãe dela ainda era viva e morávamos no interior de Goiás. Tínhamos nossa casa simples e confortável, conhecíamos todos os vizinhos e todas as semanas havia reuniões entre amigos. Não raro, no fim da tarde, sentávamos na porta de casa e ficávamos observando o movimento da cidade, que não era muito. Nos finais de semana íamos à fazenda, cavalgávamos e pescávamos. Também deixávamos que as crianças se esbaldassem na terra fofa. Incrível como todos se conheciam, se respeitavam, eram cordiais e estavam dispostos a ajudar uns aos outros. A cidade não tinha uma estrutura das melhores e estava longe de ser sinônimo de progresso, mas ainda assim proporcionava muita alegria aos moradores, ninguém queria se mudar. Entretanto, depois de receber uma ótima oferta de emprego, mudei junto de minha família para a capital.
Passamos a morar em apartamento, cercados por grades e câmeras de segurança. Os únicos que sabiam de nossa existência e rotina eram os porteiros, nem mesmo conhecíamos nossos vizinhos. Minha mulher começou a trabalhar e nossos filhos ficavam o dia inteiro por conta de empregados, escola e atividades extracurriculares. Quando chegava a noite queríamos apenas dormir e descansar. Não havia mais diálogo, muito menos família unida. Agora cada um tinha sua vida, sua rotina, seus amigos.
Após três anos morando em Goiânia senti os sinais da velhice se aproximando. Estava sempre cansado, sem fôlego, estressado, ansioso e dormindo pouco. O cigarro e a poluição faziam parte de mim e agravavam a situação do meu sistema respiratório. Tinha parado de caminhar e tornado um exímio sedentário.
Recordei-me, então, de um dos maiores sufoco pelo qual passei. O dia em que colidi com outro carro. Estava com muita pressa e com sono. Ao menos assumi a responsabilidade, o que não evitou xingamentos, desrespeito e quase agressão. Foi nesse dia que sofri meu primeiro enfarto. Dei-me conta de que esse não foi o único episódio em que me descontrolei. A briga no supermercado, a discussão com o síndico, as buzinadas no trânsito, o mau cheiro no prédio devido à grande quantidade de lixo, os empurrões na fila do banco, a briga com meu filho por causa das festas, bebidas e companhias, a morte da minha mulher e, por fim, o assalto.
De súbito lembrei-me porque estava na unidade intensiva. Fui assaltado e reagi, não esperava que ele fosse capaz de atirar em mim. Por um segundo acreditei que ainda estivesse no interior do estado e que fosse possível resolver os problemas apenas com uma conversa. Realmente, nossa vida tornou-se insignificante, assim como inúmeros valores foram deturpados e perdendo sentido.
domingo, 15 de maio de 2011
Incondicionalmente, amigos!
Consequência de uma pausa...
Nas últimas semanas, não sei ao certo o porquê, senti-me abraçada e beijada, senti-me feliz, dando muitas risadas, senti-me cheia de saudades, senti-me uma pessoa melhor, senti-me amada, enfim, senti-me repleta de amigos. Agora, pensando melhor, senti que a amizade também pode ser um amor incondicional e eterno. Portanto, dedico tudo o que aqui escreverei a todos os meus amigos, os do dia-a-dia e os que por algum motivo estão longes, os virtuais-blogueiros, e, principalmente, os que estão para sempre no meu coração e ao meu lado, com os quais mantenho uma eterna amizade de amor incondicional. Antes, desculpem-me os outros, dedico "mais especialmente ainda" ao Pedro, com o qual tenho a amizade mais duradoura, afinal, uma amizade que inicia aos 3 anos de idade (naquela época pode ser que nem sabíamos o que era a amizade ao certo, porém, sempre estávamos juntos, brincando, nos divertindo e estudando -lógico! - ou seja, sempre estivemos em sintonia) e até hoje está firme e forte, merece toda a homenagem e uma dedicação especial!
Quando pequenos não compreendemos nossos sentimentos. Gostamos ou não. Queremos ou não. Fazemos ou não. Apenas seguimos nossos instintos, nosso coração. Logo, posso dizer que amizades que começam na infância, duram porque são autênticas, são de verdade, caso não durem, é porque conforme as pessoas vão crescendo, vão se amarrando às armadilhas que a vida nos prega e assim aprendem a mentir, enganar, sufocar, reprimir, esquecem-se de quem são e se perdem na busca pelo que almejam. Concordo com quem diz que para minha geração é mais fácil e prático manter contato, continuar com uma amizade, devido à ação da tecnologia desde quando nascemos, porém, até hoje existem as cartas e os telegramas que também podem ajudar, há bastante tempo existe o telefone, os "orelhões", e, quem é que não tem um celular hoje em dia? Acredito que para que as amizades se desfaçam nos dias atuais é porque simplesmente não há verdade e clareza nas relações, não há sintonia, não há coisas em comum, ou, há pessoas insensíveis que infelizmente interferem numa relação amiga que podia fazer bem ao grupo, ou par.
Certa vez, quando cursava a 7ª série do ensino fundamental, uma pessoa me disse que foi nessa época escolar que ela fez os melhores amigos, os que a acompanhava (até aquele dia da nossa conversa). Eu acreditei. Entretanto, não sabia que naquela época ainda não tinha maturidade o bastante para reconhecer quem eram os meus verdadeiros amigos, poucos dos que eu considerava como amigos para a vida inteira perduram, e, mesmo assim, algumas relações são feitas de pequenas conversas e poucos encontros, só que os sentimentos e as lembranças continuam vivos dentro de mim, e, disso, poucos sabem (agora, muitos sabem!). Contudo, diante de tudo o que já passei (pode não ser muita coisa para quem lê, mas para mim já estou ficando quase uma idosa, ainda mais com meu estilo de vida, haha) posso afirmar com toda a certeza de que as amizades feitas no ensino médio, durarão uma vida inteira. Ao entrar nessa nova etapa de vida, os jovens descobrem e escolhem quem serão as pessoas que farão parte das suas vidas daí para frente, se você parar e pensar, verá que a maioria dos seus amigos você conheceu enquanto jovem, na vida escolar, ou na faculdade, também. E, esses, com os quais você compartilhou inúmeros momentos, inúmeras experiências e sensações, são os que fazem parte da sua vida hoje em dia, se não for todos os dias, não importa, pois o que interessa é a cumplicidade, o amor e os laços que os unem. Portanto, as amizades que eu iniciei nos últimos 4 ou 5 anos, pode-se dizer que são aquelas que eu levarei comigo para onde for, para o resto da minha vida, porque elas são de suma importância para mim, são muito especiais, são únicas e muito verdadeiras - de todas as partes -, porque elas me trazem paz, harmonia, amor, carinho, afeto, alegria, cumplicidade, união, risadas, companheirismo, abraços, ombros, lágrimas, compartilhamento, aprendizado, sabedoria, exercícios, dicas -saudáveis e não saudáveis-, enfim, uma infinidade de sentimentos, de momentos, que me tornam uma pessoa melhor e, principalmente, um ser humano!
Quando adultos, muitos são os que se casam e se esquecem dos amigos. Lógico, a partir desse momento muitas coisas mudam, mas, acho que vale lembrar de quem já participou das nossas vidas, que deixaram suas marcas e, dessa forma, se fazem importantes. Na verdade, o que é feito do homem sem a amizade? Nunca se esqueçam de que os amigos também formam uma família, e, por mais clichê que seja, uma família que temos a oportunidade de escolher - ou não. Que se for bem escolhida, funcionará como àquela que Deus escolheu, com direito aos mais sublimes sentimentos e momentos compartilhados. Então, caros adultos, não se esqueçam daqueles que já passaram por suas vidas - ou passam -, deixam suas marcas e te ajudam a construir uma vida melhor. E, queridos amigos, eu prometo que do que depender de mim, ainda enquanto velhinhos, estaremos nos reunindo e lembrando de todas as experiências vividas juntos, pois essas, com certeza, ficarão para sempre em nossas memórias, com direito a guardar todas as emoções no coração, sem contar que não há Mal de Alzheimer que nos fará esquecer quem amamos (espero que vocês me amem assim como eu os amo!) e partilhamos! (Como percebem estou deixando aflorar meu lado direito do cérebro, e o lado esquerdo do resto do corpo).
Hoje em dia também existem os amigos virtuais. Quem disse que não é possível manter uma amizade através da internet? Eu e alguns amigos somos exemplos vivos de que amizades virtuais existem e resistem tão bem quanto amizades próximas, se não forem melhores do que algumas não separadas pela distância, rs. O problema é o medo, o receio de enganação, de mentiras, de ir parar num B.O. (não estou exagerando!), até mesmo porque a sociedade é feita de homens e homens, não é mesmo? Aí entra aquela questão de sabedoria, inteligência e experiência de vida para saber como escolher e manter as amizades virtuais certas, pois todos estão sujeitos à cair numa silada. De qualquer forma, "os bons ainda são maioria" e os amigos fazem parte de nossas vidas, sejam virtuais ou não. E o que é a distância perante fortes sentimentos amigáveis? Se não fosse a saudade e a falta do calor humano, a falta daquele abraço apertado e do cafuné carinhoso, das conversas olho no olho sem estar passível de uma falha da cam, a distância seria algo pequeno...
Enfim, acho que tudo o que aqui está escrito resume o papel dos meus amigos na minha vida. É uma síntese de fragmentos da minha vida real misturados à fragmentos do que é geral. Gostaria de salientar que o que me inspirou foram comentários recebidos e análises pessoais, que me fizeram perceber o quanto algumas pessoas são imprescendíveis para que eu possa viver bem. Quando vejo comentários carinhosos no blog, por exemplo, me sinto tão bem, minha alma, minha mente se acalma de forma que eu não consigo explicar em palavras, só quem sente sabe. Quando encontro meus amigos, quando passo hooooooooooras conversando com eles, compartilhando, lembrando e construindo momentos e experiências, me sinto como uma criança bem alegre e cara de sapeca que os pais dão liberdade para fazerem o que quiserem, principalmente se for na casa dos avós, conhecem esse sentimento? Com eles, esqueço todo o café estimulante, não precisa, a conversa basta. Esqueço do chocolate para liberar endorfina, a não ser que seja um daqueles brigadeiros de panela que fazemos para comer de colher e fazer bagunça, huuuuum...Por fim, obrigada meus amigos e amigas, por fazerem parte da minha vida, vocês são únicos, inesquecíveis, insubstituíveis e eternos em minha vida, amo todos vocês! Espero que sejamos sempre incondicionalmente, amigos!
Nas últimas semanas, não sei ao certo o porquê, senti-me abraçada e beijada, senti-me feliz, dando muitas risadas, senti-me cheia de saudades, senti-me uma pessoa melhor, senti-me amada, enfim, senti-me repleta de amigos. Agora, pensando melhor, senti que a amizade também pode ser um amor incondicional e eterno. Portanto, dedico tudo o que aqui escreverei a todos os meus amigos, os do dia-a-dia e os que por algum motivo estão longes, os virtuais-blogueiros, e, principalmente, os que estão para sempre no meu coração e ao meu lado, com os quais mantenho uma eterna amizade de amor incondicional. Antes, desculpem-me os outros, dedico "mais especialmente ainda" ao Pedro, com o qual tenho a amizade mais duradoura, afinal, uma amizade que inicia aos 3 anos de idade (naquela época pode ser que nem sabíamos o que era a amizade ao certo, porém, sempre estávamos juntos, brincando, nos divertindo e estudando -lógico! - ou seja, sempre estivemos em sintonia) e até hoje está firme e forte, merece toda a homenagem e uma dedicação especial!
Quando pequenos não compreendemos nossos sentimentos. Gostamos ou não. Queremos ou não. Fazemos ou não. Apenas seguimos nossos instintos, nosso coração. Logo, posso dizer que amizades que começam na infância, duram porque são autênticas, são de verdade, caso não durem, é porque conforme as pessoas vão crescendo, vão se amarrando às armadilhas que a vida nos prega e assim aprendem a mentir, enganar, sufocar, reprimir, esquecem-se de quem são e se perdem na busca pelo que almejam. Concordo com quem diz que para minha geração é mais fácil e prático manter contato, continuar com uma amizade, devido à ação da tecnologia desde quando nascemos, porém, até hoje existem as cartas e os telegramas que também podem ajudar, há bastante tempo existe o telefone, os "orelhões", e, quem é que não tem um celular hoje em dia? Acredito que para que as amizades se desfaçam nos dias atuais é porque simplesmente não há verdade e clareza nas relações, não há sintonia, não há coisas em comum, ou, há pessoas insensíveis que infelizmente interferem numa relação amiga que podia fazer bem ao grupo, ou par.
Certa vez, quando cursava a 7ª série do ensino fundamental, uma pessoa me disse que foi nessa época escolar que ela fez os melhores amigos, os que a acompanhava (até aquele dia da nossa conversa). Eu acreditei. Entretanto, não sabia que naquela época ainda não tinha maturidade o bastante para reconhecer quem eram os meus verdadeiros amigos, poucos dos que eu considerava como amigos para a vida inteira perduram, e, mesmo assim, algumas relações são feitas de pequenas conversas e poucos encontros, só que os sentimentos e as lembranças continuam vivos dentro de mim, e, disso, poucos sabem (agora, muitos sabem!). Contudo, diante de tudo o que já passei (pode não ser muita coisa para quem lê, mas para mim já estou ficando quase uma idosa, ainda mais com meu estilo de vida, haha) posso afirmar com toda a certeza de que as amizades feitas no ensino médio, durarão uma vida inteira. Ao entrar nessa nova etapa de vida, os jovens descobrem e escolhem quem serão as pessoas que farão parte das suas vidas daí para frente, se você parar e pensar, verá que a maioria dos seus amigos você conheceu enquanto jovem, na vida escolar, ou na faculdade, também. E, esses, com os quais você compartilhou inúmeros momentos, inúmeras experiências e sensações, são os que fazem parte da sua vida hoje em dia, se não for todos os dias, não importa, pois o que interessa é a cumplicidade, o amor e os laços que os unem. Portanto, as amizades que eu iniciei nos últimos 4 ou 5 anos, pode-se dizer que são aquelas que eu levarei comigo para onde for, para o resto da minha vida, porque elas são de suma importância para mim, são muito especiais, são únicas e muito verdadeiras - de todas as partes -, porque elas me trazem paz, harmonia, amor, carinho, afeto, alegria, cumplicidade, união, risadas, companheirismo, abraços, ombros, lágrimas, compartilhamento, aprendizado, sabedoria, exercícios, dicas -saudáveis e não saudáveis-, enfim, uma infinidade de sentimentos, de momentos, que me tornam uma pessoa melhor e, principalmente, um ser humano!
Quando adultos, muitos são os que se casam e se esquecem dos amigos. Lógico, a partir desse momento muitas coisas mudam, mas, acho que vale lembrar de quem já participou das nossas vidas, que deixaram suas marcas e, dessa forma, se fazem importantes. Na verdade, o que é feito do homem sem a amizade? Nunca se esqueçam de que os amigos também formam uma família, e, por mais clichê que seja, uma família que temos a oportunidade de escolher - ou não. Que se for bem escolhida, funcionará como àquela que Deus escolheu, com direito aos mais sublimes sentimentos e momentos compartilhados. Então, caros adultos, não se esqueçam daqueles que já passaram por suas vidas - ou passam -, deixam suas marcas e te ajudam a construir uma vida melhor. E, queridos amigos, eu prometo que do que depender de mim, ainda enquanto velhinhos, estaremos nos reunindo e lembrando de todas as experiências vividas juntos, pois essas, com certeza, ficarão para sempre em nossas memórias, com direito a guardar todas as emoções no coração, sem contar que não há Mal de Alzheimer que nos fará esquecer quem amamos (espero que vocês me amem assim como eu os amo!) e partilhamos! (Como percebem estou deixando aflorar meu lado direito do cérebro, e o lado esquerdo do resto do corpo).
Hoje em dia também existem os amigos virtuais. Quem disse que não é possível manter uma amizade através da internet? Eu e alguns amigos somos exemplos vivos de que amizades virtuais existem e resistem tão bem quanto amizades próximas, se não forem melhores do que algumas não separadas pela distância, rs. O problema é o medo, o receio de enganação, de mentiras, de ir parar num B.O. (não estou exagerando!), até mesmo porque a sociedade é feita de homens e homens, não é mesmo? Aí entra aquela questão de sabedoria, inteligência e experiência de vida para saber como escolher e manter as amizades virtuais certas, pois todos estão sujeitos à cair numa silada. De qualquer forma, "os bons ainda são maioria" e os amigos fazem parte de nossas vidas, sejam virtuais ou não. E o que é a distância perante fortes sentimentos amigáveis? Se não fosse a saudade e a falta do calor humano, a falta daquele abraço apertado e do cafuné carinhoso, das conversas olho no olho sem estar passível de uma falha da cam, a distância seria algo pequeno...
Enfim, acho que tudo o que aqui está escrito resume o papel dos meus amigos na minha vida. É uma síntese de fragmentos da minha vida real misturados à fragmentos do que é geral. Gostaria de salientar que o que me inspirou foram comentários recebidos e análises pessoais, que me fizeram perceber o quanto algumas pessoas são imprescendíveis para que eu possa viver bem. Quando vejo comentários carinhosos no blog, por exemplo, me sinto tão bem, minha alma, minha mente se acalma de forma que eu não consigo explicar em palavras, só quem sente sabe. Quando encontro meus amigos, quando passo hooooooooooras conversando com eles, compartilhando, lembrando e construindo momentos e experiências, me sinto como uma criança bem alegre e cara de sapeca que os pais dão liberdade para fazerem o que quiserem, principalmente se for na casa dos avós, conhecem esse sentimento? Com eles, esqueço todo o café estimulante, não precisa, a conversa basta. Esqueço do chocolate para liberar endorfina, a não ser que seja um daqueles brigadeiros de panela que fazemos para comer de colher e fazer bagunça, huuuuum...Por fim, obrigada meus amigos e amigas, por fazerem parte da minha vida, vocês são únicos, inesquecíveis, insubstituíveis e eternos em minha vida, amo todos vocês! Espero que sejamos sempre incondicionalmente, amigos!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Dia das Mães - ainda é tempo!
Consequência de uma pausa...
Bom, começo desejando à todas as mães que por aqui passarem, um enorme parabéns pelo dia especial de vocês - que foi ontem! Acho linda essa data, um dia para reunir a família, celebrar o amor e a união, mas, sabe, por mais clichê que seja a frase "dia das mães é todo dia", estou de pleno acordo. As mães não deixam de ser mães nos outros 364 ou 365 dias do ano, todos os dias elas são mães, pela vida inteira, eternamente. Acredito também que seja somente nessa relação que existe o amor incondicional, com exceções, é claro, há mães que nem mesmo deveriam ser assim consideradas, e também há aquelas mulheres que sonham em ser mães e não podem, como também existem outras relações de amor incondicional, coisas da vida...
No segundo domingo de maio inúmeras homenagens são feitas, seja através de poemas, contos, fotos, mensagens, enfim, independente do meio, todas as mães são lembradas e homenageadas. Acho uma pena que somente em um dia do ano todo esse amor e admiração sejam expressados, que somente essa data se volte a pessoas tão importantes como essas mulheres, imprescindíveis à sociedade. Porém, o comércio já tem que se preparar para o dia dos namorados...iventam tantas datas comemorativas (nada contra, mas é que fica tudo concentrado em um dia só, o que faz com que as pessoas se esqueçam que vivemos um ano inteiro, que podemos amar e declarar esse amor todos os dias!), e ainda tem aquele deputado querendo tornar feriado os jogos da seleção brasileira durante a copa...melhor nem comentar mais, perderia o foco com a minha indignação!
Pois bem, hoje vou fazer diferente. Recebi um e-mail sobre as mães e vou compartilhá-lo com vocês! Eu me diverti bastante, espero que gostem, é um jeito diferente de entender as mães! :)
Diz assim: "Porque as mães gritam tanto:"
Obs.: As imagens foram retiradas do e-mail, não havia links de origem das fotos. Algumas, creio eu que são de filmes e propagandas e o restante retiradas da própria internet. Dei-me o direito de não publicar algumas porque seria muita exposição das crianças.
Agora ficou mais fácil compreender o comportamento histérico de algumas mães, né?!
Parabéns mamães de todo o mundo! E, lógico, um especial à minha mãe, afinal, meu amor por ela é incondicional...
Bom, começo desejando à todas as mães que por aqui passarem, um enorme parabéns pelo dia especial de vocês - que foi ontem! Acho linda essa data, um dia para reunir a família, celebrar o amor e a união, mas, sabe, por mais clichê que seja a frase "dia das mães é todo dia", estou de pleno acordo. As mães não deixam de ser mães nos outros 364 ou 365 dias do ano, todos os dias elas são mães, pela vida inteira, eternamente. Acredito também que seja somente nessa relação que existe o amor incondicional, com exceções, é claro, há mães que nem mesmo deveriam ser assim consideradas, e também há aquelas mulheres que sonham em ser mães e não podem, como também existem outras relações de amor incondicional, coisas da vida...
No segundo domingo de maio inúmeras homenagens são feitas, seja através de poemas, contos, fotos, mensagens, enfim, independente do meio, todas as mães são lembradas e homenageadas. Acho uma pena que somente em um dia do ano todo esse amor e admiração sejam expressados, que somente essa data se volte a pessoas tão importantes como essas mulheres, imprescindíveis à sociedade. Porém, o comércio já tem que se preparar para o dia dos namorados...iventam tantas datas comemorativas (nada contra, mas é que fica tudo concentrado em um dia só, o que faz com que as pessoas se esqueçam que vivemos um ano inteiro, que podemos amar e declarar esse amor todos os dias!), e ainda tem aquele deputado querendo tornar feriado os jogos da seleção brasileira durante a copa...melhor nem comentar mais, perderia o foco com a minha indignação!
Pois bem, hoje vou fazer diferente. Recebi um e-mail sobre as mães e vou compartilhá-lo com vocês! Eu me diverti bastante, espero que gostem, é um jeito diferente de entender as mães! :)
Diz assim: "Porque as mães gritam tanto:"
Obs.: As imagens foram retiradas do e-mail, não havia links de origem das fotos. Algumas, creio eu que são de filmes e propagandas e o restante retiradas da própria internet. Dei-me o direito de não publicar algumas porque seria muita exposição das crianças.
Agora ficou mais fácil compreender o comportamento histérico de algumas mães, né?!
Parabéns mamães de todo o mundo! E, lógico, um especial à minha mãe, afinal, meu amor por ela é incondicional...
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